
Encerrada a votação nas seções eleitorais, às 17h deste domingo (4), qualquer eleitor pode acompanhar e conferir a totalização dos votos por meio do Boletim de Urna. O documento é gerado automaticamente por cada urna eletrônica assim que o pleito é finalizado e funciona como instrumento público de fiscalização, segundo explicação do secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Michel Kovacs, válida para todo o país.
O Boletim de Urna é um relatório impresso que traz o total de votos registrados na urna, a quantidade obtida por cada candidato e os totais de votos brancos e nulos. Cada documento também inclui um QR Code. São impressas cinco vias do relatório, que os funcionários dos TREs afixam em local visível e de fácil acesso nas próprias seções eleitorais.
“É um documento público, que fica na porta da seção eleitoral”, descreve Kovacs.
A partir do QR Code, o eleitor pode capturar os dados com o aplicativo Boletim na Mão. Neste ano, a funcionalidade também está disponível no e-Título, aplicativo oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no menu de mais opções. De acordo com o secretário do TRE-RJ, não há limite para a consulta: o eleitor pode capturar o QR Code de quantos boletins quiser.
Com as informações no celular, é possível comparar os dados de cada urna com os números divulgados pelo TSE no site resultados.tse.jus.br. “Ele consegue ser um fiscal da eleição, porque a totalização é a soma de todos esses boletins”, afirma Kovacs.
Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RJ, desde 2008 os resultados são publicados no site do tribunal e nunca foi apontada divergência. “É uma forma muito importante e fácil de auditar a totalização”, conclui.
Análise WeekNews: ao manter o Boletim de Urna afixado na porta de cada seção e permitir a leitura dos dados por QR Code em aplicativos oficiais, a Justiça Eleitoral transfere ao próprio eleitor a possibilidade de conferir, urna por urna, a soma que resulta no resultado final. O procedimento descrito por Kovacs não substitui os mecanismos internos de auditoria, mas amplia o alcance da verificação, já que depende apenas de um celular e do documento público disponível no local de votação.
Fonte: Agência Brasil.
