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	<title>Arquivo de Univaja - WeekNews</title>
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	<title>Arquivo de Univaja - WeekNews</title>
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		<title>Defensoria do Amazonas e Univaja firmam acordo para levar assistência jurídica a indígenas do Vale do Javari</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 18:51:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Dom e Bruno: 3 anos após crime]]></category>
		<category><![CDATA[DPAM]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas do Vale do Javari serão atendidos por mutirão médico]]></category>
		<category><![CDATA[programa Registre-se: Brasil Parente]]></category>
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		<category><![CDATA[Univaja e DPU denunciam tortura de indígena no Vale do Javari]]></category>
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		<category><![CDATA[Vale do Javari continua sob ameaça]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte da imagem: Agência Brasil A Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) e a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) assinaram nesta quarta-feira (7) um termo de cooperação técnica para ampliar o acesso à assistência jurídica gratuita aos povos indígenas da região. O acordo prevê atendimento em demandas como documentação civil, registros públicos e questões de direito de família. A parceria pretende enfrentar dificuldades históricas de acesso à Justiça em uma das áreas mais isoladas do país. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as longas distâncias, a falta de infraestrutura e a dependência do transporte fluvial dificultam o acesso das comunidades indígenas à documentação civil e a outros serviços públicos. De acordo com a DPAM e a Univaja, a cooperação também busca&#8230;</p>
<p class="excerpt-more"><a class="blog-excerpt button" href="https://weeknews.online/defensoria-do-amazonas-e-univaja-firmam-acordo-para-levar-assistencia-juridica-a-indigenas-do-vale-do-javari/">Leia mais...</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure class="weeknews-ai-media" style="margin:24px 0;max-width:100%;clear:both;"><img loading="lazy" style="max-width:100%;height:auto;display:block;" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/10/005_0-1024x512.jpeg" alt="Defensoria do Amazonas e Univaja firmam acordo para levar assistência jurídica a indígenas do Vale do Javari" decoding="async"><figcaption class="weeknews-ai-credit" style="font-size:13px;line-height:1.45;margin-top:8px;color:#666;text-align:center;">Fonte da imagem: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-10/defensoria-e-univaja-assinam-acordo-para-apoiar-indigenas-do-javari" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a></figcaption></figure>
<p><a style="display:block;" href="https://weeknews.online/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"></p>
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<p>A Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) e a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) assinaram nesta quarta-feira (7) um termo de cooperação técnica para ampliar o acesso à assistência jurídica gratuita aos povos indígenas da região. O acordo prevê atendimento em demandas como documentação civil, registros públicos e questões de direito de família.</p>
<p>A parceria pretende enfrentar dificuldades históricas de acesso à Justiça em uma das áreas mais isoladas do país. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as longas distâncias, a falta de infraestrutura e a dependência do transporte fluvial dificultam o acesso das comunidades indígenas à documentação civil e a outros serviços públicos.</p>
<p>De acordo com a DPAM e a Univaja, a cooperação também busca reduzir barreiras culturais e linguísticas enfrentadas pelas comunidades. O termo estabelece que os atendimentos respeitem a organização social, a cultura e as formas próprias de consulta dos povos da região.</p>
<p>A necessidade de ampliar a assistência jurídica já havia sido apontada pela própria Univaja. Em balanço de um mutirão promovido em parceria com a Defensoria Pública, a entidade informou que foram identificadas demandas históricas relacionadas à documentação civil, à previdência social e à pensão alimentícia. A organização relatou ainda que indígenas de diferentes comunidades percorreram longas distâncias para receber atendimento jurídico gratuito.</p>
<p>Em março deste ano, o programa Registre-se: Brasil Parente, coordenado pelo CNJ, realizou um mutirão que atendeu mais de 1,3 mil indígenas da aldeia Massapê com serviços de emissão e regularização de documentos. Segundo o órgão, essa foi a primeira oportunidade que muitos moradores do Vale do Javari tiveram para obter ou regularizar registros civis.</p>
<p>O Vale do Javari ganhou repercussão internacional em 2022 após os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. O caso chamou atenção para a violência e para a atuação de atividades ilegais em uma região que abriga a maior concentração de povos indígenas isolados do mundo. Investigações da Polícia Federal associaram os crimes a um contexto de conflitos envolvendo pesca e caça ilegais na região.</p>
<p>A Univaja afirma que a defesa do território e dos povos indígenas isolados está entre suas principais frentes de atuação. Em seu portal institucional, a entidade destaca que os povos do Vale do Javari enfrentam ameaças externas e lutam pela preservação de sua autonomia e de seus modos de vida.</p>
<p>O Ministério Público Federal (MPF) tem defendido o fortalecimento da proteção aos povos indígenas da região. Em missão realizada no Vale do Javari, o MPF informou ter atuado para ampliar medidas de proteção a lideranças indígenas, defensores de direitos humanos, comunicadores e ambientalistas. Em ações judiciais relacionadas à Terra Indígena Vale do Javari, o órgão também tem defendido a observância da consulta livre, prévia e informada das comunidades indígenas e a proteção de seus direitos territoriais.</p>
<p>Análise WeekNews: O acordo entre a Defensoria Pública do Amazonas e a Univaja amplia formalmente o alcance da assistência jurídica gratuita em uma região onde o acesso a serviços públicos é limitado por distâncias, infraestrutura precária e dependência do transporte fluvial, conforme apontado pelo CNJ. A experiência do mutirão de março, que atendeu mais de 1,3 mil indígenas da aldeia Massapê, indica que a demanda reprimida por documentação civil e registros públicos é significativa. Ao prever que os atendimentos respeitem a organização social, a cultura e as formas próprias de consulta dos povos da região, o termo assinado nesta quarta-feira sugere uma tentativa de adaptar o serviço jurídico às especificidades locais, e não apenas de transportar para o Vale do Javari um modelo padronizado de atendimento.</p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-10/defensoria-e-univaja-assinam-acordo-para-apoiar-indigenas-do-javari" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a>.</p>

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			</item>
		<item>
		<title>Univaja e DPU denunciam tortura de indígena no Vale do Javari</title>
		<link>https://weeknews.online/univaja-e-dpu-denunciam-tortura-de-indigena-no-vale-do-javari/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 21:33:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[DPU]]></category>
		<category><![CDATA[MEC anuncia construção de 117 escolas indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips foram assassinados]]></category>
		<category><![CDATA[povo marubo]]></category>
		<category><![CDATA[Univaja]]></category>
		<category><![CDATA[Vale do Javari]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) e a Defensoria Pública da União (DPU) denunciaram às autoridades federais que um integrante do povo marubo teria sofrido um &#8220;ato de tortura&#8221; cometido por invasores da terra indígena. Segundo a Univaja, o caso ocorreu no último dia 3, quando a vítima do “ataque brutal” estava pescando próximo à aldeia Beija-Flor, sozinho, e foi cercado por pescadores ilegais que invadiram a Terra Indígena do Vale do Javari. Notícias relacionadas: MEC anuncia construção de 117 escolas indígenas. De acordo com a entidade, os agressores acusaram o indígena de ter roubado seus pertences. Após ameaçá-lo de morte, amarram suas mãos e pés e o amordaçaram para que não conseguisse pedir socorro. E o abandonaram à deriva, em sua canoa,&#8230;</p>
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				</p>
<p><strong>A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) e a Defensoria Pública da União (DPU) denunciaram às autoridades federais que um integrante do povo marubo teria sofrido um &#8220;ato de tortura&#8221; cometido por invasores da terra indígena.</strong><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/03/1773092039_102_ebc.png" style="width:1px;height:1px;display:inline" /><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/03/1773092039_542_ebc.gif" style="width:1px;height:1px;display:inline" /></p>
<p>Segundo a Univaja, <strong>o caso ocorreu no último dia 3, quando a vítima do “ataque brutal” estava pescando próximo à aldeia Beija-Flor, sozinho, e foi cercado por pescadores ilegais que invadiram a Terra Indígena do Vale do Javari.</strong></p>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li>MEC anuncia construção de 117 escolas indígenas.</li>
</ul>
<p>De acordo com a entidade, os agressores acusaram o indígena de ter roubado seus pertences. Após ameaçá-lo de morte, amarram suas mãos e pés e o amordaçaram para que não conseguisse pedir socorro. E o abandonaram à deriva, em sua canoa, levando sua espingarda e seu telefone celular.</p>
<p>Ainda segundo a entidade, o indígena só foi encontrado após cerca de 24 horas, tendo permanecido por todo o tempo à deriva, exposto à “situação de grave perigo”.</p>
<p>A Univaja afirma que soube da ocorrência no último dia 6. E que acionou imediatamente a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) para que enviassem servidores ao local a fim de deter os suspeitos, que permaneciam na área.</p>
<p>“No entanto, mesmo se colocando à disposição da PF para dar suporte na logística de eventual diligência na região, o departamento da PF em Tabatinga [AM] informou não ter contingente para tal operação”, afirmou a Univaja.</p>
<p>Além de criticar a atuação das autoridades, alegando que a demora prejudicou a coleta de provas, a possível identificação e a consequente detenção dos agressores, a Univaja cobrou providências contra a “presença de organizações criminosas fortemente armadas que seguem circulando livremente e praticando atos de tortura e tentativas de homicídios” na região &#8211; a mesma onde o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips foram assassinados, em 2022.</p>
<blockquote>
<p>“Cumpre destacar, com a mais absoluta urgência e gravidade, que a calha do alto Rio Ituí e suas imediações abrigam não apenas as comunidades que já mantém um largo grau de contato com a sociedade externa à Terra Indígena do Vale do Javari, mas também os de recente contato”, destacou a Univaja, cobrando “atenção especial” para a região, considerada uma área de ocupação e trânsito de povos em isolamento voluntário.</p>
</blockquote>
<p>“A invasão dessas áreas rompe o cordão sanitário e de segurança que deveria ser garantido pelo Estado, expondo populações de altíssima vulnerabilidade imunológica e sociocultural a contatos forçados, epidemias e massacres”, acrescentou a Univaja.</p>
<h2>Defensoria Pública da União </h2>
<p>Em nota,<strong> a Defensoria Pública da União (DPU) informou que também foi acionada pela Univaja e que já pediu que o Ministério da Justiça e Segurança Pública &#8211; ao qual a PF está subordinada &#8211; adote “providências urgentes” para reforçar a proteção territorial na região, conter possíveis invasões à terra indígena e proteger as comunidades da região.</strong></p>
<p>Além de informações sobre o caso específico, a DPU afirma ter solicitado ao ministério dados de operações de fiscalização e repressão à pesca ilegal na calha do rio Ituí e da eventual mobilização da Força Nacional de Segurança Pública ou de outras estruturas federais para reforçar a proteção do território indígena.</p>
<p>Para a Defensoria, a gravidade do mais recente caso denunciado pela Univaja ultrapassa um crime individual, revelando “a atuação de grupos organizados envolvidos em pesca ilegal dentro da terra indígena, além da presença de agentes armados em área constitucionalmente protegida”.</p>
<h2>Ministério da Justiça </h2>
<p>Em nota, <strong>o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que está acompanhando o episódio, &#8220;em articulação com os órgãos federais competentes&#8221;</strong>, como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), responsável por coordenar as ações de proteção territorial em terras indígenas, e a PF, à qual compete a investigação dos fatos.</p>
<p>Ainda de acordo com a pasta,<strong> o local dos fatos mencionados está fora da área de atuação do efetivo que a Força Nacional de Segurança Pública</strong> mantém na região, atuando em apoio aos órgãos responsáveis pelas atividades de proteção territorial, em conformidade com o planejamento operacional estabelecido pela Funai, &#8220;inclusive por meio de patrulhamento fluvial&#8221;.</p>
<p> Alex Rodrigues &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/univaja-e-dpu-denunciam-tortura-de-indigena-no-vale-do-javari">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Mon, 09 Mar 2026 18:16:00 -0300 </p>

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			</item>
		<item>
		<title>Dom e Bruno: 3 anos após crime, Vale do Javari continua sob ameaça</title>
		<link>https://weeknews.online/dom-e-bruno-3-anos-apos-crime-vale-do-javari-continua-sob-ameaca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jun 2025 20:07:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticías]]></category>
		<category><![CDATA[assassinar e ocultar os cadáveres]]></category>
		<category><![CDATA[atacavam o funcionalismo público]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Philips]]></category>
		<category><![CDATA[esse capítulo ainda não foi encerrado]]></category>
		<category><![CDATA[falta de pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[ferramenta de proteção]]></category>
		<category><![CDATA[foram executados]]></category>
		<category><![CDATA[Funai se desculpou]]></category>
		<category><![CDATA[garantir segurança de 11 pessoas associadas à Univaja]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas em isolamento]]></category>
		<category><![CDATA[inquérito da PF]]></category>
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		<category><![CDATA[Mendonça retoma voto sobre responsabilização das redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério Público Federal como mandante dos assassinatos de Bruno e Dom]]></category>
		<category><![CDATA[MPF denuncia mandante de assassinato de Bruno Pereira e Dom Phillips]]></category>
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		<category><![CDATA[Observatório dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Marubo]]></category>
		<category><![CDATA[prendeu o homem que trabalhava como segurança particular]]></category>
		<category><![CDATA[proteger comunicadores]]></category>
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		<category><![CDATA[Vale do Javari]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed Últimas. Três anos atrás, no dia 5 de junho de 2022, o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips foram executados no município de Atalaia do Norte (AM), nas redondezas da Terra Indígena (TI) Vale do Javari, onde vive o maior número de indígenas em isolamento voluntário e de recente contato do mundo. Na Justiça, esse capítulo ainda não foi encerrado, e no território os desafios parecem ser os mesmos daquela época, mas intensificados. Bruno Pereira já havia se tornado uma figura de confiança no círculo dos indígenas da região pela atuação em conjunto com a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja). Foi ele que criou a Equipe de Vigilância da Univaja (EVU), responsável por identificar pontos de vulnerabilidade na região e pela capacitação&#8230;</p>
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<p>Três anos atrás, no dia 5 de junho de 2022, o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips foram executados no município de Atalaia do Norte (AM), nas redondezas da Terra Indígena (TI) Vale do Javari, onde vive o maior número de indígenas em isolamento voluntário e de recente contato do mundo. Na Justiça, esse capítulo ainda não foi encerrado, e no território os desafios parecem ser os mesmos daquela época, mas intensificados.<img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/06/1749154076_955_ebc.png" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/><img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/06/1749154076_103_ebc.gif" style="width:1px; height:1px; display:inline;"/></p>
<p>Bruno Pereira já havia se tornado uma figura de confiança no círculo dos indígenas da região pela atuação em conjunto com a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja). Foi ele que criou a Equipe de Vigilância da Univaja (EVU), responsável por identificar pontos de vulnerabilidade na região e pela capacitação de indígenas incumbidos de fazer a segurança.</p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image">
<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=426521:cheio_8colunas --><br />
            <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/06/027_0.jpg" alt="Bruno Pereira, during a Funai expedition inside the Vale Do Javari with British Journalsit Dom Phillips." title="Gary Calton/Divulgação"/><br />
        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/06/027_0.jpg" alt="Bruno Pereira, during a Funai expedition inside the Vale Do Javari with British Journalsit Dom Phillips." title="Gary Calton/Divulgação"/><br />
    <!-- END scald=426521 --></div>
<p><h6 class="meta"><!--copyright=426521-->Bruno Pereira durante expedição da Funai no Vale Do Javari. &#8211; <strong>Gary Calton/Divulgação</strong><!--END copyright=426521--></h6>
</p>
</div>
<p>Já Dom Phillips estava em viagem com o propósito de escrever um livro, que foi finalizado por amigos do jornalista e lançado pela Companhia das Letras, na semana passada, com o título <em>Como salvar a Amazônia: uma Busca Mortal por Respostas</em>.</p>
<div class="dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image">
<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=426524:cheio_8colunas --><br />
            <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/06/02.jpeg" alt="Brasília (DF), 05/06/2025- matéria Dom e Bruno.&#13;&#10;Dom com Mariana TobiasMacux.&#13;&#10;Foto: Erica Fujito/Divulgação" title="Erica Fujito/Divulgação"/><br />
        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/06/02.jpeg" alt="Brasília (DF), 05/06/2025- matéria Dom e Bruno.&#13;&#10;Dom com Mariana TobiasMacux.&#13;&#10;Foto: Erica Fujito/Divulgação" title="Erica Fujito/Divulgação"/><br />
    <!-- END scald=426524 --></div>
<p><h6 class="meta"><!--copyright=426524-->Dom Philips em expedição pelo Vale do Javari &#8211; <strong>Erica Fujito/Divulgação</strong><!--END copyright=426524--></h6>
</p>
</div>
<p>O advogado Eliésio Marubo, vinculado à Univaja, criticou a atuação do governo federal no Vale do Javari.<strong> Ele avalia que o nível de criminalidade na triangulação dos municípios amazonenses de Atalaia do Norte, Benjamin Constant e Tabatinga, em torno da TI Vale do Javari, piorou, atingindo um estágio talvez irreversível. </strong>Na região está aglutinado um conjunto de fatores de difícil solução, como o crime organizado, a pesca e a caça ilegais. </p>
<blockquote>
<p>&#8220;Continua acontecendo invasão tal qual naquele momento pretérito, do Bruno e do Dom. O fortalecimento dos órgãos é importante. Se isso não acontecer, vai continuar chovendo no molhado, enxugando gelo&#8221;, afirmou ele, em entrevista à<strong> Agência Brasil</strong>.</p>
</blockquote>
<p>Em agosto de 2023, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) anunciou a constituição de uma mesa de trabalho  conjunta para tentar garantir segurança de 11 pessoas associadas à Univaja. Hoje apenas oito ainda estão no Programa de Proteção aos Defensores e Defensoras de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH), conforme revela Eliesio Marubo, sendo que duas delas desistiram por não ver efetividade na medida. O terceiro nome desligado é Paulo Marubo, que morreu de hepatite, em fevereiro do ano passado.</p>
<p>Para Eliesio, o adequado seria que o governo federal oferecesse escolta 24h às lideranças, já que o risco que correm é ininterrupto, e isso não é previsto no programa de proteção a qualquer pessoa, ficando restrita a autoridades governamentais. As lideranças deverão acionar a Justiça para cobrar mais efetividade.</p>
<p>O advogado marubo classifica as providências tomadas pelo governo federal como &#8220;muito incipientes&#8221; e, portanto, incapazes de sanar questões urgentes, como é o caso do tráfico internacional de drogas. Ele comenta que, enquanto em uma margem de um dos rios da TI há uma presença maior de forças de segurança, na outra, os traficantes se espalham mais à vontade, recrutando até mesmo indígenas para sua rede.</p>
<p>Marubo ressalta que a TI Vale do Javari fica em uma tríplice fronteira, o que dificulta ainda mais a coibição dos crimes. </p>
<blockquote>
<p>&#8220;Em relação à proteção do território, estamos na mesma. &#8216;Foram 50 operações.&#8217; Ok. Mas se esquecem de que, depois de uma operação, o crime é mais organizado e menos burocrático do que a burocracia estatal. No dia seguinte à queima de balsa de garimpo, tem outra no lugar&#8221;, alerta.</p>
</blockquote>
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<div class="dnd-atom-rendered"><!-- scald=317621:cheio_8colunas --><br />
            <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/06/visita-vale-do-javari2_mcamgo_abr_270220231818-7.jpg" alt="Atalaia do Norte (AM), 27/02/2023 - O líder indígena, Eliésio Marubo, durante visita a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), para anunciar a retomada de ações de proteção a povos indígenas." title="Marcelo Camargo/Agência Brasil"/><br />
        <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/06/visita-vale-do-javari2_mcamgo_abr_270220231818-7.jpg" alt="Atalaia do Norte (AM), 27/02/2023 - O líder indígena, Eliésio Marubo, durante visita a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), para anunciar a retomada de ações de proteção a povos indígenas." title="Marcelo Camargo/Agência Brasil"/><br />
    <!-- END scald=317621 --></div>
<p><h6 class="meta">Líder indígena, Eliésio Marubo, durante visita a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari &#8211; <strong>Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil</strong><!--END copyright=317621--></h6>
</p>
</div>
<p>Outros problemas apontados por Eliesio Marubo são o desfalque nas equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e as mãos atadas da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Assim como o Ibama, a Funai tem lidado, há anos, com uma grave falta de pessoal, com servidores tendo que cobrir, sozinhos ou em minúsculas equipes, imensas TIs, algo que representantes da categoria já alertaram que não seria resolvido com o quantitativo de novos concursados aprovado até agora.</p>
<p>Um dos legados de Bruno Pereira, construído com a Univaja, que não ficaria para a posteridade de modo abstrato, mas sim como mais uma <a rel="nofollow" target="_blank" href="http://Equipe de Vigilância da Univaja" target="_blank">ferramenta de proteção</a> aos indígenas e indigenistas que trabalham na TI Vale do Javari, era o plano da Equipe de Vigilância da Univaja. Com a primeira expedição em agosto de 2021, terminada no mês seguinte, a EVU redigiu um relatório, intitulado Expedição de Monitoramento e Vigilância da EVU na TI Vale do Javari: Rios Itaquaí, Ituí e Quixito, de 56 páginas, com 67 pontos de invasão mapeados e coordenadas de sistema de posicionamento global (GPS), que os destacaram com perfeita precisão, latitude e longitude. A partir disso, o indigenista e os companheiros da Univaja compreenderam melhor o que a situação demandava.</p>
<p>A CIDH informou em abril deste ano que recebeu o relatório da mesa de trabalho estruturada para acompanhar as interlocuções entre as lideranças e o governo federal e que o documento destaca a implementação do plano de proteção territorial. As ações de fiscalização no território, disse a CIDH, foram intensificadas entre maio e agosto de 2024, com medidas planejadas até o final de 2025. O órgão, vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA), salientou, ainda, as reclamações das lideranças para haver medidas mais concretas para <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.oas.org/pt/cidh/jsForm/?File=/pt/cidh/prensa/notas/2025/068.asp&amp;utm_content=country-bra" target="_blank">proteger comunicadores</a>.</p>
<p>A TI Vale do Javari é habitada por cerca de 6,3 mil pessoas, pertencentes a 26 povos e divididas em 64 aldeias. O local centraliza o maior número de povos em isolamento voluntário do mundo, grupos que optam por manter distanciamento de não indígenas.</p>
<h2>Produção de conhecimento</h2>
<p>Algo que está nos planos de Eliesio Marubo, na luta pelos povos da região, é a aproximação com a academia e a produção de dados que possam subsidiar o discurso em sua defesa. Jovens indígenas, por exemplo, têm sido bastante incentivados a obter diploma universitário e se munir de informações que fortaleçam suas bases de resistência. </p>
<p>Daniel Cangussu, coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental (FPE) Madeira-Purus, da Funai, afirma que, de fato, um dos principais instrumentos que os defensores dessas comunidades têm são os estudos sobre elas. Ele relata que lhe perguntam com frequência se, em mãos erradas, não poderiam facilitar o cometimento de violências contra elas, ao que responde que não.</p>
<p><strong>Cangussu</strong>, que, identicamente a Bruno, doa totalmente sua vida à causa, afirma que, <strong>por um lado, os inimigos dos indígenas desprezam a ciência e que, por outro, a lacuna de dados e informações trava ações de proteção.</strong> Ele defende que sejam preservados somente com certo nível de sigilo. </p>
<blockquote>
<p>&#8220;Ninguém tem dúvida de que as coordenadas geográficas precisam ser tratadas com o máximo de rigor e sigilo possíveis, porque a gente corre o risco de produzir informação e permitir que fiquem disponíveis, direta ou indiretamente, a pessoas vinculadas à bancada da bala, à evangélica. Mas acho que, por conta desse sigilo, a gente acabou fazendo com que esse sigilo se transferisse para todas as informações. E, de algum modo, isso fragilizou a proteção dos grupos que a gente atua tanto para proteger&#8221;, avalia, reconhecendo que ele mesmo mudou de ideia.</p>
</blockquote>
<h2>Estratégia</h2>
<p>Os dois indigenistas dos isolados, Cangussu e Bruno, dialogavam no período de mais intensa perseguição dentro da Funai, um dos órgãos mais afetados pela política do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que atacavam o funcionalismo público e eram da corrente anti-indígena.</p>
<p>Naquele período, Cangussu e Bruno não podiam ser tão transparentes quanto às suas atividades, sobretudo, as feitas em campo. Por isso, em cumplicidade, deixavam de compartilhar com exatidão o que estavam fazendo, os destinos aos quais estavam indo. Só assim conseguiam cumprir a missão a que foram designados.</p>
<p>&#8220;Quando a coisa complicou mesmo, o Bruno era meu coordenador. De Brasília, inclusive. Estive lá com ele e decidimos minha saída da coordenação da FPE, no início de 2018. Essas avaliações estratégicas pela pressão, de como proteger os colegas, isso foi decidido em uma sala pequena, em Brasília&#8221;, diz Cangussu, que é biólogo e se especializou, além do indigenismo, em botânica e ecologia histórica, já tendo sido responsável pela proteção de agrupamentos do Amazonas, Rondônia, Tocantins e Maranhão.</p>
<p>&#8220;Quando retorno ao Amazonas, em 2021, era o Bruno a pessoa que mais se engajou, a que teve mais coragem para reunir os colegas. Não só ouvir, mas acompanhar os bastidores, porque sabia que quem permanecia na Funai permanecia com todos os riscos possíveis. Ele tinha ciência disso&#8221;, emenda. </p>
<p>Bruno Pereira foi também alvo de Bolsonaro publicamente, pois o ex-presidente tentou manchar sua reputação profissional, motivo pelo qual a Funai se desculpou. Nessa campanha de difamação, o governo de Bolsonaro se empenhou em transmitir a imagem do indigenista como se tivesse sido assassinato como resultado de sua imprudência.</p>
<p>A confirmação da morte de Bruno foi um choque para os colegas.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Foi um golpe duríssimo. A gente ficava &#8216;Não, isso não aconteceu&#8217;. Até que alguns colegas do Opi [Observatório dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato] ligavam e falavam &#8216;Cangussu, perdemos mesmo o Bruno&#8217;. Caiu a ficha de que o mundo não estava tão bom realmente, que as coisas tinham mudado para muito pior&#8221;, conta Cangussu.</p>
</blockquote>
<h2>Legado</h2>
<p>A obra deixada inacabada por Dom Phillips tem dez capítulos, que versam do &#8220;caos pecuário&#8221; a possibilidade de financiamento, modelos de agrofloresta, biofarmácia e bioeconomia. A companheira de Dom, Alessandra Sampaio, tem participado de eventos de lançamento, Brasil afora.</p>
<p>Um dos companheiros de luta de Dom e Bruno e coautor do livro recém-chegado às prateleiras é o líder Beto Marubo, que, em certo trecho, explica a decisão de povos originários se manterem distantes de não indígenas, devido a violências que viveram ou testemunharam, entendidas pelos agressores como justificáveis por conta de seu modo de vida diferente.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;&#8216;Quem são esses brancos? Eles são homens bons?. E eu tive de lhe dizer: &#8216;Não, eles não são bons. Eles trazem o fim do mundo com eles.&#8217; O contato forçado foi, por quase quinhentos anos, a política do Brasil em relação aos povos indígenas. A sociedade brasileira viu povos inteiros desaparecerem até que, na geração anterior à minha, decidimos que já havíamos visto muitos indígenas morrerem.&#8221;</p>
</blockquote>
<p>Um <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://institutodomphillips.org.br/" target="_blank">instituto</a> foi criado para homenagear Dom Phillips e leva o nome dele. As valiosas contribuições de Bruno Pereira e sua companheira, a antropóloga Beatriz Matos, também têm encontrado um lugar em que recebem a devida atenção, o Observatório dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (Opi), que foi ao ar no aniversário do indigenista, em 2023. Na ocasião, a entidade anunciou uma plataforma de monitoramento desses povos, batizada de Mopi, palavra que, no idioma zo’é, significa “fazer ferroar” e remete a um duplo sentido, o de oferecer medicina aos aliados e veneno aos inimigos. Beatriz Matos ocupa o cargo de diretora dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato do Ministério dos Povos Indígenas (MPI).</p>
<h2>Outro lado</h2>
<p>A <strong>Agência Brasil</strong> tentou contato com a Funai, o MPI e a Polícia Federal, mas não recebeu resposta até o fechamento desta matéria. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) encaminhou nota à reportagem, afirmando estar ciente dos perigos que correm as comunidades indígenas da TI Vale do Javari e que &#8220;renova o compromisso com a reparação e a não repetição da violência sofrida por defensores de direitos humanos, comunicadores e ambientalistas na região&#8221;.</p>
<p>Na mensagem, o MDHC ressalta que sua assessoria internacional coordena a mesa que verifica se estão sendo cumpridas as medidas cautelares determinadas pela CIDH no caso, com apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do MPI. A pasta informa que o plano de proteção abrange mais de 100 pessoas ligadas à Univaja, além da proteção individual de 27 lideranças.</p>
<p>&#8220;Em 2024, o PPDDH destinou R$ 1 milhão à Univaja para estruturação e execução das ações de proteção. Já neste ano, R$ 500 mil adicionais estão em processo de liberação, com aprovação orçamentária concluída&#8221;, escreve o MDHC, que assegurou que as medidas são todas definidas após escuta dos líderes indígenas.</p>
<h2>Recorde o caso de Dom e Bruno</h2>
<p>Bruno Pereira e Dom Phillips foram mortos em uma emboscada, em junho de 2022. Foram vistos pela última vez quando iam da comunidade São Rafael para a cidade de Atalaia do Norte, onde teriam um encontro com lideranças indígenas e de comunidades ribeirinhas. Seus corpos foram resgatados dez dias depois. Eles foram enterrados em uma área de mata fechada, a cerca de três quilômetros da calha do Rio Itacoaí.</p>
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            <img decoding="async" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2025/06/050_0.jpg" alt="Brasília (DF), 05/06/2025- matéria Dom e Bruno.&#13;&#10;Dom com Mariana TobiasMacux.&#13;&#10;Foto: Erica Fujito/Divulgação" title="Erica Fujito/Divulgação"/><br />
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<p><h6 class="meta">Local onde foram sepultados Bruno e Dom &#8211; <strong>Erica Fujito/Divulgação</strong><!--END copyright=426523--></h6>
</p>
</div>
<p>Identificados e detidos, Amarildo da Costa Oliveira, Oseney da Costa Oliveira e Jefferson da Silva Lima foram denunciados, em julho de 2022, por assassinar e ocultar os cadáveres das vítimas. Na denúncia, o MPF apontava que, inicialmente, Amarildo e Jefferson admitiram os crimes, embora, posteriormente, tenham mudado os depoimentos.</p>
<p>Ainda assim, para os procuradores, “os elementos colhidos no curso das apurações apontam que o homicídio de Bruno teria correlação com suas atividades em defesa da coletividade indígena. Dom, por sua vez, foi executado para garantir a ocultação e impunidade do crime cometido contra Bruno”.</p>
<p>Em dezembro de 2023, a PF prendeu o homem que trabalhava como segurança particular de Rubem Dario da Silva Villar, conhecido como Colômbia, denunciado pelo Ministério Público Federal como mandante dos assassinatos de Bruno e Dom. Colômbia estava preso por chefiar uma quadrilha.</p>
<p>O inquérito da PF ficou pronto dois anos e meio após o crime. Ao todo, nove pessoas foram indiciadas.</p>
<p>Em agosto de 2024, a Univaja se pronunciou sobre a mudança do delegado à frente das investigações do caso. No mês seguinte, a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) analisou um recurso da defesa dos acusados e decidiu manter o julgamento de Amarildo da Costa Oliveira e Jefferson da Silva Lima por júri popular. Porém, entendeu que não havia provas suficientes contra Oseney da Costa Oliveira no crime, algo que o MPF contesta.</p>
<p>A Univaja fez um apelo para que o MPF recorresse. Em outubro de 2024, o MPF entrou com recurso pedindo que Oseney fosse a júri popular.</p>
<p>      <!-- Relacionada --></p>
<p>            <!-- Relacionada -->
    </div>
<p> Letycia Bond &#8211; Repórter da Agência Brasil , Feed Últimas. </p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-06/dom-e-bruno-3-anos-apos-crime-vale-do-javari-continua-sob-ameaca">Agencia brasil EBC.</a>.</p>
<p>Thu, 05 Jun 2025 16:37:00 -0300 </p>

<p>O post <a href="https://weeknews.online/dom-e-bruno-3-anos-apos-crime-vale-do-javari-continua-sob-ameaca/">Dom e Bruno: 3 anos após crime, Vale do Javari continua sob ameaça</a> apareceu primeiro em <a href="https://weeknews.online">WeekNews</a>.</p>
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