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	<title>Arquivo de bioeconomia - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de bioeconomia - WeekNews</title>
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		<title>Radar Bioecon mapeia 232 políticas públicas de bioeconomia na Pan-Amazônia</title>
		<link>https://weeknews.online/radar-bioecon-mapeia-232-politicas-publicas-de-bioeconomia-na-pan-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2026 15:43:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa é designada como Centro de Referência para Florestas Plantadas]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[Pará recebe primeira atividade de Escola Imersiva em Sociobioeconomia]]></category>
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		<category><![CDATA[Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[Veja os planos de governo de Flávio e Lula para meio ambiente e clima]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte da imagem: Agência Brasil A Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia lança nesta quinta-feira (22) o Radar Bioecon, plataforma que reúne informações sobre 232 políticas, programas e instrumentos públicos ligados à bioeconomia em nove países e territórios da América do Sul: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. A ferramenta será apresentada durante a 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP17), em Yerevan, na Armênia. O levantamento abrange desde estratégias nacionais de bioeconomia até mecanismos de crédito, compras públicas, incentivos à produção e instrumentos de apoio a empreendimentos comunitários. A plataforma permite consultar e comparar essas iniciativas, com o objetivo de identificar experiências que possam ser compartilhadas e oportunidades de cooperação regional. Segundo os analistas responsáveis pelo mapeamento, o potencial&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure class="weeknews-ai-media" style="margin:24px 0;max-width:100%;clear:both;"><img loading="lazy" style="max-width:100%;height:auto;display:block;" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/08/terra_indigena_ti_panara_na_amazonia01-1024x512.jpg" alt="Radar Bioecon mapeia 232 políticas públicas de bioeconomia na Pan-Amazônia" decoding="async"><figcaption class="weeknews-ai-credit" style="font-size:13px;line-height:1.45;margin-top:8px;color:#666;text-align:center;">Fonte da imagem: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-10/plataforma-pan-amazonica-reune-232-politicas-publicas-para-bioeconomia" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a></figcaption></figure>
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<p>A Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia lança nesta quinta-feira (22) o Radar Bioecon, plataforma que reúne informações sobre 232 políticas, programas e instrumentos públicos ligados à bioeconomia em nove países e territórios da América do Sul: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. A ferramenta será apresentada durante a 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP17), em Yerevan, na Armênia.</p>
<p>O levantamento abrange desde estratégias nacionais de bioeconomia até mecanismos de crédito, compras públicas, incentivos à produção e instrumentos de apoio a empreendimentos comunitários. A plataforma permite consultar e comparar essas iniciativas, com o objetivo de identificar experiências que possam ser compartilhadas e oportunidades de cooperação regional.</p>
<p>Segundo os analistas responsáveis pelo mapeamento, o potencial produtivo da região esbarra na falta de integração entre governos, nas dificuldades de acesso ao crédito e em obstáculos à implementação efetiva dos negócios. O estudo também identificou que as iniciativas estão dispersas entre diferentes órgãos governamentais e nem sempre são classificadas como políticas de bioeconomia, aparecendo sob denominações como biocomércio, bionegócios, empreendedorismo verde ou economias indígenas e comunitárias, conforme o país.</p>
<p>No Brasil, entre os instrumentos destacados estão o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que abrem mercados para produtores locais, além da Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPMBio), que estabelece preços mínimos para 17 produtos extrativistas e busca reduzir oscilações na renda dos produtores. Na Colômbia, o mapeamento aponta mecanismos de apoio a negócios sustentáveis. No Equador, foram identificadas iniciativas de crédito para cooperativas e empreendimentos comunitários.</p>
<p>O potencial econômico da bioeconomia amazônica já aparece em atividades ligadas à floresta em pé e aos conhecimentos locais. Na Amazônia Legal brasileira, apenas 13 produtos da sociobiodiversidade contribuem com pelo menos R$ 12 bilhões anuais para o Produto Interno Bruto (PIB), segundo o estudo Nova Economia da Amazônia, liderado pelo WRI Brasil. Entre os exemplos estão o açaí e a castanha.</p>
<p>Para Juliana Simões, co-líder do Grupo de Trabalho de Políticas Públicas da Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia e especialista em políticas públicas e bioeconomia na organização The Nature Conservancy (TNC) Brasil, é necessário garantir que os recursos e programas cheguem a cooperativas, associações e empreendimentos locais. &#8220;Para que a bioeconomia se consolide como uma alternativa de desenvolvimento econômico para a Pan-Amazônia, precisamos tratá-la como uma agenda de Estado, com planejamento de longo prazo e continuidade das políticas públicas&#8221;, defende.</p>
<p>Já Bruno Castro Lacerda, co-líder do grupo de trabalho da Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia e consultor em bioeconomia para a conservação na organização Conservação Internacional, afirma que a comparação entre as políticas ajuda a identificar lacunas e experiências que podem inspirar outros países. &#8220;Essa visão regional é importante para fortalecer a cooperação entre os países e construir políticas que tenham continuidade no longo prazo, contribuindo para consolidar a bioeconomia como uma agenda estratégica de desenvolvimento&#8221;, diz.</p>
<p>O acesso a recursos financeiros é outro obstáculo apontado pelo levantamento. Um estudo da Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia mapeou 141 mecanismos de financiamento voltados à bioeconomia na região, dos quais apenas 8,5% atendem à sociobiodiversidade. Embora existam fundos climáticos, linhas de crédito e programas de incentivo, exigências de garantias e procedimentos burocráticos dificultam o acesso de cooperativas, associações e empreendimentos comunitários. O relatório defende a adaptação desses instrumentos às características da produção amazônica e uma maior integração entre políticas econômicas, produtivas e ambientais.</p>
<p>O Radar Bioecon foi desenvolvido pelo Grupo de Trabalho de Políticas Públicas da Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia. Os usuários poderão sugerir novas políticas ou atualizações dos registros existentes, que passarão por um processo de curadoria. A iniciativa é apresentada como a primeira etapa de um trabalho destinado a identificar lacunas de implementação e oportunidades de integração regional.</p>
<p>Análise WeekNews: O mapeamento de 232 instrumentos públicos e a constatação de que apenas 8,5% dos 141 mecanismos de financiamento atendem à sociobiodiversidade evidenciam que a oferta de políticas na Pan-Amazônia não se traduz automaticamente em acesso para quem está na base da cadeia produtiva. A dispersão entre órgãos e a variedade de nomenclaturas usadas para classificar iniciativas semelhantes sugerem que a fragmentação institucional é, ela própria, um obstáculo à cooperação regional que a plataforma busca estimular.</p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-10/plataforma-pan-amazonica-reune-232-politicas-publicas-para-bioeconomia" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a>.</p>

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		<item>
		<title>Projeto percorre nove estados do Nordeste para mapear oportunidades de economia verde</title>
		<link>https://weeknews.online/projeto-percorre-nove-estados-do-nordeste-para-mapear-oportunidades-de-economia-verde/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2026 14:21:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil pode ser destaque como provedor de soluções de baixo carbono]]></category>
		<category><![CDATA[Cèsar]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Verde]]></category>
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		<category><![CDATA[energia renovável]]></category>
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		<category><![CDATA[Meio ambiente: transição para economia de baixo carbono é prioridade]]></category>
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		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte da imagem: Agência Brasil Uma iniciativa recém-lançada começou a percorrer os nove estados do Nordeste com o objetivo de mapear oportunidades econômicas, setores produtivos, capacidades e competências que possam contribuir para a transição da região a uma economia de baixo carbono. Batizado de Futuros Verdes no Nordeste, o projeto é conduzido em parceria pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS) e pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (CESAR). A proposta central é ouvir especialistas e representantes do setor produtivo para transformar o conhecimento acumulado sobre sustentabilidade em orientações estratégicas que levem em conta a diversidade dos territórios nordestinos. O mapeamento também busca identificar as necessidades de formação e capacitação de profissionais diante das novas exigências impostas pelas mudanças climáticas e pela transformação&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure class="weeknews-ai-media" style="margin:24px 0;max-width:100%;clear:both;"><img loading="lazy" style="max-width:100%;height:auto;display:block;" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/08/eolicaariversianipac-1024x512.jpeg" alt="Projeto percorre nove estados do Nordeste para mapear oportunidades de economia verde" decoding="async"><figcaption class="weeknews-ai-credit" style="font-size:13px;line-height:1.45;margin-top:8px;color:#666;text-align:center;">Fonte da imagem: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/projeto-mapeia-caminhos-para-economia-verde-no-nordeste" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a></figcaption></figure>
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<p>Uma iniciativa recém-lançada começou a percorrer os nove estados do Nordeste com o objetivo de mapear oportunidades econômicas, setores produtivos, capacidades e competências que possam contribuir para a transição da região a uma economia de baixo carbono. Batizado de Futuros Verdes no Nordeste, o projeto é conduzido em parceria pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS) e pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (CESAR).</p>
<p>A proposta central é ouvir especialistas e representantes do setor produtivo para transformar o conhecimento acumulado sobre sustentabilidade em orientações estratégicas que levem em conta a diversidade dos territórios nordestinos. O mapeamento também busca identificar as necessidades de formação e capacitação de profissionais diante das novas exigências impostas pelas mudanças climáticas e pela transformação dos modelos produtivos.</p>
<p>Para Diogo Araújo, biólogo, analista do CESAR e um dos coordenadores do projeto, a transição para uma economia de baixo carbono não ocorre de forma automática. &#8220;As oportunidades não se distribuem automaticamente e também não vai ter uma transformação de forma tão natural e tão automática [&#8230;]. Então é por isso que o Futuros Verdes no Nordeste nasce. Para compreender essa complexidade&#8221;, afirmou.</p>
<p>A região reúne, ao mesmo tempo, alguns dos principais desafios provocados pelas mudanças climáticas e um conjunto de potencialidades para o desenvolvimento de alternativas produtivas mais sustentáveis. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a caatinga é um dos biomas mais ameaçados pela desertificação em todo o mundo. Em 2025, de acordo com o Mapbiomas, três dos cinco estados que mais desmataram estavam no Nordeste: Maranhão, Piauí e Bahia. Quatro das sete cidades brasileiras mais ameaçadas pela elevação do nível do mar também estão na região, conforme a Climate Central: Recife, São Luís, Fortaleza e Salvador.</p>
<p>Por outro lado, 92% de toda a energia eólica produzida no país vem do Nordeste. A região também abriga cinco das 10 maiores usinas solares do Brasil e tem no turismo uma importante fonte de geração de recursos. Para o gerente de Recursos Naturais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mário Cardoso, as oportunidades podem ser ainda mais amplas. &#8220;Você tem potencialidade na bioeconomia, na biodiversidade da caatinga, na questão de biomassa e energia renovável, tanto com etanol quanto energia solar, as energias renováveis, solar e eólica, tudo isso você tem potencialidade&#8221;, listou. Ele, no entanto, levantou uma questão: &#8220;Agora, como transformar essa potencialidade em desenvolvimento?&#8221;</p>
<p>Para o especialista, a resposta é complexa e envolve, entre outros fatores, cadeia de produção, demanda do setor produtivo, potencial de mercado, viabilidade técnica e capacidade de implementação. &#8220;Tem locais que têm vocação para a produção de energia eólica? Tem. Mas ele também depende da linha de transmissão. Potencial, por si só, não gera desenvolvimento. Tem toda uma estratégia por trás, uma condição, uma infraestrutura, uma regulação, tudo o que suporte esse potencial. Não tem resposta simples, não tem solução de prateleira&#8221;, destacou.</p>
<p>A capacidade de implementação passa também pela formação de profissionais habilitados às novas demandas. Nicolis Amaral, do Instituto Clima e Sociedade (iCS), acredita que é preciso fazer ajustes na formação dos profissionais que vão encarar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. &#8220;As profissões começam a se transformar por demanda&#8221;, explicou a ativista, que se formou como engenheira química, mas apresentou sua própria transição de carreira como um exemplo das mudanças que precisam ser feitas: &#8220;A gente começa a olhar essa grade curricular mais engessada. Eu, por exemplo, sou engenheira química. A minha engenharia química foi focada no petróleo, não foi focada na economia verde. Então, ao longo do tempo, fui me especializando [&#8230;] hoje eu me vejo como especialista em descarbonização por cursos adicionais, não pela minha graduação.&#8221;</p>
<p>Nicolis participa do projeto que percorre os nove estados do Nordeste para mapear oportunidades e pensar na capacitação de profissionais que possam responder às novas exigências. &#8220;Tudo que é demandado é a transformação e o emprego verde vai exigir uma transformação contínua. Tem demanda, tem mercado, tem projeto, tem investimento, junto vem empregabilidade&#8221;, defendeu a engenheira de descarbonização.</p>
<p>Para Cardoso, transformar as potencialidades da região em desenvolvimento exige planejamento e rapidez. Ele lembrou que empresas que não adotam processos mais sustentáveis podem perder espaço no mercado e citou as exigências ambientais que vêm sendo estabelecidas por países e blocos econômicos, como a União Europeia. O desafio, segundo ele, é impedir que a degradação ambiental elimine oportunidades antes mesmo que elas possam se transformar em cadeias produtivas. &#8220;Quando a gente trata da bioeconomia, muitas vezes o desmatamento vem antes e acaba com tudo. A gente tem que correr. Tem que começar a pensar de uma maneira mais pragmática, porque o mundo está andando muito depressa. Hoje, [se] a gente não consegue fazer, o outro lá fora faz e daqui a gente compra dele. Se a gente não transforma nossa bioeconomia, nosso açaí por exemplo, num produto realmente de peso no Brasil, daqui a pouco a gente vai estar comprando ele de outra pessoa, de outro país&#8221;, concluiu.</p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/projeto-mapeia-caminhos-para-economia-verde-no-nordeste" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a>.</p>

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		<title>Ciência e tradição se encontram no Oeste do Pará para impulsionar biocosméticos e manter a floresta em pé</title>
		<link>https://weeknews.online/ciencia-e-tradicao-se-encontram-no-oeste-do-para-para-impulsionar-biocosmeticos-e-manter-a-floresta-em-pe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 21:01:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pará]]></category>
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		<category><![CDATA[turismo comunitário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte da imagem: Agência Brasil No Oeste do Pará, dentro da Floresta Nacional do Tapajós, um grupo de mulheres ribeirinhas transforma sementes de andiroba em óleo medicinal e cosmético, unindo conhecimento ancestral a uma nova economia sustentável. As Amélias da Amazônia, como se autodenominam, produzem desde 2016 óleos, sabonetes, velas, incensos, cremes e repelentes, todos feitos manualmente a partir de matérias-primas da região. O empreendimento reúne 16 pessoas, liderado pelas irmãs Marileide, Marilene e Marcilene da Silva Monteiro, que aprenderam a técnica de extração com os avós e os pais. O processo começa com a coleta das sementes caídas da andiroba, árvore que pode atingir até 50 metros de altura. As sementes, de cor de café e textura semelhante à cortiça, passam por higienização, cozimento,&#8230;</p>
<p class="excerpt-more"><a class="blog-excerpt button" href="https://weeknews.online/ciencia-e-tradicao-se-encontram-no-oeste-do-para-para-impulsionar-biocosmeticos-e-manter-a-floresta-em-pe/">Leia mais...</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure class="weeknews-ai-media" style="margin:24px 0;max-width:100%;clear:both;"><img loading="lazy" style="max-width:100%;height:auto;display:block;" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/07/paraviagemrafa26_1-1024x512.jpg" alt="Ciência e tradição se encontram no Oeste do Pará para impulsionar biocosméticos e manter a floresta em pé" decoding="async"><figcaption class="weeknews-ai-credit" style="font-size:13px;line-height:1.45;margin-top:8px;color:#666;text-align:center;">Fonte da imagem: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-07/biocosmeticos-unem-ciencia-e-tradicoes-ribeirinhas-no-oeste-do-para" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a></figcaption></figure>
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<p>No Oeste do Pará, dentro da Floresta Nacional do Tapajós, um grupo de mulheres ribeirinhas transforma sementes de andiroba em óleo medicinal e cosmético, unindo conhecimento ancestral a uma nova economia sustentável. As Amélias da Amazônia, como se autodenominam, produzem desde 2016 óleos, sabonetes, velas, incensos, cremes e repelentes, todos feitos manualmente a partir de matérias-primas da região. O empreendimento reúne 16 pessoas, liderado pelas irmãs Marileide, Marilene e Marcilene da Silva Monteiro, que aprenderam a técnica de extração com os avós e os pais.</p>
<p>O processo começa com a coleta das sementes caídas da andiroba, árvore que pode atingir até 50 metros de altura. As sementes, de cor de café e textura semelhante à cortiça, passam por higienização, cozimento, secagem, quebra, preparo da massa e decantação – um ciclo que leva em média três meses. “Aprendemos essa técnica de tirar o óleo da andiroba com nossos avós e os nossos pais, que nos passaram essa cultura e tradição”, explica Marileide da Silva Monteiro. Antes do projeto, a maior parte das sementes se perdia; algumas famílias as usavam para remédios, mas em quantidade muito pequena. “Uma irmã teve a ideia de fazer o óleo para vender e nós nos juntamos. Era uma forma de conseguir um recurso extra para casa e não ter que ficar trabalhando tanto na roça debaixo do sol”, complementa.</p>
<p>O nome do grupo ressignifica o estereótipo da “Amélia” – figura da marcha carnavalesca de 1942, de Mário Lago e Ataulfo Alves, que simbolizava a mulher submissa. As Amélias da Amazônia enfrentaram a desconfiança de alguns homens da comunidade e tocaram o negócio, mesmo com tarefas pesadas. “A gente estava acostumada a trabalhar em roça com o nosso pai. Plantando, fazendo farinha, cortando seringueira. Quando veio a ideia de começar o negócio dos cosméticos, tivemos que arrancar os tocos de árvores no machado, limpamos todo o terreno na enxada, fizemos uma horta e outras estruturas. Foi muito trabalho”, relata Marilene Dias da Silva.</p>
<p>Hoje, a renda obtida com a venda dos produtos já faz diferença na vida das famílias. “Com o dinheiro, a gente já consegue pagar uma escola para o meu filho. Também posso dar um calçado melhor para ele. Não dá para dizer que está suprindo tudo, mas já é um começo e os ganhos ajudam a família a passar o mês”, conta Marileide. A nova geração também se prepara para assumir o negócio. Silvia Gabrielly, de 23 anos, filha de Marileide, trabalha como agente ambiental no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e administra as redes sociais das Amélias. Ela cursa graduação em tecnologia ambiental e planeja trazer novos saberes para a comunidade. “Eu já fiz vários cursos na área ambiental e na área de turismo. Agora, estou fazendo uma graduação em tecnologia ambiental. Quero entender mais sobre as plantações, a produção dos produtos e a gestão do negócio. Também precisamos de mais conhecimentos para administrar e divulgar o trabalho”, diz a jovem.</p>
<p>Os óleos produzidos pelas Amélias não ficam restritos à comunidade. Eles são matéria-prima para a Mahá Biocosméticos, negócio idealizado pelas farmacêuticas Melissa Karen Lage e Bruna de Souza durante a graduação na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). Especializada em produtos capilares para cabelos cacheados, a marca substituiu a babosa (Aloe vera), de origem africana e árabe, por óleos de andiroba e castanha-do-pará, espécies nativas da Amazônia. “Nós sempre quisemos fazer algo que beneficiasse todo o território. Quando as pessoas compram nossos produtos, estão fortalecendo as cadeias produtivas locais”, explica Melissa. A parceria inclui capacitação para reaproveitamento de resíduos da andiroba e visitas aos laboratórios. Apesar das dificuldades logísticas – insumos como mentol, glicerina e essências vêm de São Paulo ou Rio de Janeiro, assim como embalagens biodegradáveis –, a Mahá expande suas vendas para todo o Brasil. Uma parceria com o grupo varejista Bemol, de Manaus, e a terceirização da produção para a Ekilibre da Amazônia, em Alter do Chão (PA), permitiram que as farmacêuticas se dediquem mais à criação de novas fórmulas.</p>
<p>O contraste entre o modelo atual e o passado é evidente na região. Na década de 1930, a Ford Motor Company, de Henry Ford, tentou cultivar seringueiras em massa na Vila Americana, em Belterra, para extrair látex para pneus. O projeto fracassou e a empresa vendeu os ativos ao governo brasileiro em 1945. As casas de madeira verde e branca, hoje tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), abrigam instituições públicas e moradores. A historiadora Venize Nazaré Ramos Rodrigues, da Universidade do Estado do Pará (UEPA), autora do artigo “Belterra: cidade americana no coração da Amazônia”, interpreta o fracasso como choque entre o fordismo – produção em massa, padronização e fragmentação do trabalho – e os modos de vida amazônicos, ligados aos ciclos da natureza e ao engajamento coletivo. “Não se pode pensar em modernidade para a Amazônia sem levar em consideração os povos que vivem nessa região, a floresta e a relação que se estabelece entre homem e natureza”, escreve a historiadora.</p>
<p>A união entre tradição e ciência se materializa no Museu de Ciências da Amazônia (MuCA), que reúne pesquisa e educação ambiental, com coleções de biodiversidade e animais peçonhentos. O responsável pelas áreas educacional e laboratorial, Arthur Carvalho, destaca a relação com as comunidades tradicionais como diferencial. “Tudo o que a gente tem hoje de conhecimento científico partiu do conhecimento empírico, do conhecimento tradicional. O que torna o MuCA único é isso: estar próximo dessas comunidades, poder dialogar e aprender com elas”, reflete. A Oka Hub, incubadora de negócios e pesquisas, funciona dentro do MuCA, e as farmacêuticas da Mahá trabalham na Oka Hub usando óleos das Amélias. Arthur defende mais investimentos e engajamento coletivo para que a região alcance todo seu potencial. “Existem aqui empresas de tecnologia que trabalham uma série de soluções, mas que ainda não têm credibilidade que mereciam. As pessoas deveriam valorizar mais a região e apoiá-la para que cresça cada vez mais”, pede o amazônida.</p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-07/biocosmeticos-unem-ciencia-e-tradicoes-ribeirinhas-no-oeste-do-para" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a>.</p>

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		<title>Gelato amazônico: de Santarém para o mundo, sorvete artesanal impulsiona bioeconomia e pequenos produtores</title>
		<link>https://weeknews.online/gelato-amazonico-de-santarem-para-o-mundo-sorvete-artesanal-impulsiona-bioeconomia-e-pequenos-produtores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 20:20:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
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		<category><![CDATA[Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (Pevs)]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte da imagem: Agência Brasil Em Santarém, no oeste do Pará, quando a chuva dá trégua no chamado inverno amazônico, a clientela faz fila na Boto Gelato. A sorveteria artesanal, aberta em 2016 pelo engenheiro de produção Tiago Silva, transforma frutas, castanhas e ingredientes típicos da região em sobremesas que vão além do paladar: movimentam uma cadeia produtiva que começa nas feiras e chega ao balcão com sabor de memória afetiva. A gerente comercial Eloísa Bento, que trabalha do outro lado da cidade, é uma das frequentadoras assíduas. &#8220;Tem muito sabor artificial por aí. Só aqui tem sabores bem regionais, que trazem memórias de infância. Você prova o cupuaçu e lembra de quando era criança, cortava a fruta, chupava o caroço. O açaí também. Qual&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure class="weeknews-ai-media" style="margin:24px 0;max-width:100%;clear:both;"><img loading="lazy" style="max-width:100%;height:auto;display:block;" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/07/boto-gelato-da-amaznia_55280661776_o-1024x512.jpg" alt="Gelato amazônico: de Santarém para o mundo, sorvete artesanal impulsiona bioeconomia e pequenos produtores" decoding="async"><figcaption class="weeknews-ai-credit" style="font-size:13px;line-height:1.45;margin-top:8px;color:#666;text-align:center;">Fonte da imagem: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-05/da-feira-ao-gelato-sabores-da-amazonia-movimentam-bioeconomia" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a></figcaption></figure>
<p><a style="display:block;" noopener noreferrer href="https://weeknews.online/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"></p>
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<p>Em Santarém, no oeste do Pará, quando a chuva dá trégua no chamado inverno amazônico, a clientela faz fila na Boto Gelato. A sorveteria artesanal, aberta em 2016 pelo engenheiro de produção Tiago Silva, transforma frutas, castanhas e ingredientes típicos da região em sobremesas que vão além do paladar: movimentam uma cadeia produtiva que começa nas feiras e chega ao balcão com sabor de memória afetiva.</p>
<p>A gerente comercial Eloísa Bento, que trabalha do outro lado da cidade, é uma das frequentadoras assíduas. &#8220;Tem muito sabor artificial por aí. Só aqui tem sabores bem regionais, que trazem memórias de infância. Você prova o cupuaçu e lembra de quando era criança, cortava a fruta, chupava o caroço. O açaí também. Qual paraense não gosta de açaí? E o sabor daqui é o da fruta de verdade&#8221;, diz.</p>
<p>No cardápio, criações como o Treme Treme — mistura de maracujá, pimenta, cupuaçu e jambu, que provoca uma sensação de ardência na boca — e o Carimbó, que homenageia a dança típica local com tapioca, doce de cupuaçu, flocos de coco, nibs de cacau e castanha-do-pará. Tiago, que estudou técnicas de gelato no Brasil e no exterior, explica que o processo artesanal faz diferença: &#8220;O gelato tem a preocupação de ser um produto mais artesanal, com ingredientes frescos. Então, posso oferecer textura, sabor, viscosidade, cremosidade, derretimento&#8221;.</p>
<p>O empresário gosta de observar a reação de quem não conhece os sabores amazônicos. &#8220;Quando provam um gelato com castanha-do-pará, é sempre: &#8216;Meu Deus, não é que é bom?&#8217;. Como assim, &#8216;bom&#8217;? Isso aqui é ótimo, é melhor do que pistache&#8221;, brinca. A comparação não é à toa: enquanto o pistache é 100% importado — os Estados Unidos respondem por 86% das mais de mil toneladas que o Brasil compra do exterior, segundo dados de 2024 do World Integrated Trade Solution (WITS) —, a castanha-do-pará é tipicamente brasileira. Acre, Amazonas e Pará concentraram cerca de 80% da produção nacional em 2024, com mais de 30 mil toneladas, conforme o IBGE.</p>
<p>Para manter a identidade regional, Tiago prioriza o abastecimento em feiras e com pequenos produtores. &#8220;Nós vamos à feira, em média, uma vez por semana. Pegamos os produtos em grandes quantidades e os congelamos&#8221;, conta. &#8220;Uma coisa que a gente preza muito é entender a cadeia da bioeconomia, que movimenta produtores e revendedores. Não temos uma rotatividade de fornecedores. Mantemos uma relação de fidelidade com quem conhecemos. Nós os apoiamos e eles nos apoiam.&#8221;</p>
<p>Um dos pontos de compra é o Mercadão 2000, onde William Gonçalves da Silva trabalha há nove anos com a tia. &#8220;Nós vendemos todos os derivados da mandioca, como as farinhas e a tapioca. Também temos grãos de feijão e rações para os bichos. A mercadoria vem toda em ônibus daqui da região&#8221;, explica. &#8220;É gratificante saber que nossos produtos estão fazendo sucesso por aí, sendo usados em outros lugares, como é o caso do sorvete do Tiago. Já teve gente que foi lá e veio aqui para conhecer de onde era a farinha que ele usa.&#8221;</p>
<p>A produtora Kelly, que vende frutas no mercado, observa o efeito em cascata: &#8220;Eu percebo que, cada vez mais, outros estabelecimentos, como sorveterias e pousadas, estão priorizando vir nas feiras e mercados. Isso movimenta muito as nossas vendas. Quando eles levam as nossas frutas, as pessoas que frequentam esses lugares têm interesse em vir aqui comprar mais. Querem provar coisas que não encontram em outros mercados&#8221;.</p>
<p>Tiago ressalta a importância de valorizar quem está na base da cadeia. &#8220;As pessoas do campo e do mercado geralmente não são muito valorizadas, porque estão na base e o trabalho não envolve muita tecnologia. Mas, sem eles, o que seria do meu negócio? Em que outro lugar eu conseguiria produtos assim? Então, sou muito grato em poder me relacionar e contribuir para o crescimento dessas famílias.&#8221;</p>
<p>Com o apoio do Sebrae, o empresário incorporou à marca elementos da cultura local, como o boto — presente na orla de Santarém nas espécies cor-de-rosa e tucuxi (cinza) e símbolo da Festa do Sairé, em Alter do Chão. &#8220;Meu sonho é pegar isso aqui tudo e levar para o mundo. Todos precisam experimentar os sabores da Amazônia e conhecer a realidade daqui. Essa é a nossa grande bandeira, produzir uma reflexão sobre a importância de preservar o nosso território&#8221;, conclui.</p>
<p>O programa Caminhos da Reportagem exibe na próxima segunda-feira (06), às 23h, na TV Brasil, o episódio &#8220;Bioeconomia no coração da Amazônia&#8221;, que mostra iniciativas como a Boto Gelato.</p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-05/da-feira-ao-gelato-sabores-da-amazonia-movimentam-bioeconomia" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a>.</p>

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		<title>Quarta edição do leilão Eco Invest libera R$ 13,2 bi em investimentos</title>
		<link>https://weeknews.online/quarta-edicao-do-leilao-eco-invest-libera-r-132-bi-em-investimentos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 19:53:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[5º leilão Eco Invest pode levantar R$ 50 bilhões em investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[CMN muda regra do Eco Invest para impulsionar projetos verdes]]></category>
		<category><![CDATA[cop30]]></category>
		<category><![CDATA[Eco Invest Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Eco Invest Brasil foi criado para facilitar a atração]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[o governo federal lançou o 5º leilão do programa]]></category>
		<category><![CDATA[Tesouro muda regras de leilão para projetos sustentáveis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. A 4ª edição do leilão do programa Eco Invest Brasil destravou R$ 13,2 bilhões para projetos de bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura no país. Mais da metade desse valor, o equivalente a cerca de R$ 9 bilhões, foi alocada para investimentos na Amazônia Legal. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (25) em São Paulo (SP) pelos Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima e pelo Ministério da Fazenda, por meio do Tesouro Nacional. Anunciada durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), a 4ª edição é voltada para a bioeconomia, o turismo sustentável e a infraestrutura na Amazônia Legal.  O leilão recebeu propostas de oito instituições financeiras (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, ABC Brasil, Bradesco, BTG Pactual,&#8230;</p>
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<p>Feed Últimas.</p>

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<p><strong>A 4ª edição do leilão do programa Eco Invest Brasil destravou R$ 13,2 bilhões para projetos de bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura no país. Mais da metade desse valor, o equivalente a cerca de R$ 9 bilhões, foi alocada para investimentos na Amazônia Legal.</strong></p>
<p>Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (25) em São Paulo (SP) pelos Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima e pelo Ministério da Fazenda, por meio do Tesouro Nacional.</p>
<p>Anunciada durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), a <strong>4ª edição é voltada para a bioeconomia, o turismo sustentável e a infraestrutura na Amazônia Legal. </strong></p>
<p><strong>O leilão recebeu propostas de oito instituições financeiras (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, ABC Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Citibank, Itaú e Santander) </strong>e registrou demanda superior a R$ 7,1 bilhões em recursos catalíticos &#8211; um dinheiro geralmente vindo de investidores que não têm foco em lucro como bancos de fomento, governos ou investidores filantrópicos &#8211; com potencial para mobilizar mais de R$ 29 bilhões em investimentos.</p>
<p>Como resultado do leilão, R$ 3,1 bilhões foram homologados em capital catalítico da linha principal, a partir dos lances do ABC Brasil, Banco do Brasil, Bradesco e BTG Pactual. Esse montante deverá viabilizar cerca de R$ 13,2 bilhões em investimentos totais, incluindo R$ 7,2 bilhões com captação internacional.</p>
<blockquote>
<p>“O 4º leilão, que trata da bioeconomia e da infraestrutura verde na Amazônia, é algo absolutamente inovador, impensável até pouco tempo atrás. É fantástica também a adesão do setor. Teremos investimentos estratégicos fundamentais”, disse o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.</p>
</blockquote>
<p><strong>O Eco Invest atua na modalidade de <em>blended finance</em>, na qual os recursos públicos são combinados ao capital privado para reduzir riscos e atrair investidores. </strong>Nesse modelo, o capital catalítico entra para reduzir custos ou mitigar riscos, atraindo recursos privados em maior escala. </p>
<p>No caso desse programa, o Tesouro Nacional realiza empréstimos às instituições financeiras à taxa de 1% ao ano e, como contrapartida, exige que cada real emprestado pelo governo seja acompanhado por, no mínimo, três reais de capital privado – dos quais ao menos 60% devem ser provenientes de investidores estrangeiros.</p>
<p>Na prática, cada R$ 1 de recurso público catalisa R$ 3 privados, resultando em uma alavancagem de quatro vezes sobre o capital público aportado.</p>
<h2>Eco Invest</h2>
<p>O <a rel="nofollow" target="_blank" href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-03/tesouro-muda-regras-de-leilao-para-projetos-sustentaveis">Eco Invest Brasil foi criado para facilitar a atração</a> de investimentos privados estrangeiros para a transformação ecológica do país e faz parte do Plano de Transformação Ecológica do Brasil, que tem o objetivo de promover um novo modelo de desenvolvimento econômico mais inclusivo e sustentável.</p>
<p>De acordo com o governo, o programa combina instrumentos financeiros inovadores, redução de riscos e atração de investimentos de longo prazo para impulsionar a transição ecológica brasileira.</p>
<p>Com os quatro leilões realizados até agora – e que foram voltados para a transição energética, recuperação de terras degradadas e bioeconomia &#8211; o Eco Invest Brasil mobilizou mais de R$ 140 bilhões.</p>
<p>Na manhã desta segunda-feira (25), na capital paulista, <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/5o-leilao-eco-invest-pode-levantar-r-50-bilhoes-em-investimentos">o governo federal lançou o 5º leilão do programa</a>, voltado para inovação e projetos relacionados a fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, automação e inteligência artificial aplicada à indústria, beneficiamento de minerais críticos, sistemas de baterias e veículos elétricos, química verde, biomateriais e circularidade de resíduos minerais e industriais.</p>
<p>A expectativa do governo é de movimentar mais de R$ 50 bilhões com este leilão.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p></p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/quarta-edicao-do-leilao-eco-invest-libera-r-132-bi-em-investimentos" target="_blank" rel="nofollow noopener">Agência Brasil EBC</a></p>
<p></p>
<p>Mon, 25 May 2026 16:32:00 -0300</p>
<p></p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/quarta-edicao-do-leilao-eco-invest-libera-r-132-bi-em-investimentos/">Quarta edição do leilão Eco Invest libera R$ 13,2 bi em investimentos</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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		<item>
		<title>Bioeconomia em áreas degradadas cria produção sustentável no Pará</title>
		<link>https://weeknews.online/bioeconomia-em-areas-degradadas-cria-producao-sustentavel-no-para/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 18:54:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[cada vez mais]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos de governos e da iniciativa privada]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[MST]]></category>
		<category><![CDATA[Na Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[No início deste mês]]></category>
		<category><![CDATA[o governo federal lançou o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio)]]></category>
		<category><![CDATA[os resultados positivos dessa forma sustentável de negócio têm atraído]]></category>
		<category><![CDATA[Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Um estudo publicado pela revista Nature em 2024]]></category>
		<category><![CDATA[uma estratégia para tornar a bioediversidade um dos grandes ativos do país]]></category>
		<category><![CDATA[Vale]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Em uma antiga área de pasto, na zona rural de Canaã dos Carajás, no Pará, está instalada uma fazenda-laboratório da Belterra Agroflorestas. É nesta fazenda, chamada de São Francisco, que a Belterra desenvolve um trabalho de restauração de pastagens por meio de um sistema agroflorestal (SAF) para o cultivo de cacau. Nesse sistema agroflorestal, próximo à Floresta Nacional dos Carajás, diferentes culturas coexistem. O plantio de bananeiras, por exemplo, é usado para criar um ambiente favorável, com bastante sombra, para o crescimento do cacau e das espécies florestais.  Apoiada pela Vale desde 2020 e, mais recentemente, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Fundo Clima, a Belterra é um exemplo de empresa que começou como startup e que tem&#8230;</p>
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Feed Últimas.<br />
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<p>Em uma antiga área de pasto, na zona rural de Canaã dos Carajás, no Pará, está instalada uma fazenda-laboratório da Belterra Agroflorestas. É nesta fazenda, chamada de São Francisco, que a Belterra desenvolve um trabalho de restauração de pastagens por meio de um sistema agroflorestal (SAF) para o cultivo de cacau.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1777316073_157_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1777316073_192_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Nesse sistema agroflorestal, próximo à Floresta Nacional dos Carajás, diferentes culturas coexistem. O plantio de bananeiras, por exemplo, é usado para criar um ambiente favorável, com bastante sombra, para o crescimento do cacau e das espécies florestais. </p>
<p>Apoiada pela Vale desde 2020 e, mais recentemente, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Fundo Clima, a Belterra é um exemplo de empresa que começou como startup e que tem se dedicado a recuperar áreas degradadas com sistemas agroflorestais (SAFs).</p>
<p>Além de movimentar a economia da região, esse projeto ajuda a promover a restauração florestal, conectando pequenos e médios produtores ao mercado de créditos de carbono.</p>
<p> </p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image">
<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=460586:cheio_8colunas --><br />
            <img decoding="async" src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/whatsapp_image_2026-04-24_at_19.07.14.jpeg" alt="Fazenda-laboratório da Belterra Agroflorestas, no Pará. Foto: Washington Alves/Light Press" title="Washington Alves/Light Press"><br />
        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/whatsapp_image_2026-04-24_at_19.07.14.jpeg" alt="Fazenda-laboratório da Belterra Agroflorestas, no Pará. Foto: Washington Alves/Light Press" title="Washington Alves/Light Press"><br />
    <!-- END scald=460586 --></div>
<div class="dnd-caption-wrapper">
<h6 class="meta"><!--copyright=460586-->Fazenda-laboratório da Belterra Agroflorestas, no Pará. Foto: <strong>Washington Alves/Light Press</strong><!--END copyright=460586--></h6>
</div>
</div>
<h2>Produção sustentável</h2>
<p>Só na região amazônica há atualmente 789 startups que produzem um impacto positivo sobre a floresta, segundo a plataforma Jornada Amazônia. Mas elas não são as únicas. Outras cadeias produtivas ligadas à floresta, à agroecologia, à bioeconomia e à agricultura familiar também estão impulsionando a economia e a geração de renda na região amazônica, especialmente no Pará.</p>
<p>A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que é vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por exemplo, tem desenvolvido mais de 40 projetos relacionados à bioeconomia na região amazônica.</p>
<p>Entre eles, há projetos relacionados ao guaraná, ao cacau e à castanha. Há também projetos voltados à produção de grãos e até de carne, com balanços favoráveis de carbono, ou seja, com baixa emissão de gases de efeito estufa.</p>
<p>“São projetos que estão em plena execução e com diferentes abordagens. Um desses exemplos é o melhoramento genético do açaí, uma cultura que tem uma importância enorme para a população amazônica”, disse Alexandre Hoffmann, engenheiro agrônomo, pesquisador e gerente-adjunto de portfólios e programas de PD&amp;I da Embrapa.</p>
<p>Em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>, Hoffmann destacou que é possível manter a biodiversidade das florestas e, ao mesmo tempo, gerar produções agrícolas sustentáveis na região.</p>
<blockquote>
<p>“A biodiversidade da Amazônia tem um potencial que não foi ainda explorado em sua totalidade. Mas isso não significa derrubar a floresta. Muito pelo contrário: significa manter a floresta em pé e utilizá-la de forma sustentável, não só a floresta em si, como também os recursos que lá estão”, disse ele.</p>
</blockquote>
<p>“A manutenção da floresta em pé é uma questão de sobrevivência não só da região amazônica. Isso diz respeito também às questões de balanço hídrico, às reações às mudanças climáticas. E isso tudo envolve ciência, tecnologia e identificação de produtos que podem ser extraídos e utilizados pela biodiversidade”, ressaltou o pesquisador.</p>
<p> </p>
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<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=460585:cheio_8colunas --><br />
            <img decoding="async" src="/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" data-echo="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/whatsapp_image_2026-04-24_at_19.07.09.jpeg" alt="Fazenda-laboratório da Belterra Agroflorestas, no Pará. Foto: Washington Alves/Light Press" title="Washington Alves/Light Press"><br />
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<h6 class="meta"><!--copyright=460585-->Fazenda-laboratório da Belterra Agroflorestas, no Pará. Foto: <strong>Washington Alves/Light Press</strong><!--END copyright=460585--></h6>
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<h2>Assentamento Palmares II</h2>
<p>Além das agroflorestas, há diversos outros projetos sustentáveis na região amazônica que buscam preservar a biodiversidade, ao mesmo tempo em que geram renda e segurança alimentar. Muitos desses projetos são tocados por agricultores familiares e comunidades tradicionais.</p>
<p>Em um antigo assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Teto (MST), chamado de Palmares II, localizado na cidade de Parauapebas, por exemplo, produtores rurais estão iniciando o plantio de mandioca.</p>
<p>Também apoiados pelo Fundo Vale, cerca de 33 produtores e produtoras da Associação dos Produtores da Vila Palmares Sul (Aprovipar) decidiram unir forças no plantio da mandioca para fortalecer a agricultura familiar e a agroecologia.</p>
<p>Há cerca de dois anos, eles se aliaram à Cooperativa dos Produtores de Alimentos de Parauapebas (Coopa) para dar um destino à sua produção. O primeiro passo já foi dado, com a inauguração da Casa de Farinha da Palmares II, onde a mandioca produzida pela agricultura familiar vai ser descascada, lavada, prensada, escaldada e torrada para se transformar em diversos tipos de farinha.</p>
<p>O vice-presidente da associação, Roberto de Almeida Menezes, destacou que não adianta produzir se não for possível beneficiar ou escoar a produção.</p>
<p>“Só arrancar e vender a mandioca é muito difícil. É preciso beneficiar. Hoje, Parauapebas não produz nem 2% dos derivados de mandioca que consome. Vem tudo de fora. Então, nós não temos medo de colocar nosso produto no mercado”, acrescentou.</p>
<p>Para aumentar essa produção, os produtores chamaram um especialista para fazer um processo de análise e de correção do solo, além da adubação adequada.</p>
<p>“Nosso plantio foi iniciado no final de 2024. A mandioca precisa de 18 meses para estar pronta. Então, ainda teremos mais uns meses para a colheita”, disse o vice-presidente.</p>
<p>Para produzir essa mandioca, as famílias assentadas vêm trabalhando na consolidação da agroecologia, um modelo de produção que vai além da agricultura tradicional, promovendo práticas sustentáveis e sem o uso de agrotóxicos.</p>
<p>Segundo o próprio MST, a agroecologia é até mesmo uma alternativa para o enfrentamento das mudanças climáticas, já que procura utilizar técnicas e manejos mais naturais e que não promovem a degradação ambiental.</p>
<p>A diretora de soluções baseadas na natureza da Vale, Patricia Daros, ressaltou que o MST é um dos maiores produtores de alimentos orgânicos do Brasil. Ela afirma que a empresa olha para o território em que atua e vê oportunidades.</p>
<p>&#8220;Somos uma grande empresa, temos o nosso negócio que é produzir minério de ferro, cobre e níquel, mas a gente está dentro de um território. E não podemos negligenciar isso. O mercado de restauração florestal hoje no Brasil está pujante. Sistemas agroflorestais são fáceis? Não. Mas se você olhar para uma Belterra que não existia cinco anos atrás e hoje é uma das maiores empresas de restauração florestal no Brasil, estes são negócios que estão dando certo”, destacou.</p>
<h2>Bioeconomia</h2>
<p>Tanto a Belterra Agroflorestas quanto o projeto de produção e de beneficiamento da mandioca por meio de projetos que envolvem a agricultura familiar e a agroecologia materializam uma das grandes tendências da atividade agropecuária para as próximas décadas: o avanço da chamada bioeconomia.</p>
<p>De maneira geral, a bioeconomia é um modelo econômico baseado no uso sustentável dos recursos naturais. Além desses projetos serem sustentáveis, eles também fortalecem as tradições locais e as cadeias produtivas. Na Amazônia, os resultados positivos dessa forma sustentável de negócio tem atraído, cada vez mais, investimentos de governos e da iniciativa privada.</p>
<p>Em uma estimativa conservadora, que desconsidera os efeitos de novas políticas climáticas, a Associação Brasileira de Bioinovação (Abbi) diz que a bioeconomia poderá movimentar US$ 108 bilhões no país até 2050.</p>
<p>Só no Pará, por exemplo, a bioeconomia da sociobiodiversidade tem movimentado R$ 13,5 bilhões por ano, impulsionada por cadeias produtivas ligadas à floresta, aos rios e à agricultura familiar, segundo dados do Relatório Técnico Preliminar: Análise da Bioeconomia da Sociobiodiversidade no Estado do Pará. O documento foi elaborado pela Rede Pará de Estudos sobre Contas Regionais e Bioeconomia.</p>
<h2>Integração</h2>
<p>Embora já estejam provocando algumas mudanças e até ajudado a movimentar a economia da região amazônica, esses diversos projetos de bioeconomia, no entanto, ainda são incipientes na tarefa de mitigar a crise climática. Para Pedro Abel Vieira, pesquisador da área de estudos estratégicos da Embrapa, os projetos desenvolvidos na Amazônia são atualmente fragmentados e heterogêneos, sem conversarem entre si.</p>
<blockquote>
<p>“Os projetos são positivos, mas sem foco”, diz ele, que defende uma visão mais holística ou integrada para a Amazônia. “Nós precisamos ocupar, e ocupar no sentido institucional de Estado, da presença do Estado lá. É preciso dar direções e criar institucionalidades [nessa região]”, destacou.</p>
</blockquote>
<p>Depois dessa presença, ressalta ele, é preciso também dar um direcionamento para esses projetos e garantir previsibilidade.</p>
<p>“Nós temos que avançar agora no que a gente chama de bioeconomia ampliada [um processo que combinaria inovação científica com conhecimento tradicional, especialmente para promover a biodiversidade, o desenvolvimento rural e a descarbonização industrial]. E isso só é possível com coordenação”, reforçou Vieira.</p>
<h2>Estratégia inclusiva</h2>
<p>Projetos de agloflorestas e agroecologia, que buscam transformar terras degradadas em uma produção sustentável, ocorrem no momento em que as mudanças climáticas apontam que o reflorestamento é uma questão urgente mundo.</p>
<p><a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.nature.com/articles/s41586-023-06970-0" target="_blank">Um estudo publicado pela revista Nature em 2024</a> apontou que, em 2050, a Amazônia poderá atingir o chamado “ponto de não retorno”, em que a floresta não seria capaz de se sustentar e o bioma começaria a sofrer um processo de savanização.</p>
<p>Isso pode fazer com que plantações em todo o país também sejam impactadas e perdidas, já que a Amazônia é fundamental para a manutenção do regime de chuvas no Brasil.</p>
<p>Por isso, a bioeconomia aparece como uma boa alternativa para o Brasil. No início deste mês, o governo federal lançou o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), uma estratégia para tornar a bioediversidade um dos grandes ativos do país.</p>
<p>No lançamento do plano, a secretária nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Carina Pimenta, defendeu que o plano é uma grande estratégia de desenvolvimento nacional que olha para os ativos ambientais não apenas do ponto de vista da conservação, mas de como fazer o uso deles dentro das atividades econômicas, &#8220;gerando um novo ciclo de prosperidade&#8221;.</p>
<p>“A Estratégia Nacional de Bioeconomia tem uma formulação muito interessante”, admitiu o pesquisador Roberto Porro, da Embrapa Amazônia Oriental. No entanto, destacou ele à <strong>Agência Brasil</strong>, é preciso observar se essa estratégia criada pelo governo federal vai garantir também o fortalecimento da sociobiodiversidade e da economia inclusiva, principalmente na região amazônica.</p>
<p>“A bioeconomia está sendo abarcada por uma gama muito grande de atividades, de setores e de possibilidades econômicas e isso traz consigo uma série de desafios”, destacou.</p>
<blockquote>
<p>“Quando você trabalha com comunidades tradicionais ou com um segmento social que tem sido marginalizado há décadas, então não é adequado você trabalhar com a lógica do mercado pura e simples e com os tempos ou com o cronograma que o mercado demanda”, reforçou.</p>
</blockquote>
<p>Para ele, não basta pensar na bioeconomia em uma perspectiva de preservação das florestas se não se garante a justiça social.</p>
<p>&#8220;Não basta você substituir combustível fóssil e não basta você ter uma produção agrícola mais produtiva se você fizer isso às custas de questões sociais e das culturas locais”, afirmou. “Por isso eu espero que se consolidem essas iniciativas voltadas a uma bioeconomia inclusiva, de fato. Uma bioeconomia que possa contribuir e não prejudicar esses grupos”.</p>
<p><em>* A repórter viajou a convite da Vale.</em></p>
<p> Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-04/bioeconomia-em-areas-degradadas-cria-producao-sustentavel-no-para">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Mon, 27 Apr 2026 15:49:00 -0300 </p>

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		<title>Mulheres empreendem em bioeconomia e mudam de vida no Sudeste do Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 15:19:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Em Paraupebas, no sudeste do Pará, a força criativa de mulheres tem transformado vidas. Seja com a produção de mel, cerâmica ou de biojoias feitas com sementes, essas mulheres mostram que é possível liderar negócios aliando a realização pessoal com a valorização cultural da região, a preservação da floresta e a geração de renda. Essas mulheres vivem próximas à Floresta Nacional de Carajás e à maior mina de ferro a céu aberto do mundo. E é ali que elas vêm coletando materiais para suas produções e conquistando também sua independência financeira, além de um papel de protagonismo na comunidade. Notícias relacionadas: Rio terá lei contra abuso a mulheres no transporte coletivo. Mulheres agregam diversidade na mesa do trabalhador, diz ministra. Publicadas leis que ampliam&#8230;</p>
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				</p>
<p>Em Paraupebas, no sudeste do Pará, a força criativa de mulheres tem transformado vidas. Seja com a produção de mel, cerâmica ou de biojoias feitas com sementes, essas mulheres mostram que é possível liderar negócios aliando a realização pessoal com a valorização cultural da região, a preservação da floresta e a geração de renda.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1776698399_381_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1776698399_722_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Essas mulheres vivem próximas à Floresta Nacional de Carajás e à maior mina de ferro a céu aberto do mundo. E é ali que elas vêm coletando materiais para suas produções e conquistando também sua independência financeira, além de um papel de protagonismo na comunidade.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Rio terá lei contra abuso a mulheres no transporte coletivo.</li>
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<li>Publicadas leis que ampliam combate à violência contra as mulheres.</li>
</ul>
<p>Uma dessas iniciativas impulsionadas por mulheres é a Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). A associação existe há cerca de dez anos e trabalha tanto com mel proveniente da apicultura, com as abelhas mais conhecidas, quanto da meliponicultura, que consiste na criação de abelhas sem ferrão, que são resgatadas de zonas de supressão.</p>
<p>O incentivo à criação de abelhas contribui não só para a preservação da natureza como também oferece alternativas de geração de renda para essas mulheres.</p>
<p>“A gente só sabia passar e cozinhar”, contou Ana Alice de Queiroz, uma das fundadoras da associação. “Mas, quando colocaram essa ideia nas nossas cabeças, de que a gente podia fazer outras coisas fora de casa, abraçamos. Isso foi nos transformando. Até saímos para estudar&#8221;.</p>
<p> </p>
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<h6 class="meta">Ana Alice de Queiroz, uma das fundadoras da Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação<!--END copyright=460049--></h6>
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<p>A fundadora conta que voltou a estudar com 51 anos e que muitas dessas mulheres eram analfabetas.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Saímos de dentro da cozinha, de dentro daquela vida que era só a mesma, e hoje estamos empreendendo e, para nós, isso é muito gratificante”, ressaltou.</p>
</blockquote>
<p>Agora, diz Ana Alice, elas já não têm mais tempo para cuidar dos afazeres domésticos. “Mudou tudinho. A gente não tem mais muito tempo para cozinhar, não. Nem para organizar a casa”.</p>
<p>A AFMA é composta atualmente por 23 famílias, reunindo tanto mulheres quanto homens. À semelhança das colmeias, as fêmeas cuidam dos principais afazeres desse trabalho, como cuidar das finanças e de envasar, rotular e colocar o preço no produto.</p>
<p>“Os homens vão para o apiário, mas quem administra são as mulheres”, disse Ana Alice, que já foi presidente da associação. “A gente vai organizando todo mundo e fazendo o que é melhor para produzir e para aumentar essa produção, assim como as abelhas fazem”, destacou.</p>
<p> </p>
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<h6 class="meta">Criação de abelhas da Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação<!--END copyright=460053--></h6>
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<h2>Mulheres empreendedoras</h2>
<p>Só no ano passado, mais de 2 milhões de pequenos negócios abertos no Brasil foram liderados por mulheres. Os dados são do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base em dados da Receita Federal.</p>
<p>Segundo esse levantamento, quatro entre cada dez pequenos negócios abertos no país em 2025 foram criados por mulheres, superando em mais de 320 mil o verificado no ano anterior.</p>
<p>Em entrevista à Agência Brasil, a gerente da Unidade de Sustentabilidade e Inovação do Sebrae no Pará, Renata Batista,  destacou que o número de mulheres donas de negócios passou de 8,2 milhões, em 2015, para 10,4 milhões, em 2025 ─ um crescimento de 27% em dez anos, acima do avanço observado entre os homens.</p>
<p>“Isso acontece por uma combinação de fatores: maior escolarização feminina, a busca por autonomia financeira, a necessidade de geração de renda e a ampliação do acesso à formalização, especialmente via MEI [microempreendedor individual]. Ao mesmo tempo, o empreendedorismo tem sido uma porta de entrada para as mulheres transformarem o conhecimento, o talento e o vínculo com o território e o negócio”, acrescentou.</p>
<p>Apesar desse crescimento, as mulheres ainda não representam nem metade dos novos pequenos empreendimentos abertos no país. No estado do Pará, por exemplo, apenas 37,6% das pequenas empresas criadas em 2025 eram lideradas por mulheres.</p>
<p>Mesmo com dificuldades, essas mulheres vêm buscando abrir espaços nesse mercado, contando com apoio do Poder Público ou de empresas privadas.</p>
<p>Diretora de soluções baseadas na natureza da mineradora Vale, Patricia Daros, afirma que os negócios tocados por mulheres extrapolam a questão da geração de renda, levantando também a questão de empoderamento feminino que começa a ser mais percebido. Na mineradora, 30% dos 50 projetos de bioeconomia apoiados recentemente são liderados por mulheres.</p>
<p>“A gente começou a perceber, desde quando a gente começou esse trabalho [de fomento], uma mudança do ponto de vista desse perfil de quem está à frente desses negócios, e as mulheres começaram, de fato, a aparecer um pouco mais ultimamente, principalmente em negócios relacionados à bioeconomia”, destacou.</p>
<h2>Preciosidades da Amazônia</h2>
<p>Emancipado em 10 de maio de 1988, após plebiscito que o desmembrou de Marabá, o município de Parauapebas tem nome de origem tupi, que significa “rio de águas rasas”. Sua formação populacional é resultado de intenso fluxo migratório, impulsionado pela descoberta e exploração de minérios na Serra dos Carajás, a partir da década de 1960.</p>
<p>Hoje, a mineração responde por boa parte da economia, com destaque para o minério de ferro, mas também cobre, manganês, níquel e ouro.</p>
<p>Apesar da mineração, têm crescido na cidade projetos de bioeconomia, como o que transforma mais de 100 tipos de sementes em biojoias que misturam arte e sustentabilidade.</p>
<p>Secretária da Associação Preciosidades da Amazônia e futura presidente da Cooperativa de Trabalho Artesanal da Amazônia, Luciene Padilha, contou que a associação impacta não só a vida financeira, mas também a parte social, econômica e emocional das 12 mulheres participantes.</p>
<blockquote>
<p>“Quando fizemos o curso, éramos mulheres em situação de vulnerabilidade, mulheres que não saíam de casa porque tinham medo. Seus provedores diziam: ‘você não sabe, você não pode’. Hoje elas já se posicionam, já se sentem mais fortalecidas e trabalham com empreendedorismo feminino”, comemorou.</p>
</blockquote>
<p>A Associação Preciosidades da Amazônia tem apoio da prefeitura, da Vale, do Sebrae e da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). Tesoureira do grupo, Sandra Brasil explicou que é da natureza que elas extraem as sementes e também sua renda.</p>
<p>“Nós trabalhamos com materiais vegetais e tudo o que a natureza nos permite usar. Nós estamos com um tesouro na mão. Não é só ouro e prata que são tesouros. Nós aprendemos a reconhecer a natureza como o verdadeiro tesouro da humanidade”, destacou.</p>
<p> </p>
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<h6 class="meta">Biojoias produzidas pela Associação Preciosidades da Amazônia. Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação<!--END copyright=460051--></h6>
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<p>Após terem aprendido a confeccionar suas peças, essas artesãs agora têm sido mentoras de novas gerações de empreendedoras. “Quando nós saímos da sala de aula, já saímos com conhecimento suficiente para repassar [para outras pessoas]. Hoje em dia, todas nós vamos para a sala de aula. Já demos até oficinas”, ressaltou.</p>
<p>As biojoias produzidas por essas artesãs têm fortalecido a economia local e contribuído para o sustento de muitas famílias. Mais do que contar histórias, essas peças têm fortalecido laços e também ajudado a preservar a Amazônia.</p>
<p>Para Renata Batista, projetos desse tipo são estratégicos porque mostram, na prática, que é possível gerar renda com a floresta preservada, agregando valor à biodiversidade, ao conhecimento local e a cultura brasileira.</p>
<p>&#8220;No caso das biojoias, ainda há um componente muito forte de identidade e diferenciação. O Sebrae aponta que esse mercado vem ganhando espaço porque une materiais naturais, processo artesanal e valorização de histórias, crenças e tradições do país”.</p>
<h2>Mulheres de barro</h2>
<p>Já o grupo Mulheres de Barro, formado por ceramistas de Parauapebas, surgiu durante a implantação do projeto Salobo, maior projeto de exploração de minério de cobre do país, tocado pela Vale no interior da Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri (Flonata), em Marabá.</p>
<p>Durante o projeto Salobo, foram encontrados artefatos arqueológicos presentes na floresta e que datam de 6 mil anos atrás. E foi a partir dos trabalhos de prospecção e de salvamento arqueológico desses artefatos, conduzidos pelo Museu Paraense Emílio Goeldi e pela Vale, que o grupo se formou. Em oficinas de educação patrimonial, essas mulheres conheceram a história local e tiveram acesso a ensinamentos sobre a cerâmica, o que permitiu que criassem peças inspiradas nesse passado.</p>
<p>Nessas oficinas, elas aprenderam que a cerâmica produzida pelos povos que habitavam as proximidades do Rio Itacaiúnas e seus afluentes eram utilizadas para rituais ou como objetos de uso cotidiano. Desde então, a partir dessa memória, essas artesãs começaram a produzir novas histórias e a moldar peças contemporâneas com referências arqueológicas.</p>
<p>As formas e grafismos dessas novas peças são inspiradas nos vestígios recuperados nesses sítios arqueológicos da Serra dos Carajás. Já a base da pintura são pigmentos provenientes de minerais da região, como minério de ferro, manganês e argilas coloridas.</p>
<p> </p>
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<h6 class="meta">Cerâmicas produzidas pelo grupo Mulheres de Barro. Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação<!--END copyright=460052--></h6>
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</div>
<p>Presidente do Centro Mulheres de Barro, Sandra dos Santos Silva contou que, depois de 2002, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) incluiu no processo de licenciamento das pesquisas arqueológicas uma obrigação de fazer educação patrimonial para informar a comunidade do entorno sobre os resultados.</p>
<p>&#8220;E foi aí que eu digo que o universo conspirou a nosso favor, porque a gente estava buscando isso: participamos dessa formação durante seis anos. A gente não sabia fazer cerâmica, aprendemos do zero”, contou ela, que lidera uma cooperativa formada por 18 mulheres e quatro homens, que não só fabricam peças como também ministram cursos e oficinas.</p>
<p>Agora, essas mulheres ajudam a preservar a memória ancestral da região e também a floresta onde esses vestígios de cerâmicas foram encontrados. Para isso, elas deixam de coletar a argila diretamente da natureza, o que seria um processo degradante, para utilizar sobras de construções para a produção de suas peças.</p>
<p>“Com essa ideia de sustentabilidade, observamos que sempre há sobra [de argila] em todas as construções na cidade. Era uma quantidade imensa de argila descartada. A gente usa esse descarte das obras para fazer um processo de peneiramento da argila: a gente dilui, peneira, bate numa betoneira, dilui muito bem, coloca para decantar e aí vai tirando a água até ela ficar na consistência de um açaí do grosso. Daí, coloca para desidratar até chegar ao ponto de modelagem”, explicou Sandra.</p>
<p>Por meio desses trabalhos, o Centro Mulheres de Barro vem mudando a vida de várias mulheres de Parauapebas. E esse conhecimento ancestral, que chegou às fundadoras do Mulheres de Barro, agora começa também a ser repassado para as novas gerações.</p>
<p>“Eu nunca tinha mexido com barro. Mas agora me sinto muito feliz”, contou Maria do Socorro Assunção Teixeira, 62 anos, uma das fundadoras do grupo. “Agora eu me vejo como multiplicadora de conhecimento. Nós passamos [esse conhecimento] para outras pessoas”, ressaltou.</p>
<p> </p>
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<h6 class="meta">Maria do Socorro Assunção Teixeira, fundadora do Centro Mulheres de Barro. Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação<!--END copyright=460048--></h6>
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<h2>Bioeconomia</h2>
<p>Essas pequenas iniciativas lideradas por mulheres no Pará são exemplos de projetos de bioeconomia, um modelo econômico baseado no uso sustentável de recursos naturais.</p>
<p>“Quando uma mulher lidera um negócio de economia no território amazônico, ela não está apenas vendendo um produto, mas ela está ajudando a construir uma economia mais enraizada no território, com mais identidade, mais valor agregado e mais capacidade de distribuir renda localmente”, destacou a gerente do Sebrae no Pará.</p>
<p>“Negócios como biojoias, artesanato de base sustentável, cosméticos naturais e outros produtos da sociobiodiversidade mostram que a Amazônia pode ser também o espaço de inovação econômica baseada em ativos da floresta e não só em atividade de baixo valor local”, acrescentou.</p>
<p>Além desses projetos serem sustentáveis, eles também fortalecem as tradições locais e as cadeias produtivas. Na Amazônia, os resultados positivos dessa forma sustentável de negócio têm atraído, cada vez mais, investimentos de governos e da iniciativa privada.</p>
<p>Todos os projetos citados nesta matéria, por exemplo, receberam apoio do Fundo Vale, associação sem fins lucrativos mantida pela mineradora e que busca acelerar negócios de impacto que valorizam a floresta em pé e o uso sustentável da terra.</p>
<p>“Quando a Vale lançou o Fundo Vale, nós olhamos numa perspectiva de pensar essa economia da floresta numa lógica mais justa e de desenvolvimento territorial. Já aportamos mais de R$ 430 milhões em mais de 146 iniciativas na região”, destacou Patricia Daros.</p>
<p>A cada ano, essa bioeconomia da sociobiodiversidade tem movimentado R$ 13,5 bilhões no estado do Pará, impulsionada por cadeias produtivas ligadas à floresta, aos rios e à agricultura familiar. No entanto, esses negócios ligados à biodiversidade, principalmente os tocados por mulheres, ainda enfrentam algumas dificuldades para se manterem em pé.</p>
<p>“Há desafios que são comuns a qualquer empreendedor, como acesso ao mercado, gestão financeira, capital de giro, planejamento e competitividade. Mas, no caso das mulheres, existem ainda barreiras adicionais. O Sebrae destaca que, logo que elas abrem os negócios em proporções semelhantes às dos homens, mesmo elas sendo em média mais escolarizadas, esses empreendimentos tendem a faturar menos”, disse Renata Batista.</p>
<p>Além disso, ressaltou ela, as mulheres tendem a ter mais dificuldade de acesso ao crédito e enfrentam sobrecarga no trabalho, pois tendem a acumular outras atividades relacionadas a afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, o que afeta o tempo disponível para qualificação, gestão, capacitação e expansão do negócio.</p>
<p>Por isso, o Sebrae destaca que, para que um negócio relacionado à sociobiodiversidade possa dar bons frutos, é necessário não só produzir bem, mas também estruturar bem a cadeia, a comercialização do produto e o financiamento para o projeto ─ que deve ser compatível com a realidade no campo.</p>
<p>Para fortalecer esses projetos de bioeconomia, o governo federal apresentou recentemente o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio). Um dos eixos desse plano é voltado para projetos relacionados à sociobioeconomia e os ativos ambientais.</p>
<p><em>*A repórter viajou a convite da Vale.</em></p>
<p> Elaine Patrícia Cruz &#8211; repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/mulheres-empreendem-em-bioeconomia-e-mudam-de-vida-no-sudeste-do-para">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Mon, 20 Apr 2026 08:50:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/mulheres-empreendem-em-bioeconomia-e-mudam-de-vida-no-sudeste-do-para/">Mulheres empreendem em bioeconomia e mudam de vida no Sudeste do Pará</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Mulheres empreendem em bioeconomia e mudam de vida no Sudoeste do Pará</title>
		<link>https://weeknews.online/mulheres-empreendem-em-bioeconomia-e-mudam-de-vida-no-sudoeste-do-para/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 12:11:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
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		<category><![CDATA[Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Publicadas leis que ampliam combate à violência contra as mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Rio terá lei contra abuso a mulheres no transporte coletivo]]></category>
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		<category><![CDATA[Vale]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Em Paraupebas, no sudeste do Pará, a força criativa de mulheres tem transformado vidas. Seja com a produção de mel, cerâmica ou de biojoias feitas com sementes, essas mulheres mostram que é possível liderar negócios aliando a realização pessoal com a valorização cultural da região, a preservação da floresta e a geração de renda. Essas mulheres vivem próximas à Floresta Nacional de Carajás e à maior mina de ferro a céu aberto do mundo. E é ali que elas vêm coletando materiais para suas produções e conquistando também sua independência financeira, além de um papel de protagonismo na comunidade. Notícias relacionadas: Rio terá lei contra abuso a mulheres no transporte coletivo. Mulheres agregam diversidade na mesa do trabalhador, diz ministra. Publicadas leis que ampliam&#8230;</p>
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				</p>
<p>Em Paraupebas, no sudeste do Pará, a força criativa de mulheres tem transformado vidas. Seja com a produção de mel, cerâmica ou de biojoias feitas com sementes, essas mulheres mostram que é possível liderar negócios aliando a realização pessoal com a valorização cultural da região, a preservação da floresta e a geração de renda.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1776687117_184_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1776687117_587_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Essas mulheres vivem próximas à Floresta Nacional de Carajás e à maior mina de ferro a céu aberto do mundo. E é ali que elas vêm coletando materiais para suas produções e conquistando também sua independência financeira, além de um papel de protagonismo na comunidade.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Rio terá lei contra abuso a mulheres no transporte coletivo.</li>
<li>Mulheres agregam diversidade na mesa do trabalhador, diz ministra.</li>
<li>Publicadas leis que ampliam combate à violência contra as mulheres.</li>
</ul>
<p>Uma dessas iniciativas impulsionadas por mulheres é a Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). A associação existe há cerca de dez anos e trabalha tanto com mel proveniente da apicultura, com as abelhas mais conhecidas, quanto da meliponicultura, que consiste na criação de abelhas sem ferrão, que são resgatadas de zonas de supressão.</p>
<p>O incentivo à criação de abelhas contribui não só para a preservação da natureza como também oferece alternativas de geração de renda para essas mulheres.</p>
<p>“A gente só sabia passar e cozinhar”, contou Ana Alice de Queiroz, uma das fundadoras da associação. “Mas, quando colocaram essa ideia nas nossas cabeças, de que a gente podia fazer outras coisas fora de casa, abraçamos. Isso foi nos transformando. Até saímos para estudar&#8221;.</p>
<p> </p>
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<h6 class="meta">Ana Alice de Queiroz, uma das fundadoras da Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação<!--END copyright=460049--></h6>
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<p>A fundadora conta que voltou a estudar com 51 anos e que muitas dessas mulheres eram analfabetas.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Saímos de dentro da cozinha, de dentro daquela vida que era só a mesma, e hoje estamos empreendendo e, para nós, isso é muito gratificante”, ressaltou.</p>
</blockquote>
<p>Agora, diz Ana Alice, elas já não têm mais tempo para cuidar dos afazeres domésticos. “Mudou tudinho. A gente não tem mais muito tempo para cozinhar, não. Nem para organizar a casa”.</p>
<p>A AFMA é composta atualmente por 23 famílias, reunindo tanto mulheres quanto homens. À semelhança das colmeias, as fêmeas cuidam dos principais afazeres desse trabalho, como cuidar das finanças e de envasar, rotular e colocar o preço no produto.</p>
<p>“Os homens vão para o apiário, mas quem administra são as mulheres”, disse Ana Alice, que já foi presidente da associação. “A gente vai organizando todo mundo e fazendo o que é melhor para produzir e para aumentar essa produção, assim como as abelhas fazem”, destacou.</p>
<p> </p>
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<h6 class="meta">Criação de abelhas da Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação<!--END copyright=460053--></h6>
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<h2>Mulheres empreendedoras</h2>
<p>Só no ano passado, mais de 2 milhões de pequenos negócios abertos no Brasil foram liderados por mulheres. Os dados são do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base em dados da Receita Federal.</p>
<p>Segundo esse levantamento, quatro entre cada dez pequenos negócios abertos no país em 2025 foram criados por mulheres, superando em mais de 320 mil o verificado no ano anterior.</p>
<p>Em entrevista à Agência Brasil, a gerente da Unidade de Sustentabilidade e Inovação do Sebrae no Pará, Renata Batista,  destacou que o número de mulheres donas de negócios passou de 8,2 milhões, em 2015, para 10,4 milhões, em 2025 ─ um crescimento de 27% em dez anos, acima do avanço observado entre os homens.</p>
<p>“Isso acontece por uma combinação de fatores: maior escolarização feminina, a busca por autonomia financeira, a necessidade de geração de renda e a ampliação do acesso à formalização, especialmente via MEI [microempreendedor individual]. Ao mesmo tempo, o empreendedorismo tem sido uma porta de entrada para as mulheres transformarem o conhecimento, o talento e o vínculo com o território e o negócio”, acrescentou.</p>
<p>Apesar desse crescimento, as mulheres ainda não representam nem metade dos novos pequenos empreendimentos abertos no país. No estado do Pará, por exemplo, apenas 37,6% das pequenas empresas criadas em 2025 eram lideradas por mulheres.</p>
<p>Mesmo com dificuldades, essas mulheres vêm buscando abrir espaços nesse mercado, contando com apoio do Poder Público ou de empresas privadas.</p>
<p>Diretora de soluções baseadas na natureza da mineradora Vale, Patricia Daros, afirma que os negócios tocados por mulheres extrapolam a questão da geração de renda, levantando também a questão de empoderamento feminino que começa a ser mais percebido. Na mineradora, 30% dos 50 projetos de bioeconomia apoiados recentemente são liderados por mulheres.</p>
<p>“A gente começou a perceber, desde quando a gente começou esse trabalho [de fomento], uma mudança do ponto de vista desse perfil de quem está à frente desses negócios, e as mulheres começaram, de fato, a aparecer um pouco mais ultimamente, principalmente em negócios relacionados à bioeconomia”, destacou.</p>
<h2>Preciosidades da Amazônia</h2>
<p>Emancipado em 10 de maio de 1988, após plebiscito que o desmembrou de Marabá, o município de Parauapebas tem nome de origem tupi, que significa “rio de águas rasas”. Sua formação populacional é resultado de intenso fluxo migratório, impulsionado pela descoberta e exploração de minérios na Serra dos Carajás, a partir da década de 1960.</p>
<p>Hoje, a mineração responde por boa parte da economia, com destaque para o minério de ferro, mas também cobre, manganês, níquel e ouro.</p>
<p>Apesar da mineração, têm crescido na cidade projetos de bioeconomia, como o que transforma mais de 100 tipos de sementes em biojoias que misturam arte e sustentabilidade.</p>
<p>Secretária da Associação Preciosidades da Amazônia e futura presidente da Cooperativa de Trabalho Artesanal da Amazônia, Luciene Padilha, contou que a associação impacta não só a vida financeira, mas também a parte social, econômica e emocional das 12 mulheres participantes.</p>
<blockquote>
<p>“Quando fizemos o curso, éramos mulheres em situação de vulnerabilidade, mulheres que não saíam de casa porque tinham medo. Seus provedores diziam: ‘você não sabe, você não pode’. Hoje elas já se posicionam, já se sentem mais fortalecidas e trabalham com empreendedorismo feminino”, comemorou.</p>
</blockquote>
<p>A Associação Preciosidades da Amazônia tem apoio da prefeitura, da Vale, do Sebrae e da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). Tesoureira do grupo, Sandra Brasil explicou que é da natureza que elas extraem as sementes e também sua renda.</p>
<p>“Nós trabalhamos com materiais vegetais e tudo o que a natureza nos permite usar. Nós estamos com um tesouro na mão. Não é só ouro e prata que são tesouros. Nós aprendemos a reconhecer a natureza como o verdadeiro tesouro da humanidade”, destacou.</p>
<p> </p>
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<h6 class="meta">Biojoias produzidas pela Associação Preciosidades da Amazônia. Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação<!--END copyright=460051--></h6>
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</div>
<p>Após terem aprendido a confeccionar suas peças, essas artesãs agora têm sido mentoras de novas gerações de empreendedoras. “Quando nós saímos da sala de aula, já saímos com conhecimento suficiente para repassar [para outras pessoas]. Hoje em dia, todas nós vamos para a sala de aula. Já demos até oficinas”, ressaltou.</p>
<p>As biojoias produzidas por essas artesãs têm fortalecido a economia local e contribuído para o sustento de muitas famílias. Mais do que contar histórias, essas peças têm fortalecido laços e também ajudado a preservar a Amazônia.</p>
<p>Para Renata Batista, projetos desse tipo são estratégicos porque mostram, na prática, que é possível gerar renda com a floresta preservada, agregando valor à biodiversidade, ao conhecimento local e a cultura brasileira.</p>
<p>&#8220;No caso das biojoias, ainda há um componente muito forte de identidade e diferenciação. O Sebrae aponta que esse mercado vem ganhando espaço porque une materiais naturais, processo artesanal e valorização de histórias, crenças e tradições do país”.</p>
<h2>Mulheres de barro</h2>
<p>Já o grupo Mulheres de Barro, formado por ceramistas de Parauapebas, surgiu durante a implantação do projeto Salobo, maior projeto de exploração de minério de cobre do país, tocado pela Vale no interior da Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri (Flonata), em Marabá.</p>
<p>Durante o projeto Salobo, foram encontrados artefatos arqueológicos presentes na floresta e que datam de 6 mil anos atrás. E foi a partir dos trabalhos de prospecção e de salvamento arqueológico desses artefatos, conduzidos pelo Museu Paraense Emílio Goeldi e pela Vale, que o grupo se formou. Em oficinas de educação patrimonial, essas mulheres conheceram a história local e tiveram acesso a ensinamentos sobre a cerâmica, o que permitiu que criassem peças inspiradas nesse passado.</p>
<p>Nessas oficinas, elas aprenderam que a cerâmica produzida pelos povos que habitavam as proximidades do Rio Itacaiúnas e seus afluentes eram utilizadas para rituais ou como objetos de uso cotidiano. Desde então, a partir dessa memória, essas artesãs começaram a produzir novas histórias e a moldar peças contemporâneas com referências arqueológicas.</p>
<p>As formas e grafismos dessas novas peças são inspiradas nos vestígios recuperados nesses sítios arqueológicos da Serra dos Carajás. Já a base da pintura são pigmentos provenientes de minerais da região, como minério de ferro, manganês e argilas coloridas.</p>
<p> </p>
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<h6 class="meta">Cerâmicas produzidas pelo grupo Mulheres de Barro. Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação<!--END copyright=460052--></h6>
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</div>
<p>Presidente do Centro Mulheres de Barro, Sandra dos Santos Silva contou que, depois de 2002, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) incluiu no processo de licenciamento das pesquisas arqueológicas uma obrigação de fazer educação patrimonial para informar a comunidade do entorno sobre os resultados.</p>
<p>&#8220;E foi aí que eu digo que o universo conspirou a nosso favor, porque a gente estava buscando isso: participamos dessa formação durante seis anos. A gente não sabia fazer cerâmica, aprendemos do zero”, contou ela, que lidera uma cooperativa formada por 18 mulheres e quatro homens, que não só fabricam peças como também ministram cursos e oficinas.</p>
<p>Agora, essas mulheres ajudam a preservar a memória ancestral da região e também a floresta onde esses vestígios de cerâmicas foram encontrados. Para isso, elas deixam de coletar a argila diretamente da natureza, o que seria um processo degradante, para utilizar sobras de construções para a produção de suas peças.</p>
<p>“Com essa ideia de sustentabilidade, observamos que sempre há sobra [de argila] em todas as construções na cidade. Era uma quantidade imensa de argila descartada. A gente usa esse descarte das obras para fazer um processo de peneiramento da argila: a gente dilui, peneira, bate numa betoneira, dilui muito bem, coloca para decantar e aí vai tirando a água até ela ficar na consistência de um açaí do grosso. Daí, coloca para desidratar até chegar ao ponto de modelagem”, explicou Sandra.</p>
<p>Por meio desses trabalhos, o Centro Mulheres de Barro vem mudando a vida de várias mulheres de Parauapebas. E esse conhecimento ancestral, que chegou às fundadoras do Mulheres de Barro, agora começa também a ser repassado para as novas gerações.</p>
<p>“Eu nunca tinha mexido com barro. Mas agora me sinto muito feliz”, contou Maria do Socorro Assunção Teixeira, 62 anos, uma das fundadoras do grupo. “Agora eu me vejo como multiplicadora de conhecimento. Nós passamos [esse conhecimento] para outras pessoas”, ressaltou.</p>
<p> </p>
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<h6 class="meta">Maria do Socorro Assunção Teixeira, fundadora do Centro Mulheres de Barro. Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação<!--END copyright=460048--></h6>
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<h2>Bioeconomia</h2>
<p>Essas pequenas iniciativas lideradas por mulheres no Pará são exemplos de projetos de bioeconomia, um modelo econômico baseado no uso sustentável de recursos naturais.</p>
<p>“Quando uma mulher lidera um negócio de economia no território amazônico, ela não está apenas vendendo um produto, mas ela está ajudando a construir uma economia mais enraizada no território, com mais identidade, mais valor agregado e mais capacidade de distribuir renda localmente”, destacou a gerente do Sebrae no Pará.</p>
<p>“Negócios como biojoias, artesanato de base sustentável, cosméticos naturais e outros produtos da sociobiodiversidade mostram que a Amazônia pode ser também o espaço de inovação econômica baseada em ativos da floresta e não só em atividade de baixo valor local”, acrescentou.</p>
<p>Além desses projetos serem sustentáveis, eles também fortalecem as tradições locais e as cadeias produtivas. Na Amazônia, os resultados positivos dessa forma sustentável de negócio têm atraído, cada vez mais, investimentos de governos e da iniciativa privada.</p>
<p>Todos os projetos citados nesta matéria, por exemplo, receberam apoio do Fundo Vale, associação sem fins lucrativos mantida pela mineradora e que busca acelerar negócios de impacto que valorizam a floresta em pé e o uso sustentável da terra.</p>
<p>“Quando a Vale lançou o Fundo Vale, nós olhamos numa perspectiva de pensar essa economia da floresta numa lógica mais justa e de desenvolvimento territorial. Já aportamos mais de R$ 430 milhões em mais de 146 iniciativas na região”, destacou Patricia Daros.</p>
<p>A cada ano, essa bioeconomia da sociobiodiversidade tem movimentado R$ 13,5 bilhões no estado do Pará, impulsionada por cadeias produtivas ligadas à floresta, aos rios e à agricultura familiar. No entanto, esses negócios ligados à biodiversidade, principalmente os tocados por mulheres, ainda enfrentam algumas dificuldades para se manterem em pé.</p>
<p>“Há desafios que são comuns a qualquer empreendedor, como acesso ao mercado, gestão financeira, capital de giro, planejamento e competitividade. Mas, no caso das mulheres, existem ainda barreiras adicionais. O Sebrae destaca que, logo que elas abrem os negócios em proporções semelhantes às dos homens, mesmo elas sendo em média mais escolarizadas, esses empreendimentos tendem a faturar menos”, disse Renata Batista.</p>
<p>Além disso, ressaltou ela, as mulheres tendem a ter mais dificuldade de acesso ao crédito e enfrentam sobrecarga no trabalho, pois tendem a acumular outras atividades relacionadas a afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, o que afeta o tempo disponível para qualificação, gestão, capacitação e expansão do negócio.</p>
<p>Por isso, o Sebrae destaca que, para que um negócio relacionado à sociobiodiversidade possa dar bons frutos, é necessário não só produzir bem, mas também estruturar bem a cadeia, a comercialização do produto e o financiamento para o projeto ─ que deve ser compatível com a realidade no campo.</p>
<p>Para fortalecer esses projetos de bioeconomia, o governo federal apresentou recentemente o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio). Um dos eixos desse plano é voltado para projetos relacionados à sociobioeconomia e os ativos ambientais.</p>
<p><em>*A repórter viajou a convite da Vale.</em></p>
<p> Elaine Patrícia Cruz &#8211; repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-04/mulheres-empreendem-em-bioeconomia-e-mudam-de-vida-no-sudoeste-do-para">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Mon, 20 Apr 2026 08:50:00 -0300 </p>

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		<title>Instituto oferece bolsas para estimular bioeconomia amazônica</title>
		<link>https://weeknews.online/instituto-oferece-bolsas-para-estimular-bioeconomia-amazonica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 18:30:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Amazônia premiará iniciativas de povos tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[Governo apresenta plano para desenvolver bioeconomia no país]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. O Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) lançou uma iniciativa para transformar conhecimento científico sobre a biodiversidade da floresta em produtos e negócios de impacto global, que gerem oportunidades para as comunidades tradicionais. O Desafio Bioinovação Amazônia convoca profissionais para solucionar seis desafios nos setores de alimentação, cosméticos e novos materiais verdes. Eles devem utilizar matérias-primas como castanha-do-brasil, açaí, andiroba, copaíba, murumuru, buriti, babaçu e borracha nativa. Notícias relacionadas: Fundo Amazônia premiará iniciativas de povos tradicionais. Governo apresenta plano para desenvolver bioeconomia no país. Dez pessoas serão selecionadas para uma imersão de 15 dias na Amazônia (cerca de dez dias em Manaus e cinco dias em comunidades rurais da região, dependendo do desafio), com todos os custos cobertos. A iniciativa busca&#8230;</p>
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				</p>
<p><strong>O Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) lançou uma iniciativa para transformar conhecimento científico sobre a biodiversidade da floresta em produtos e negócios de impacto global, que gerem oportunidades para as comunidades tradicionais.</strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1776191439_73_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1776191439_160_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>O Desafio Bioinovação Amazônia convoca profissionais para solucionar seis desafios nos setores de alimentação, cosméticos e novos materiais verdes. Eles devem utilizar matérias-primas como castanha-do-brasil, açaí, andiroba, copaíba, murumuru, buriti, babaçu e borracha nativa.</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Fundo Amazônia premiará iniciativas de povos tradicionais.</li>
<li>Governo apresenta plano para desenvolver bioeconomia no país.</li>
</ul>
<p><strong>Dez pessoas serão selecionadas para uma imersão de 15 dias na Amazônia (cerca de dez dias em Manaus e cinco dias em comunidades rurais da região, dependendo do desafio), com todos os custos cobertos.</strong></p>
<p>A iniciativa busca dois perfis:</p>
<ol>
<li>Quem tem experiência comprovada em biodiversidade amazônica, residência ou atuação profissional na região e interesse em empreendedorismo ou licenciamento de tecnologia. São considerados “Inovadores”;</li>
<li>Especialistas em pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D) com experiência internacional nos setores de cosméticos, alimentos ou materiais de base biológica, disponíveis para mentoria presencial e remota ao longo do programa.</li>
</ol>
<p>O programa tem quatro fases: seleção de talentos (<em>online</em>), formação de equipes e<em> design</em> da solução (<em>online</em>), imersão e validação (residência na Amazônia e <em>online</em>) e cerimônia de premiação final (presencial).</p>
<p><strong>Os dez selecionados receberão um pacote de apoio: “inovadores” ganharão bolsas mensais de R$ 3,5 mil a R$ 7,5 mil/mês por seis meses, conforme nível de formação; especialistas em P&amp;D, bolsas mensais de US$ 650 a US$ 1,3 mil por seis meses.</strong></p>
<p>Também está previsto um fundo da validação de R$ 100 mil por equipe para insumos, reagentes e testes especializados; suporte laboratorial do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA); mentoria especializada, passagens e hospedagem em Manaus.</p>
<p><strong>O desafio prevê a premiação final de três pessoas, com valores de R$ 200 mil, R$ 150 mil e R$ 100 mil, conforme a colocação.</strong> Eles também se tornarão parceiros da Zôma, a geradora de negócios do Idesam, e receberão suporte jurídico para adequação à Lei da Biodiversidade, acesso a redes de mercado e apoio estratégico contínuo para a criação do negócio.</p>
<p>A ação conta com financiamento do Bezos Earth Fund e parceria da Penn State University (EUA), da Rede Terra do Meio e da Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Coopeacre).</p>
<p> Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-04/instituto-oferece-bolsas-para-estimular-bioeconomia-amazonica">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Tue, 14 Apr 2026 15:05:00 -0300 </p>

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		<title>Governo apresenta plano para desenvolver bioeconomia no país</title>
		<link>https://weeknews.online/governo-apresenta-plano-para-desenvolver-bioeconomia-no-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 16:05:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[extrativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Geraldo Alckmin]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Papa nomeia climatologista brasileiro para conselho da Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[PNDBio]]></category>
		<category><![CDATA[Política de cooperação com municípios reduz incêndios na Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Tesouro muda regras de leilão para projetos sustentáveis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. O governo apresentou, nesta quarta-feira (1º), uma nova estratégia para  tornar a biodiversidade um dos principais ativos econômicos de desenvolvimento no país até 2035. O Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) deve abranger desde extrativistas até a indústria. Entre as metas estão a ampliação do pagamento por serviços ambientais, incorporação de novos fitoterápicos no SUS  e a concessão de novas Unidades de Conservação para promoção de ecoturismo. O PNDBio está organizado em três eixos: Sociobioeconomia e ativos ambientais; Bioindustrialização competitiva e Produção sustentável de biomassa.  A secretária nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Carina Pimenta, explicou que se trata de uma  estratégia de desenvolvimento nacional que olha para os ativos ambientais não apenas do ponto de vista da conservação, mas&#8230;</p>
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				</p>
<p><strong>O governo apresentou, nesta quarta-feira (1º), uma nova estratégia para  tornar a biodiversidade um dos principais ativos econômicos de desenvolvimento no país até 2035. </strong>O Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) deve abranger desde extrativistas até a indústria.<strong> Entre as metas estão a ampliação do pagamento por serviços ambientais, incorporação de novos fitoterápicos no SUS  e a concessão de novas Unidades de Conservação para promoção de ecoturismo.</strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1775059544_218_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/04/1775059544_150_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>O PNDBio está organizado em três eixos: Sociobioeconomia e ativos ambientais; Bioindustrialização competitiva e Produção sustentável de biomassa.  A secretária nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Carina Pimenta, explicou que se trata de uma  estratégia de desenvolvimento nacional que olha para os ativos ambientais não apenas do ponto de vista da conservação, mas de como fazer o uso deles dentro das atividades econômicas, &#8220;gerando um novo ciclo de prosperidade&#8221;</p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>Política de cooperação com municípios reduz incêndios na Amazônia.</li>
<li>Tesouro muda regras de leilão para projetos sustentáveis.</li>
<li>Papa nomeia climatologista brasileiro para conselho da Igreja Católica.</li>
</ul>
<p>Segundo a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, a bioeconomia pensada para o Brasil é para todos.</p>
<blockquote>
<p>“Há lugar para extrativista, para industrial do cosmético, dos fármacos. É uma bioeconomia para um novo ciclo de prosperidade”, acrescenta.</p>
</blockquote>
<p>O primeiro eixo prevê a estruturação de um ecossistema de negócios comunitários da sociobioeconomia. Entre as ações estão o apoio a 6 mil empreendimentos, o aumento de 20% nos contratos da linha de financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) destinada a produtores de baixa renda, além da duplicação do valor bruto produzido ao ano a partir da sociobiodiversidade.</p>
<h2>Indústria</h2>
<p>No eixo de bioindustrialização, o plano pretende atuar especialmente nos setores de saúde e bem-estar, a partir do uso sustentável do patrimônio genético. Estão previstas a incorporação de novos fitoterápicos no Sistema Único de Saúde (SUS) e um aumento 5% da participação desse tipo de medicamento no faturamento da indústria farmacêutica do país.</p>
<h2>Serviços ambientais</h2>
<p>Também estão previstos a valorização de serviços ambientais e socioculturais promovidos por povos e comunidades tradicionais, a partir do pagamento a 300 mil beneficiários. Também foi proposto o aumento em 50%, até 2035, no número de organizações que podem receber benefícios a partir da  repartição de benefícios do patrimônio genético. O patrimônio genético é o conjunto de informações contidas nas plantas, animais e microrganismos que são utilizados na indústria cosmética, farmacêutica e de outros ramos. A legislação já prevê que as comunidades tradicionais, como povos indígenas, recebam parte desse lucro. A meta é ampliar essa repartição. </p>
<p>O PNDBio tem como meta a recuperação de vegetação nativa de 2,3 milhões de hectares integrados às cadeias da bioeconomia, além da consolidação de 30 territórios de restauração no país. Também estão previstas a concessão de 60 Unidades de Conservação para promoção de ecoturismo e do aumento das áreas para manejo florestal para 5,28 milhões de hectares.  </p>
<h2>Economia circular</h2>
<p>O Plano Nacional destaca ainda, no terceiro eixo, o aproveitamento da biomassa na indústria nacional, com origem em produtos agrícolas e florestais. Biomassa é todo material orgânico de origem vegetal ou animal que pode ser utilizado como fonte de energia. Também está incluso o desenvolvimento da indústria bioquímica de renováveis, à exemplo da produção de biocombustíveis como o etanol.</p>
<blockquote>
<p>“Inovadora, competitiva, exportadora e verde. Então temos uma indústria sustentável”,  afirmou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.</p>
</blockquote>
<p>O PNDBio é resultado do trabalho desenvolvido ao logo de dois anos com a participação de 16 ministérios, organizações da sociedade civil, da academia e do setor privado que atuaram na Comissão Nacional de Bioeconomia (CNBio).</p>
<p>Após ser submetido a consulta pública, com mais de 900 contribuições, a política pública foi concluída e aprovada pela CNBio em 5 de março de 2026, com a definição de 185 ações estratégicas para o país.</p>
<p> </p>
<p> Fabíola Sinimbú &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-04/governo-apresenta-plano-para-desenvolver-bioeconomia-no-pais">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Wed, 01 Apr 2026 12:58:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/governo-apresenta-plano-para-desenvolver-bioeconomia-no-pais/">Governo apresenta plano para desenvolver bioeconomia no país</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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