
Page Six.
A decisão do príncipe Harry e de Meghan Markle de retornar ao Reino Unido, após seis anos vivendo nos Estados Unidos, foi interpretada pela comentarista real Kinsey Schofield como uma “admissão de fracasso”. Em entrevista exclusiva ao Page Six, Schofield afirmou que a mudança transatlântica do casal prova que eles ainda “precisam da monarquia”, contrariando o discurso de independência que marcaram a saída da família real em 2020.
“Um retorno à Grã-Bretanha é uma admissão de fracasso, quer Harry e Meghan sejam intelectualmente honestos o suficiente para admitir ou não”, declarou Schofield. Segundo ela, o casal deixou o país dizendo ao mundo que precisava de liberdade para prosperar, mas agora parece voltar atrás. A comentarista disse ainda que ficou surpresa com a decisão, afirmando que não acreditava que os dois tivessem “a audácia de realmente fazer isso”.
Schofield também alertou que o casal não deve esperar um tratamento especial ao retornar. “Você não pode passar anos insultando o establishment e depois esperar que todos estendam o tapete vermelho quando a Califórnia não der certo”, afirmou. Segundo ela, Harry e Meghan se tornaram “profundamente impopulares” na Grã-Bretanha, enquanto o príncipe continua a “brigar” com o governo e o sistema judiciário britânico.
Um dos pontos que mais chamou a atenção da comentarista foi o fato de o rei Charles III ter sido informado sobre a mudança apenas no domingo, dias antes da notícia vir a público. “Se isso fosse o produto de uma grande reconciliação real, você esperaria que o rei fizesse parte da conversa, não apenas fosse informado depois que a decisão foi tomada”, explicou Schofield.
Embora reconheça que “Harry claramente fez progressos com seu pai”, Schofield fez uma ressalva em relação à relação do príncipe com o irmão, William. “No que diz respeito a William, não vi absolutamente nada que sugira que os problemas fundamentais de confiança entre os irmãos foram resolvidos”, disse. Ela lembrou que William permaneceu no Reino Unido e assumiu as responsabilidades que Harry abandonou, o que torna a situação “injusta” para o herdeiro do trono.
“William ficou para trás e carregou a responsabilidade que Harry abandonou”, afirmou Schofield, argumentando que o irmão mais novo “foi autorizado a destruir sua vida, atacar sua família, monetizar queixas privadas e passar seis anos experimentando independência, apenas para voltar para casa quando não deu certo”.
O casal renunciou aos deveres reais em 2020 e se mudou para a Califórnia, onde assinou contratos milionários com plataformas de streaming, lançou projetos pessoais e construiu uma vida supostamente independente da monarquia. Seis anos depois, Schofield avalia que a independência não funcionou como planejado. “Eles tinham a América, Hollywood, contratos enormes, reconhecimento global do nome e todas as vantagens concebíveis. E seis anos depois, estão voltando. Isso é fracasso”, disse.
A comentarista comparou a situação à resistência da falecida rainha Elizabeth II à proposta do casal de um papel “meio dentro, meio fora” na família real. Segundo Schofield, o status real não pode ser adotado apenas quando for conveniente. “O status real não é um bufê. Você não pode rejeitar a responsabilidade, comercializar a realeza e depois decidir voltar quando a vida fora dela não der certo”, concluiu.
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Fonte: pagesix.com.
Page Six.
2026-08-19 21:11:00

