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O estrategista democrata James Carville saiu em defesa da ex-deputada do Alasca Mary Peltola, candidata democrata ao Senado, e atacou ex-assessores que relataram à The New York Times um ambiente de caos e explosões de raiva no escritório congressional e na campanha dela. Em vídeo publicado na segunda-feira no canal Politicon, Carville disse que a reportagem do jornal, intitulada “Explosões de raiva, insultos e demissões: tumulto abala uma campanha decisiva ao Senado”, reflete queixas de funcionários que não toleram a pressão de uma disputa eleitoral.
“Parece que temos alguns assessorezinhos irritados porque ela não é gentil com eles quando está sob pressão”, afirmou Carville. Ele argumentou que, no meio de uma campanha, o candidato lida com arrecadação, ataques e demandas de todos os lados, e pode não ter tempo para ser excessivamente cortês. “Quando eu comandava campanhas, você não tinha nome até fazer alguma coisa”, disse, acrescentando que, na política, o reconhecimento vem depois do resultado. “Vá fazer outra coisa. Vá ser assistente social. Lá eles te dão um nome imediatamente.”
O estrategista ressalvou que atos obviamente desumanizadores ou rudes são outra questão, mas criticou o que descreveu como demandas de tratamento especial. Ele também sugeriu que candidatas mulheres são cobradas de forma mais dura quando acusadas de destratar a equipe. “Por que não chamamos toda candidata mulher de tudo de uma vez? Você economizaria tempo”, ironizou. Carville disse ainda que a mensagem era dirigida aos funcionários democratas: “Abaixe a cabeça, trabalhe duro, salve o país e dane-se o que você sente”.
A reportagem do Times, segundo o material, ouviu ex-assessores que descreveram tumulto na campanha de Peltola, que tenta virar uma cadeira republicana no Senado. O democrata e pesquisador Doug Schoen disse à Fox News Digital que a intensidade das campanhas exige “pele grossa”, mas classificou as alegações contra Peltola como preocupantes. “Ele está absolutamente certo sobre a intensidade das campanhas”, afirmou Schoen. “Trabalhar em uma corrida é difícil e tenso, então pele grossa é definitivamente um plus. Embora seja absolutamente inapropriado e errado que uma candidata aja como se alega que Peltola agiu, não acredito que as alegações, por mais sérias que sejam, afetem o resultado da eleição no Alasca. É uma eleição que é um referendo sobre Donald Trump e sua governança, antes de tudo.”
A ex-porta-voz nacional do Comitê Nacional Republicano Elizabeth Pipko concordou que a vida de um assessor de campanha não é para os fracos e se torna um teste extremo conforme a eleição se aproxima. “Deixando de lado as críticas a Peltola, concordo com Carville sobre a vida e a intensidade de uma campanha”, disse. “Ele está 100% correto sobre como as campanhas podem ser implacáveis, e certamente eram assim quando ele trabalhava nelas e antes de nossa cultura mudar tão dramaticamente. Campanhas são cheias de surpresas, geralmente ruins, o que significa que você nunca sabe com o que está lidando. Quanto mais perto do dia da eleição, menos você come ou dorme. E o clima de alto risco costuma dominar quem não consegue compartimentar sentimentos e pensamentos, ou simplesmente não tem resistência para acompanhar o quão implacável um ciclo eleitoral pode ser. A vida de campanha não é para os fracos. Na verdade, eu diria que não é para a maioria das pessoas, e tudo bem.”
A Fox News Digital procurou Peltola e a The New York Times para comentar, mas não recebeu resposta imediata.
Análise WeekNews: A defesa pública de Carville e os comentários de Schoen e Pipko convergem em um ponto: a rotina de campanha é reconhecidamente dura, e isso não está em disputa. O que permanece em aberto são as alegações específicas sobre o comportamento de Peltola, que seguem sem confirmação pública dela ou de sua equipe. Schoen, embora considere as acusações preocupantes, avalia que elas não devem alterar o resultado no Alasca, porque o pleito tende a ser lido como um referendo sobre Trump. A leitura é conservadora: o episódio expõe a tensão entre cobranças por ambientes de trabalho respeitosos e a cultura tradicional de campanhas, mas não há, nos fatos apresentados, elemento que permita projetar impacto eleitoral direto.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/media/carville-mocks-dem-candidate-staffers-weak-soft-complaining-about-treatment-new-york-times.
Fonte: Fox News.
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2026-09-29 20:20:00


