Casa própria e ações: a resposta ao avanço socialista nos EUA

Casa própria e ações: a resposta ao avanço socialista nos EUA
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O avanço de candidatos ligados ao socialismo democrático nos Estados Unidos, como a vitória de Abdul El-Sayed nas primárias democratas para o Senado em Michigan e a proximidade de Francesca Hong em Wisconsin, tem sido interpretado por analistas como um sintoma da exclusão econômica sentida por parte da população. Para alguns, o movimento já atingiu seu pico e perde força, mas há quem veja o fenômeno como consequência direta da queda na participação dos americanos na propriedade de bens e ativos.

Dados citados em análise recente mostram que a taxa de propriedade de imóveis nos EUA está em 65%, abaixo do pico de 69,2% registrado em 2004 e inferior à média dos últimos 25 anos. Entre os americanos com menos de 35 anos, o índice caiu para 35,2%, uma queda de mais de um ponto percentual em relação ao ano anterior. A diferença geracional é evidente: apenas 57% dos americanos na faixa dos 30 e poucos anos possuem casa própria, contra 64% da geração de seus pais na mesma idade. Com a taxa de juros de 30 anos para financiamento imobiliário recentemente em 6,69%, a perspectiva de melhora no curto prazo é remota.

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No mercado financeiro, o quadro é semelhante. Embora 62% dos americanos possuam ações, apenas 28% das famílias com renda anual inferior a US$ 50 mil têm qualquer participação acionária. Entre os que têm apenas ensino médio ou menos, o percentual é de 42%, e na faixa de 18 a 29 anos, de 44%.

Para o autor da análise, o declínio na propriedade individual cria terreno fértil para a esquerda radical. Pessoas com bens tendem a rejeitar a intervenção estatal, enquanto aqueles sem propriedade veem com mais tolerância medidas como confisco ou controle governamental. Políticas como o congelamento de aluguéis defendido por Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, ou a proposta de Bernie Sanders de dar ao governo participação de 50% em empresas de inteligência artificial, são vistas como paliativos que tratam os sintomas, mas não a causa.

O congelamento de aluguéis, por exemplo, pode permitir que inquilinos permaneçam em imóveis alheios, mas reduz a oferta de moradias, degrada a qualidade dos edifícios e desestimula a propriedade. Já a participação estatal em empresas de tecnologia pode aumentar a arrecadação, mas não dá aos cidadãos comuns uma fatia real do sucesso corporativo.

A alternativa proposta é ampliar o acesso à propriedade, tanto imobiliária quanto acionária. Isso inclui reformas na regulamentação urbana para acelerar a construção, programas de poupança com contrapartida das empresas, assistência para custos de fechamento de contratos e educação financeira para compradores de primeira viagem. A conversão de edifícios comerciais ociosos em unidades residenciais, impulsionada pelo aumento do trabalho remoto e pela queda na ocupação de escritórios, é apontada como uma solução dupla: reduz emissões de carbono e amplia a oferta de moradias.

No campo dos investimentos, a recomendação é expandir a compensação baseada em ações, como planos de propriedade de ações para funcionários, participação nos lucros e planos de aposentadoria com contribuição do empregador. Essas medidas, diz o texto, não transformam empresas em instituições de caridade, mas alinham incentivos: trabalhadores acumulam ativos, comunidades mantêm empregos e o sistema de livre iniciativa ganha defensores que têm algo concreto a proteger.

Análise WeekNews: A tese central do artigo é que o crescimento do socialismo nos EUA está menos ligado a uma adesão ideológica e mais à percepção de que o capitalismo não oferece oportunidades reais de ascensão para uma parcela significativa da população. Os números apresentados sobre queda na propriedade de imóveis e baixa participação acionária entre jovens e famílias de baixa renda sustentam essa leitura. A resposta sugerida — ampliar o acesso à propriedade — tende a ser mais eficaz para conter o avanço de pautas estatizantes do que o combate puramente retórico, pois ataca a raiz do descontentamento: a sensação de exclusão do sistema econômico.

Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/opinion/cure-socialism-giving-more-americans-stake-capitalism.

Fonte: Fox News.

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2026-09-03 03:00:00

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