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Desde os anos 1950, a Feira do Condado de Jefferson, na Virgínia Ocidental, reúne prêmios para suínos, bovinos e uma infinidade de frituras para uma população que ainda a adora. Como os políticos sabem há muito tempo, é um dos melhores lugares do mundo para medir a temperatura do eleitor americano. Durante dois dias, enquanto o colunista David Marcus se deliciava com corn dogs e rolinhos de pepperoni, ele esperava que a conversa política girasse em torno de preços ou do custo de vida, mas o que a maioria das pessoas queria discutir era a instalação de data centers na região.
Roy, um fazendeiro que cria gado nas proximidades, resumiu a preocupação de muitos: “Sou fazendeiro. Data centers, linhas de energia, tudo isso é uma ameaça para nós. Tudo o que temos é a terra.” Esse sentimento não veio apenas dos moradores comuns do condado, mas também daqueles que buscam representá-los. Jenny Thacker e Marta Beck, ambas democratas concorrendo à Câmara dos Delegados, não são totalmente contra os data centers no condado, mas têm ressalvas sobre como os empreendimentos estão sendo implementados.
Thacker destacou a questão da água: “Não podemos permitir que a água seja retirada do nosso sistema. Então, se pudermos fazer uma lei que diga: ‘Sim, você pode usar água superficial, mas não pode usar água de poço’, isso ajuda muito a proteger nosso lençol freático.” Beck, por sua vez, manifestou preocupação com a perda de autonomia local: “Eles (o estado) tiraram o controle local dos municípios.” Essa palavra, “controle”, está no centro do debate não apenas na Virgínia Ocidental, mas em todo o país.
Tamara Thompson, vice-presidente do grupo We The People of Jefferson County, uma das organizações originais do Tea Party que ainda exerce influência no estado, disse que tem ouvido muitas reclamações sobre os data centers. “Ouço muitas pessoas contra eles”, afirmou, mencionando que muitos reclamam da poluição sonora. “Gosto de estar no terreno, então fui lá para ouvir se havia uma emissão de sons extremos, algo que levei para o lado pessoal, e não experimentei isso.”
Uma visitante da feira, Sarah, professora aposentada, resumiu a ambiguidade local: “Acho que precisamos deles”, disse, segurando o celular, “mas ninguém os quer.” Ao longo dos dois dias, entre o derby de demolição na terça-feira e o trator antigo na quarta-feira, ficou claro que os data centers são uma questão real, mas também a forma platônica de um problema de primeiro mundo. Não é uma observação desdenhosa; às vezes, problemas de primeiro mundo são mais intratáveis que os de terceiro mundo. Trata-se de uma crise de oportunidade, não de escassez.
Mickey Reagan, candidata a comissária do condado de Jefferson, conversou com voluntários em sua barraca. Quando perguntou qual era o principal problema que os eleitores mencionavam, a resposta foi uma única palavra reveladora: crescimento. Ao ser questionada se era falta ou excesso de crescimento, os voluntários responderam sem hesitar: “Crescimento demais”.
A percepção não é absurda. No extremo leste da Virgínia Ocidental, parece que cem casas novas são construídas por dia, mas não cem novas estradas, poços ou escolas. Os data centers, por outro lado, podem surgir como ervas daninhas. A principal conclusão do colunista, ao conversar com democratas e republicanos que saboreavam funnel cake, é que eles querem controle local e não confiam na Big Tech. “Como podemos culpá-los?”, questiona Marcus.
Para os republicanos nacionalmente, há boas notícias vindo da feira. Dois anos atrás, antes da restauração de Trump, tudo o que as pessoas falavam nesses eventos era sobre o custo de tudo. Hoje, para os americanos na Virgínia Ocidental e em todo o país, não estamos em uma crise econômica. Estamos indo bem. A questão não é manter a cabeça fora d’água, mas como navegar responsavelmente pela maré crescente.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/opinion/david-marcus-west-virginian-fairgoers-worried-not-prices.
Fonte: Fox News.
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2026-08-20 16:30:00


