
O RioPrevidência leiloou um terreno na Ilha dos Caiçaras, no Rio de Janeiro, por R$ 23,3 milhões. O objetivo, segundo o material divulgado, é reforçar o caixa do fundo de previdência dos servidores fluminenses, após o governo do estado ter investido cerca de R$ 3,7 bilhões de recursos do Rioprevidência no Banco Master.
A área leiloada é uma fração da ilha que pertencia ao estado. O restante do local já era de propriedade do Clube dos Caiçaras, que ocupa a região regularmente há anos por meio de instrumentos públicos de autorização de uso, mediante pagamento mensal de remuneração ao RioPrevidência. Com a compra da fatia estadual, a diretoria do clube informou, em seu site oficial, que a instituição manteve a regularidade das atividades no local.
O clube também destacou que a fração objeto do leilão possui características específicas e está sujeita a limitações e condicionantes urbanísticas, ambientais e de uso, compatíveis com a natureza da ilha e com as atividades sociais, esportivas e recreativas desenvolvidas no espaço. Segundo a diretoria, o processo não altera a regularidade da ocupação atual.
O leilão ocorre em um contexto de pressão sobre as finanças do Rioprevidência. A informação sobre o aporte de cerca de R$ 3,7 bilhões no Banco Master foi revelada pela Polícia Federal durante investigações sobre investimentos suspeitos na instituição financeira. O episódio colocou em risco o pagamento de servidores inativos e pensionistas do governo do estado do Rio.
Análise WeekNews: A venda de um ativo imobiliário do estado ocorre em meio à necessidade de recompor o caixa do fundo após os aportes no Banco Master. O valor obtido com o leilão, de R$ 23,3 milhões, é bastante inferior ao montante de R$ 3,7 bilhões envolvido nas investigações, o que indica que a alienação, isoladamente, tem efeito limitado sobre o equilíbrio financeiro do Rioprevidência. O movimento, no entanto, reforça a busca por alternativas para preservar o pagamento de benefícios previdenciários.
Fonte: Agência Brasil.
