Austrália proíbe músicas geradas por IA nas paradas oficiais

Austrália proíbe músicas geradas por IA nas paradas oficiais
Fonte da imagem: NME

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A Associação da Indústria Fonográfica Australiana (ARIA) anunciou que músicas criadas integralmente por inteligência artificial não poderão mais integrar as paradas oficiais do país. A medida está prevista no novo Código de Práticas das Paradas da ARIA, que será publicado na sexta-feira (28) e entra em vigor na segunda-feira (31).

De acordo com as novas regras, faixas produzidas exclusivamente por IA não serão elegíveis para as paradas. Já músicas predominantemente feitas por humanos, mas que utilizem IA como ferramenta de apoio, continuarão aptas. Caso uma canção seja identificada como totalmente gerada por IA, ela poderá ser removida das paradas, ter certificações canceladas, ser excluída da disputa do prêmio ARIA Award e ser obrigada a devolver eventuais troféus de número um já concedidos.

Artistas que discordarem da classificação de uma obra como 100% artificial poderão apresentar evidências de que a produção foi majoritariamente humana e, se comprovado, a decisão pode ser revertida.

A CEO da ARIA, Annabelle Herd, afirmou que as mudanças refletem a intenção de manter as paradas dinâmicas e valorizar o caráter humano da arte em um cenário em rápida transformação.

Ela destacou que muitos artistas já usam ferramentas de IA em seus trabalhos e que as paradas devem evoluir para acomodar esse uso, mas que músicas geradas integralmente por serviços baseados em gravações de artistas são uma questão diferente.

Herd também disse que a ARIA trabalhou com a IFPI e outras entidades internacionais para implementar as mudanças de forma clara e voltada para o futuro, e pediu que rádios e demais responsáveis pela divulgação musical adotem medidas semelhantes.

A decisão australiana faz parte de um movimento mais amplo contra a música gerada por IA. Estudos citados na nova regulamentação apontam que quase 40% das músicas lançadas no mundo no último mês continham IA, e que 97% das pessoas não conseguem distinguir entre faixas reais e artificiais.

Plataformas como Apple Music, TIDAL, Bandcamp, SoundCloud, Deezer, Beatport e Spotify também vêm adotando medidas, como rotular conteúdos gerados por IA, deixar de pagar royalties por músicas 100% artificiais ou banir esse tipo de produção. A Deezer, por exemplo, lançou uma ferramenta para detectar faixas com IA em playlists de 20 serviços de streaming e informou que mais de 50% dos uploads diários na plataforma já são feitos por IA.

Análise WeekNews: A medida da ARIA estabelece uma distinção prática entre o uso de IA como ferramenta e a produção inteiramente automatizada, o que tende a orientar outras indústrias fonográficas e plataformas na criação de critérios semelhantes. A decisão também reforça a preocupação crescente do setor com a remuneração e a proteção do trabalho humano diante do avanço da tecnologia.

Leia mais aqui em inglês: https://www.nme.com/news/music/ai-generated-songs-banned-from-australian-charts-3964648?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ai-generated-songs-banned-from-australian-charts.

Fonte: NME.

NME.

2026-08-25 12:06:00

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