
O conjunto brasileiro de ginástica rítmica assegurou neste sábado (15) uma vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, nos Estados Unidos, em 2028, ao conquistar a medalha de bronze na disputa do conjunto geral do Campeonato Mundial da modalidade, realizado em Frankfurt, na Alemanha. A equipe, formada por Maria Eduarda Arakaki (AL), Nicole Pírcio (SP), Sofia Madeira (ES), Julia Kurunczi (PR), Mariana Gonçalves (PR) e Maria Paula Caminha (AM), repetiu a presença no pódio pelo segundo ano consecutivo, após as duas pratas obtidas no Mundial do Rio de Janeiro, em 2025.
A competição em Frankfurt teve a Espanha como campeã, enquanto o Japão, atual campeão mundial, ficou com a prata. O Brasil superou adversários tradicionais, como a China, atual campeã olímpica, e a Bulgária, vencedora dos Jogos de Tóquio em 2021, garantindo o bronze com uma pontuação total de 55,500 pontos.
Na disputa do conjunto geral, cada equipe realiza duas séries: uma mista, com três arcos e duas maças, e outra com cinco bolas. A pontuação final é a soma das notas das duas apresentações, que consideram critérios como dificuldade, execução e composição artística. Na série mista, o Brasil obteve a segunda melhor nota do dia, com 28,700 pontos, ao som de “Abracadabra”, de Lady Gaga. Na apresentação com cinco bolas, que teve como trilha “Feeling Good”, de Michael Bublé, o conjunto marcou 26,800 pontos, a oitava melhor nota da prova.
A competição foi dividida em três grupos de 14 conjuntos. O Brasil integrou o segundo grupo e, após as duas séries, terminou provisoriamente na segunda posição, atrás apenas da Espanha, que teve as melhores notas em ambas as apresentações. A confirmação da medalha e da vaga olímpica dependia dos resultados do terceiro grupo, que reunia adversários como Japão, Bulgária e Rússia. Apenas as japonesas superaram a pontuação brasileira, o que garantiu o bronze ao Brasil e a classificação para Los Angeles 2028.
A técnica da seleção brasileira, Camila Ferezin, avaliou a atuação da equipe e destacou a dificuldade de controlar as emoções em um formato de disputa que exige duas apresentações com menos de uma hora de intervalo. “Nós simulamos várias vezes esse dia. Independentemente de como fôssemos na primeira série, teríamos que entrar na segunda e ir muito bem também. É bem tenso para as ginastas porque, no fim das contas, elas têm menos de uma hora para se apresentarem novamente. Controlar as emoções não é fácil”, disse a treinadora, em declaração à Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).
Ferezin também projetou as finais por aparelhos, que ocorrem neste domingo (16), último dia do Mundial. “Nossos conjuntos de cinco bolas e misto têm apresentações com dificuldades muito altas. Então, acredito que amanhã [domingo], elas possam ir ainda melhor”, afirmou.
O conjunto brasileiro disputará as duas finais por aparelhos no domingo: a prova com cinco bolas começa às 6h, e a série mista está prevista para as 9h, ambas no horário de Brasília. A equipe chega às finais embalada pelo bronze no conjunto geral e pela experiência acumulada nas últimas temporadas, que incluiu o bicampeonato mundial do Japão e a campanha histórica no Rio de Janeiro.
A vaga olímpica conquistada em Frankfurt garante ao Brasil a presença na ginástica rítmica por equipes nos Jogos de Los Angeles, consolidando a evolução da modalidade no país nos últimos anos. O resultado também reforça o trabalho da CBG e da comissão técnica, que têm investido na formação de um conjunto competitivo em nível internacional.
Com o bronze, o Brasil encerra sua participação no Mundial de Frankfurt com a certeza de ter mantido o alto nível apresentado na edição anterior, quando o mesmo sexteto subiu ao pódio duas vezes. Agora, a equipe volta suas atenções para as finais por aparelhos, que podem render novas medalhas e consolidar ainda mais o nome do país na elite da ginástica rítmica mundial.
Fonte: Agência Brasil.
