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O Comitê Estadual de Enfrentamento dos Efeitos do El Niño se reuniu nesta quinta-feira (20) com representantes dos 92 municípios fluminenses para alinhar as ações de prevenção, preparação e resposta aos impactos do fenômeno climático. O encontro foi realizado no campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), na Zona Norte da capital, e contou com a participação de secretários estaduais e equipes técnicas.
Durante a reunião, o secretário de Agricultura do Estado, Ricardo Mansur, afirmou que as ações contarão com mais de 1,2 mil colaboradores, entre técnicos, pesquisadores e pessoal de apoio. Segundo ele, esses profissionais atuarão em áreas estratégicas para minimizar os danos no meio rural, setor que deve ser o mais afetado pelos eventos climáticos previstos.
“Considerando os eventos que estão previstos, ventania, seca, incêndios, deverá ser talvez o mais afetado. E, para isso, a nossa capilaridade, já que estamos presentes no estado inteiro, talvez seja fundamental não só na captura como na difusão de informações, de mensagens, que precisem chegar com urgência no meio rural”, destacou Mansur.
O secretário de Meio Ambiente, Rodrigo Mascarenhas, defendeu o foco no fornecimento de água, no controle de cheias e na prevenção a incêndios florestais, além de melhorias estruturais em escolas localizadas em áreas de risco. Ele também mencionou a necessidade de pensar em planos de adaptação de médio e longo prazo às mudanças climáticas.
“Temos uma outra vertente de atuação da secretaria, que é pensar a adaptação, como se fala no jargão de mudanças climáticas, os planos de médio a longo prazo. Apontar as fragilidades, por exemplo, que escolas do estado que precisam ser reformadas por estarem em áreas passíveis de inundação”, explicou Mascarenhas.
O Governo do Estado montou uma agenda de treinamentos e encontros com as equipes dos municípios. Já na próxima semana, serão realizadas oficinas presenciais para profissionais da Vigilância em Saúde e da Atenção Primária. Também serão distribuídas cartilhas com orientações para gestores, moradores e equipes de proteção animal.
No mês que vem, a programação continua com capacitações para ajudar os municípios a elaborar e atualizar os Planos de Contingência, além de um treinamento voltado ao planejamento de recursos para ações de Proteção e Defesa Civil. Outra atividade prevista é uma oficina prática sobre o mapeamento das chamadas ilhas de calor urbanas, que vai auxiliar as cidades a identificar áreas mais afetadas pelas altas temperaturas e a planejar medidas para reduzir os impactos do calor.
A previsão divulgada esta semana pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indica um cenário de aquecimento das águas do Pacífico, com probabilidade igual ou superior a 90% de ocorrência de um El Niño Muito Forte a partir de setembro. No Brasil, o fenômeno deve trazer mudanças climáticas significativas em diversas regiões.
Conforme boletim de órgãos federais de monitoramento do clima e desastres naturais, o El Niño deve continuar ativo pelo menos até o início de 2027. Diante desse cenário, o comitê estadual e os municípios buscam fortalecer a capacidade de resposta e reduzir os impactos sobre a população e o meio ambiente.
Fonte: Agência Brasil.
