
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota nesta segunda-feira (28) na qual nega ter produzido, autorizado ou participado da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral. A manifestação foi uma resposta à acusação do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, de que “gente de dentro da CNBB” teria ajudado a espalhar a informação de que, se eleito, ele retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
“A maior fake news da campanha foi essa sobre Nossa Senhora Aparecida. Nunca existiu movimento para tirar dela o título de padroeira do Brasil”, afirmou o candidato. “O PT já estava havia alguns dias tentando levantar essa fake news. Conseguiu com a ajuda de gente dentro da CNBB”, acrescentou.
Na nota, a entidade informou que “repudia a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar”. A CNBB também declarou que não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura.
A conferência acrescentou que suas manifestações sobre as eleições “decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência”.
Após tomar ciência da nota, Flávio Bolsonaro voltou a se manifestar e agradeceu à CNBB por “confirmar que essa é uma grande fake news que foi potencializada pelo PT”.
Análise WeekNews: A troca de declarações entre o candidato do PL e a CNBB ocorre em um momento de disputa eleitoral e envolve uma acusação que a própria entidade nega. A nota da conferência rejeita o uso de informações falsas e reafirma que não tem vínculo partidário, enquanto o candidato interpreta o texto como confirmação de sua versão. Os dois lados apresentam leituras distintas do mesmo documento, sem que o material permita verificar a origem da informação que deu início à polêmica.
Fonte: Agência Brasil.
