
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que a votação transcorre sem grandes obstáculos e afastou suspeitas de interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro. Em entrevista coletiva na sede do tribunal, em Brasília, ele disse que nenhum relatório da Polícia Federal (PF), da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ou de qualquer outro órgão trouxe indicativos de que o pleito possa ser alvo de ameaças externas ou do crime organizado.
“Até o momento, não temos um indicativo concreto de interferência internacional”, declarou o ministro, que também avaliou o ritmo da votação. “Estamos a quase três horas do fim da votação e tudo tem funcionado na maior tranquilidade e transparência possível”, afirmou.
Segundo Nunes Marques, o temor da disseminação de deepfakes — vídeos hiper-realistas fabricados por inteligência artificial — não se concretizou, sem ocorrências de repercussão significativa. O presidente do TSE destacou ainda que não há registro de grandes problemas com o sistema eletrônico de votação, embora 1.121 urnas tenham precisado ser substituídas em todo o país, o equivalente a 0,2% dos 499.248 equipamentos empregados. “Não há votação manual no país”, frisou.
Os maiores problemas ocorreram no Paraná, estado atingido por fortes chuvas e ventos na manhã deste domingo, com registro de queda de energia em 140 municípios.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) informou o registro, até as 13h, de 313 crimes eleitorais e quatro crimes comuns. Foram apreendidos R$ 108 mil e quatro armas, além de 13 veículos, e quatro pessoas foram presas. A maior parte das ocorrências foi registrada em Minas Gerais (43), no Rio Grande do Sul (36) e em Sergipe (26). Entre os crimes eleitorais, predominam os casos de propaganda irregular (130) e boca de urna (69).
Análise WeekNews: o balanço apresentado pelo TSE até o fim da tarde combina dois elementos que costumam concentrar a atenção em eleições de grande porte: a estabilidade operacional do sistema eletrônico e a ausência de sinais de ameaças externas. O percentual de urnas substituídas, 0,2% do total, é baixo e não alterou o modo de votação, que seguiu eletrônico em todo o país. Da mesma forma, a inexistência de relatórios apontando interferência internacional ou atuação do crime organizado, segundo o próprio presidente do tribunal, indica que os alertas levantados antes do pleito não se materializaram até o momento. Resta acompanhar se esse quadro se manterá até o encerramento da votação e durante a apuração.
Fonte: Agência Brasil.
