STF valida Moratória da Soja e arquiva processos no Cade contra o acordo

STF valida Moratória da Soja e arquiva processos no Cade contra o acordo
Fonte da imagem: Agência Brasil


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (12) validar a Moratória da Soja, acordo firmado há 20 anos pelas principais empresas do setor para impedir a compra de soja cultivada em áreas desmatadas. Por maioria de votos, o plenário entendeu que o pacto privado é compatível com a Constituição e contribui para a preservação do meio ambiente.

Além de reconhecer a validade do acordo, a Corte determinou o arquivamento dos processos administrativos que tramitam no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e questionavam a moratória, inclusive com pedidos de indenização.

O caso chegou ao STF por meio de uma ação movida pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) contra uma lei de Mato Grosso que restringia a concessão de benefícios fiscais a empresas que participam de acordos que limitam a expansão agropecuária. Uma lei de Rondônia com o mesmo teor também foi contestada, dessa vez pelo PCdoB.

O voto condutor do julgamento foi proferido pelo ministro Flávio Dino. Ele entendeu que as leis estaduais podem restringir benefícios fiscais e se manifestou sobre a compatibilidade da moratória com a Constituição. “A Moratória da Soja existe e amanhã pode continuar a existir. Nada está a impedir que atores privados pactuem relações de compra e venda, de acordo com suas políticas empresariais”, afirmou.

O entendimento de Dino foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Ficaram vencidos em parte os ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e André Mendonça, que defenderam que a validade da moratória não deveria ser analisada pelo STF, mas sim pelo Cade.

A Moratória da Soja é um compromisso voluntário assumido por grandes empresas do agronegócio para não comercializar o grão produzido em áreas desmatadas na Amazônia. O acordo foi celebrado em 2006, após pressão de organizações ambientais e do mercado internacional.

A decisão do STF ocorre em meio a um contexto de debate sobre o desmatamento e a expansão da fronteira agrícola. A Corte reforçou que o pacto privado não viola a ordem econômica e que a atuação das empresas em favor da sustentabilidade é legítima.

Com a decisão, os processos que estavam no Cade contra a moratória serão arquivados, encerrando a discussão administrativa sobre o tema. A Abiove, autora da ação, comemorou o resultado, destacando a segurança jurídica para o setor.

O julgamento também teve repercussão entre ambientalistas e representantes do agronegócio, que acompanharam atentos a definição sobre um dos acordos mais emblemáticos do país na área de preservação ambiental.

A decisão do STF não anula as leis estaduais que restringem benefícios fiscais, mas estabelece que elas são válidas. O entendimento da Corte é de que os estados podem adotar medidas para incentivar práticas sustentáveis, sem que isso configure violação à livre iniciativa.

O caso agora segue arquivado, mas o debate sobre a moratória e suas implicações para o setor produtivo deve continuar, especialmente diante das discussões sobre o futuro do desmatamento no Brasil e as pressões internacionais por práticas mais sustentáveis.

Fonte: Agência Brasil.

Publicidade

Imperdivel!!!

Tabela da Copa do Mundo 2026
Campeonato Brasileiro
Tabela do Campeonato Inglês (Premier League)
Tabela do Campeonato Espanhol (La Liga)
Tabela do Campeonato Alemão (Bundesliga)
Tabela do Campeonato Francês (Ligue 1)
Tabela do Campeonato Italiano (Serie A)