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A ESPN ainda não apresentou uma proposta de longo prazo para renovar o contrato do comentarista Troy Aikman, cujo vínculo atual termina depois do Super Bowl que a emissora transmitirá em fevereiro. A informação é de fontes confirmadas ao OutKick. Aikman, que completa 60 anos em novembro, negocia com a rede, mas as partes seguem distantes de um acordo, segundo as mesmas fontes.
O cenário contrasta com o do parceiro de transmissão. Joe Buck, que divide o booth com Aikman, fechou recentemente uma extensão de seis anos avaliada em US$ 108 milhões com a ESPN. A dupla trabalha junta desde 2002, quando começou a narrar jogos na Fox, e esta temporada marca o 25º ano como equipe de transmissão. Os dois chegaram à ESPN em 2022. O Super Bowl de fevereiro será a sétima transmissão conjunta da dupla no evento — e pode ser a última.
Aikman é amplamente considerado o melhor comentarista de cor do esporte. Antes dele, a ESPN testou analistas como Jason Witten, Booger McFarland, Brian Griese e Louis Riddick, que não se firmaram na função. A hesitação da emissora em oferecer um contrato longo a Aikman não tem explicação pública até o momento.
Um nome apontado como possível alternativa é o de Greg Olsen, cujo contrato com a Fox também termina depois desta temporada. Olsen é considerado um bom analista e seria mais jovem e mais barato, mas não há garantia de que ele teria a mesma química com Buck que Aikman demonstra. Química, observa-se, é difícil de projetar e ainda mais difícil de fabricar.
A menos que Aikman esteja pedindo valores comparáveis aos de Tom Brady — reportadamente US$ 37,5 milhões por ano —, seria difícil classificar a saída dele como outra coisa que não um erro. A ESPN já demonstrou disposição para gastar mais de US$ 100 milhões em talentos que considera de primeira linha, como Buck, Stephen A. Smith e Pat McAfee. Aikman está nesse patamar.
Caso não renove com a ESPN, Aikman deve ter opções no mercado. Os contratos de Kirk Herbstreit com a ESPN e a Amazon também terminam depois desta temporada, o que poderia abrir uma vaga na equipe do Thursday Night Football da Amazon. A CBS aposta em JJ Watt como substituto efetivo de Tony Romo, mas, com o primeiro Super Bowl sob o controle da Paramount Skydance previsto para 2028, o conglomerado pode enxergar Aikman como um upgrade. A Netflix, que segue expandindo seu portfólio de NFL, é outra possibilidade: a chefe de conteúdo Bela Bajaria sinalizou na semana passada interesse em adquirir mais jogos do calendário internacional da liga, e o serviço ainda não tem um booth fixo. O YouTube também é uma incógnita e pode entrar nas negociações de direitos da NFL em 2029.
Análise WeekNews: Aikman é um dos poucos talentos que a ESPN não conseguiria substituir com facilidade. A rede já investiu mais de US$ 100 milhões em nomes que considera de elite, e o comentarista se encaixa nesse grupo. Separar Buck e Aikman significaria abrir mão de uma dupla com 25 anos de trabalho conjunto e sete Super Bowls, em um momento em que a própria emissora se prepara para transmitir seu primeiro Super Bowl. A decisão, portanto, tende a ser mais custosa do que a simples diferença salarial entre um veterano e uma alternativa mais jovem.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/breaking-up-troy-aikman-joe-buck-big-mistake-espn-bobby-burack.
Fonte: Fox News.
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2026-09-24 13:53:00

