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O governo da Bolívia anunciou uma mudança de direção econômica com a abertura do país a investimentos dos Estados Unidos e a reconstrução das reservas do Banco Central. Segundo o próprio governo, ao assumir, a instituição tinha apenas US$ 51 milhões em reservas. Dez meses depois, o valor chegou a perto de US$ 1,2 bilhão, e o objetivo é continuar reconstruindo esse montante.
A Bolívia foi governada por quase duas décadas pelo Movimento ao Socialismo, período que, segundo o atual governo, remodelou a economia, as instituições e a relação do país com os Estados Unidos. A nova administração afirma estar seguindo outra direção: reconstruir a confiança, fortalecer instituições, abrir a economia ao investimento e ampliar o espaço para a iniciativa privada e o empreendedorismo.
O governo reconhece que a inflação segue alta e que a escassez de combustível tem testado a população, mas sustenta que a direção está clara. Durante a campanha, a abordagem foi descrita como “capitalismo para todos”, expressão que, segundo o governo, significa acesso a capital, capacidade de investir, liberdade para abrir negócios e oportunidade de criar empregos e prosperidade. A justificativa apresentada é de que ideologia não coloca comida na mesa; emprego, produção, investimento e crescimento econômico, sim.
A nova orientação econômica também serve de base para uma nova relação com os Estados Unidos. As discussões em Nova York com o secretário de Estado, Marco Rubio, foram citadas como reflexo de uma mudança importante na relação entre os dois países. A Bolívia afirma buscar cooperação com os EUA com base em respeito mútuo, oportunidade econômica, segurança, investimento e interesses compartilhados. O governo também menciona a atenção renovada da administração Trump ao Hemisfério Ocidental, incluindo força econômica, segurança e cooperação entre as nações das Américas, e diz que pretende participar construtivamente dessa conversa.
O país possui gás natural, capacidade agrícola, florestas e minerais estratégicos como lítio, cobre e estanho, considerados cada vez mais importantes para a economia global. O governo afirma, porém, que não quer repetir a história de países que exportaram recursos naturais por décadas e permaneceram pobres. A proposta é não se limitar a retirar minerais do solo e enviá-los ao exterior, mas construir parcerias de longo prazo em torno de emprego, treinamento, tecnologia, infraestrutura, produtividade e valor agregado na Bolívia.
A mensagem a investidores americanos e internacionais é de que o país recebe bem investimento, capital, tecnologia e experiência, e que busca empresas dispostas a construir, produzir, empregar, treinar e crescer ao lado de trabalhadores e empresas bolivianas. O governo afirma que quer ser “aberto ao mundo com dignidade”, o que, segundo sua própria definição, significa que o crescimento econômico deve também servir à população boliviana. Um setor privado mais forte, diz, não significa abandonar a responsabilidade social: o objetivo é criar empregos melhores, instituições mais fortes, melhor educação, mais segurança e mais oportunidade, além de proteger florestas e a Amazônia, respeitar comunidades indígenas e garantir benefícios tangíveis para quem vive no país.
O mesmo princípio é aplicado aos jovens, cujo futuro dependerá, segundo o governo, de encontrar propósito, trabalho e oportunidade em casa. A direção econômica boliviana se resume, portanto, a trabalhar com os Estados Unidos, os vizinhos e o restante do mundo, receber investimento produtivo, incentivar o empreendedorismo, expandir a iniciativa privada e assegurar que a riqueza criada melhore a vida dos bolivianos. O próprio governo admite que nem tudo está resolvido e que o processo está apenas começando, mas afirma que o país não ficará de joelhos e que vai se levantar, avançar e construir de novo.
Análise WeekNews: A divulgação de que as reservas do Banco Central passaram de US$ 51 milhões para perto de US$ 1,2 bilhão em dez meses é o dado mais concreto apresentado pelo governo boliviano para sustentar a mudança de rumo econômico. Ao mesmo tempo, o reconhecimento oficial de que a inflação segue alta e de que há escassez de combustível indica que a recuperação ainda é parcial. A ênfase em parcerias que agreguem valor ao lítio, cobre e estanho, em vez da simples exportação de matéria-prima, sinaliza que a Bolívia tenta vincular a abertura a investimentos externos a uma expectativa de industrialização e emprego local. O alinhamento declarado com Washington ocorre em um momento de maior atenção dos EUA ao Hemisfério Ocidental, o que pode facilitar a cooperação econômica, mas o próprio governo admite que o processo está no início.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/opinion/president-paz-bolivia-rejected-socialism-open-business.
Fonte: Fox News.
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2026-09-26 08:23:00

