
World Soccer Talk.
Lionel Scaloni falou pela primeira vez sobre seu futuro no comando da seleção argentina desde a derrota na final da Copa do Mundo para a Espanha. Em declaração a jornalistas, em zona mista durante a primeira semana de treinos da equipe nacional antes dos amistosos contra Bolívia, Burkina Faso e Benin, o treinador afirmou que ainda não há novidade sobre sua situação e que se reunirá com o presidente da entidade nos próximos dias.
“Tive tempo de me desconectar um pouco, de deixar de lado a decepção de não ter conseguido vencer (a final da Copa do Mundo), que é a realidade, mas com a tranquilidade de que tudo aconteceu como aconteceu. Sobre a minha situação, não há novidade, vou me encontrar com o presidente nos próximos dias. Vamos conversar, há máxima disposição para sentar, e quando tivermos que anunciar algo, vamos anunciar”, disse Scaloni.
O contrato atual do treinador vai até 31 de dezembro, e a especulação sobre sua continuidade cresceu desde o fim do torneio. Segundo relatos, as conversas sobre uma possível renovação já estariam avançando, e o jornalista Fabrizio Romano noticiou que a Argentina teria oferecido a Scaloni uma extensão até a Copa do Mundo de 2030, estruturada em torno da Copa América de 2028, com opção de continuar depois dela.
Scaloni, no entanto, foi cauteloso ao minimizar esse noticiário como prematuro. “Tudo o que sai não é verdade, vamos comunicar quando tivermos que comunicar. Por enquanto tudo está como antes, estamos trabalhando para essas partidas”, afirmou, antes de acrescentar: “O desejo de estar aqui existe, mas há muitos aspectos que precisamos discutir com o presidente. Logicamente, depois de um torneio tão emocional, a gente repensa as coisas, e repito, vamos sentar para conversar e ver o que fazemos”.
A lista de convocados mais recente da Argentina traz vários nomes novos e um claro movimento de renovação. Scaloni convocou seis jogadores adicionais do futebol argentino e mais três do exterior, entre eles Leonel Flores, Tomás Palacios, Equi Fernández, Santiago Simón e Valentín Gómez.
Ao comentar essa renovação mais ampla do plantel, Scaloni a classificou como um passo natural após a Copa do Mundo, e não como uma reformulação drástica. “O sinal por trás da lista de convocados é o que qualquer treinador faria, uma Copa do Mundo acabou de terminar e acreditamos que é o momento de renovação, porque a maior parte do grupo vai permanecer e há jovens jogadores surgindo”, disse.
Ele também traçou uma comparação direta com o início de sua própria gestão, sustentando que a abordagem não mudou desde que assumiu o comando. “Estamos fazendo o mesmo que em 2018, trabalhamos para a seleção, não trabalhamos para ninguém em particular e é algo que tínhamos que fazer, o que pode dar resultado. Tudo leva tempo, com a mentalidade de que esses garotos podem ficar”, acrescentou Scaloni.
Com a despedida de Messi encerrando uma era na Argentina, a mensagem de Scaloni foi clara: esta janela de jogos serve tanto para construir o próximo grupo quanto para honrar o anterior, dando aos novos nomes espaço para crescer em um plantel que em breve terá que caminhar com as próprias pernas.
Análise WeekNews: A declaração de Scaloni mantém aberta a principal questão da seleção argentina no pós-Copa, sem confirmar nem descartar a renovação. O treinador reconhece o desejo de permanecer, mas condiciona qualquer decisão a uma conversa com o presidente da entidade, o que indica que a definição ainda depende de fatores que não foram detalhados publicamente. A convocação com nove novidades, por sua vez, sinaliza que o processo de renovação do plantel já está em curso independentemente do desfecho da negociação contratual.
Leia mais aqui em inglês: https://worldsoccertalk.com/news/lionel-scaloni-opens-the-door-to-staying-on-as-argentina-coach-the-desire-is-there/.
Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-09-24 14:14:00
