
Equipes de resgate do Nepal, com apoio de especialistas chineses e indianos, reforçaram nesta segunda-feira (31) as operações para localizar centenas de pessoas que seguem presas em túneis de projetos hidrelétricos bloqueados pela enxurrada que atingiu a região do Himalaia na semana passada. A enchente, causada pelo colapso de uma geleira na fronteira entre o Nepal e o Tibete, deixou um rastro de destruição em cidades e vilarejos dos vales do país e também do lado chinês.
O desastre, ocorrido na quarta-feira (26), já matou mais de 900 pessoas, e quase 5 mil continuam desaparecidas. Centenas de corpos, muitos ainda não identificados, foram enterrados em valas rasas devido ao rápido processo de decomposição provocado pelo clima úmido nas planícies nepalenses.
O primeiro-ministro Balendra Shah classificou o evento como um “desastre natural sem precedentes e devastador” e afirmou que ainda é difícil elaborar um balanço completo dos danos. Enquanto isso, Pequim informou que 261 cidadãos estrangeiros de 23 países estão desaparecidos no Tibete, próximo a um importante ponto de passagem de fronteira com o Nepal.
Apesar de o governo nepalês ter declarado que não necessita de ajuda externa para as operações gerais de busca e resgate, o país tem contado com a expertise da Índia e da China em resgate em túneis. As equipes, no entanto, enfrentam dificuldades: os trabalhos foram suspensos várias vezes por causa do mau tempo e do risco de novas inundações, já que um lago formado na fronteira entre os dois países pelo desastre começou a transbordar para rios do Nepal.
A televisão estatal chinesa CCTV informou que as geleiras ao redor de uma cratera de impacto, formada perto do local do colapso da geleira no lado nepalês, continuam sob risco de desabamento, o que pode agravar ainda mais a situação.
Fonte: Agência Brasil.
