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A fumaça das queimadas no interior do Amazonas voltou a comprometer a rotina escolar de Manaus nesta quarta-feira (14). A prefeitura manteve suspensas as aulas da rede municipal, e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) também suspendeu as atividades presenciais na capital.
Na rede estadual, a Secretaria de Educação do Estado adotou medida diferente: as aulas serão realizadas em tempo corrido, com liberação dos estudantes após a merenda escolar, com o objetivo de reduzir o período de exposição à fumaça.
O problema é causado pela concentração de partículas finas na atmosfera, originadas da fumaça das queimadas. Esse material pode agravar problemas respiratórios, provocar irritação nos olhos e causar dificuldades para respirar, com risco maior para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
Segundo a Defesa Civil Municipal, o monitoramento feito na manhã desta quarta-feira registrou média de 123,9 microgramas de partículas finas por metro cúbico de ar, índice classificado como péssimo.
A concentração de partículas finas na capital e em municípios do interior também é acompanhada pelo aplicativo Selva — Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental, desenvolvido com participação da Universidade do Estado do Amazonas. As medições podem variar conforme a localização dos sensores e o horário da consulta.
Diante do cenário, a orientação é evitar a exposição prolongada à fumaça, manter a hidratação e reduzir as atividades físicas ao ar livre.
Análise WeekNews: a suspensão das aulas e a adoção de horários reduzidos na rede estadual indicam que a qualidade do ar em Manaus segue em patamar que exige adaptação imediata da rotina de milhares de estudantes. O índice de 123,9 microgramas por metro cúbico, classificado como péssimo pela Defesa Civil Municipal, reforça que a fumaça das queimadas deixou de ser um episódio isolado e passou a interferir diretamente em serviços públicos essenciais, como a educação.
Fonte: Agência Brasil.
