
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quinta-feira (20) a distribuição do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV para os candidatos à Presidência da República. A veiculação dos programas está programada para começar em 28 de agosto e seguirá até 1º de outubro, conforme o calendário das eleições de 2026.
A Coligação Brasil Pronto para Mais, que apoia a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), terá o maior espaço diário: 5 minutos e 31 segundos. A chapa reúne PSB, PDT, a Federação Brasil da Esperança (formada por PT, PCdoB e PV) e a Federação PSOL/Rede. Em seguida, aparece o candidato Flávio Bolsonaro, do PL, com 4 minutos e 20 segundos por dia. A candidatura dele não firmou coligação com outras legendas.
O candidato do PSD, Ronaldo Caiado, terá 2 minutos e 2 segundos diários, também sem coligação. Já Augusto Cury, do Avante, terá 35 segundos por dia, igualmente sem alianças partidárias. Os números foram divulgados pelo TSE e refletem a representatividade de cada partido ou coligação na Câmara dos Deputados.
Além do tempo nos blocos tradicionais, o tribunal também definiu a quantidade de inserções que cada campanha terá ao longo da programação das emissoras. A coligação do PT terá 433 inserções, seguida pelo PL, com 339; pelo PSD, com 159; e pelo Avante, com 47.
A ordem de exibição das propagandas no primeiro dia foi definida por sorteio. O Avante será o primeiro a aparecer, seguido pelo PSD, pelo PL e, por fim, pela Coligação Brasil Pronto para Mais. Nos dias seguintes, a ordem será alternada em sistema de rodízio.
O cálculo do tempo de propaganda eleitoral é feito com base no número de deputados federais que cada partido ou coligação possui. A campanha de Lula obteve o maior tempo por ter formado a maior aliança partidária. A Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, conta com 81 parlamentares; com a adição da Federação PSOL/Rede, do PDT e do PSB, a representatividade da coligação sobe para 127 deputados.
O PL, de Flávio Bolsonaro, tem 98 deputados, mas concorre isolado, o que reduz seu tempo proporcional. O PSD, com 42 parlamentares, também não se coligou, assim como o Avante, que possui 7 deputados. Os demais candidatos não terão acesso ao horário eleitoral gratuito por não terem alcançado as cláusulas de desempenho exigidas: suas legendas não possuem o mínimo de 13 deputados nem obtiveram pelo menos 2,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara ou 1,5% dos votos válidos nos estados.
As eleições de 2026 estão marcadas para o dia 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Caso nenhum candidato ao Palácio do Planalto ou aos governos estaduais alcance mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, haverá segundo turno no dia 25 de outubro.
A divulgação do tempo de propaganda ocorre a pouco mais de um mês do início oficial da campanha eleitoral, que começa em agosto. A definição é aguardada pelas campanhas, pois o horário eleitoral é um dos principais instrumentos de comunicação com o eleitorado, especialmente em um cenário de disputa presidencial com múltiplos candidatos e diferentes estratégias de alianças.
O TSE também já havia definido outras regras para o pleito, como o prazo para solicitação de voto em trânsito, que terminou recentemente, e a proibição de campanha e participação em debates para o candidato Pablo Marçal, em decisão anterior. Nos primeiros dias de campanha, o tribunal já recebeu mais de mil denúncias de possíveis irregularidades, segundo informações divulgadas pela própria corte.
Com a definição do tempo de rádio e TV, as campanhas agora se preparam para produzir e veicular suas peças publicitárias, buscando maximizar o impacto de cada segundo disponível. A distribuição desigual do tempo reflete a força das alianças e a estrutura partidária de cada candidato, o que pode influenciar a estratégia de comunicação ao longo da disputa eleitoral.
Fonte: Agência Brasil.
