
Pesquisadores, estudantes e profissionais de comunicação pública reúnem-se em Brasília até sexta-feira (18) no 4º Congresso Brasileiro de Comunicação Pública. A programação, que começou nesta quarta-feira (16), inclui palestras, mesas redondas, minicursos, relatos de experiências e apresentação de pesquisas, além do lançamento de livros e da entrega de premiações. Os debates ocorrem na Câmara dos Deputados e podem ser acompanhados online.
O encontro parte de questões centrais para a área, como levar informação de qualidade à população, dialogar com o público e estimular a formação de cidadãos conscientes e engajados. Para o diretor de Relações Acadêmicas da Associação Brasileira de Comunicação Pública, Jorge Duarte, a comunicação pública não se limita a divulgar realizações ou ocupar canais. “A comunicação pública precisa ajudar as instituições a cumprir sua missão e permitir que políticas de serviços, de direitos, cheguem às pessoas. Quando isso falha, o cidadão paga o custo em tempo, dinheiro, segurança e perda de oportunidades”, afirmou.
Entre os desafios apontados pelos participantes estão a transformação tecnológica acelerada e a inteligência artificial, a fragmentação das audiências e o combate à desinformação. A diretora da Secretaria de Comunicação Social do Senado, Glauciene Lara, defendeu que as instituições públicas não podem ficar inertes diante desse fenômeno nem respondê-lo apenas corrigindo informações falsas. Segundo ela, é necessário construir relações permanentes de credibilidade, transparência e diálogo com a sociedade, além de realizar ações de educação midiática.
A programação completa do congresso está disponível no site do evento.
Análise WeekNews: O congresso reúne, em um mesmo espaço, pesquisadores, estudantes e profissionais para discutir um campo que, segundo os próprios participantes, enfrenta pressões simultâneas da aceleração tecnológica e da desinformação. As falas registradas no encontro indicam que a resposta defendida pelo setor não se concentra apenas na correção de informações falsas, mas na construção de relações permanentes de credibilidade e transparência com a sociedade, o que desloca o debate do terreno da divulgação institucional para o da educação midiática e do diálogo contínuo com o cidadão.
Fonte: Agência Brasil.
