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Uma pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi identificou seis novas espécies de moscas na Amazônia brasileira. O estudo foi realizado em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e partiu da análise de três coleções de insetos brasileiras, mantidas por períodos que variam de dez a 36 anos.
O material examinado pertence ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), à Universidade Federal do Paraná (UFPR) e ao próprio Museu Paraense Emílio Goeldi. Segundo Caroline de Souza, uma das autoras da pesquisa, a descoberta amplia o conhecimento sobre um grupo de moscas bastante diverso, sobretudo na Amazônia.
“Quando a gente descreve uma espécie nova, damos a ela um nome, apresentamos suas características e fornecemos informações que permitem que outros pesquisadores possam reconhecê-la. E isso cria uma base para estudos futuros sobre ecologia, sobre distribuição e sobre importância ambiental”, afirmou a pesquisadora.
Caroline de Souza destacou ainda que essas moscas participam da decomposição de matéria orgânica animal. Por esse motivo, algumas espécies da família têm interesse para a entomologia forense, área que auxilia, inclusive, na resolução de crimes violentos.
Além das seis novas espécies, o estudo reuniu informações sobre a distribuição geográfica de outras seis espécies de moscas. De acordo com a autora, duas foram registradas pela primeira vez no Brasil, três foram encontradas pela primeira vez na Amazônia brasileira e uma teve sua distribuição ampliada no território amazônico para o estado do Acre.
“Essas informações ajudam a gente a preencher lacunas no mapa de distribuição, mas também ajudam a orientar novas pesquisas e contribuir para estudos de biogeografia e conservação”, disse Caroline de Souza.
A pesquisa ressalta a relevância das coleções científicas para o conhecimento da biodiversidade e o papel das moscas no equilíbrio dos ecossistemas, atuando como polinizadoras, como parte da cadeia alimentar e como predadoras.
Análise WeekNews: O estudo reforça o valor das coleções científicas mantidas por décadas em instituições brasileiras, que servem de base para a identificação de espécies e para o mapeamento da distribuição de insetos na Amazônia. Ao registrar novas ocorrências no Brasil e ampliar a área conhecida de determinadas espécies, a pesquisa contribui para reduzir lacunas de informação sobre a biodiversidade regional e oferece subsídios para estudos futuros de biogeografia e conservação.
Fonte: Agência Brasil.
