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A vazão das Cataratas do Iguaçu, no Paraná, atingiu 13,6 milhões de litros de água por segundo nesta quinta-feira (15), segundo medição divulgada pela concessionária Urbia+Cataratas. O volume representa uma leve queda em relação à quarta-feira (14), quando o rio registrou quase 16 milhões de litros por segundo, mas permanece mais de dez vezes acima da média histórica, de 1,5 milhão de litros por segundo.
O aumento do volume é consequência das fortes chuvas que atingem a região desde o fim de semana. Na segunda-feira (12), o rio já havia alcançado 11,8 milhões de litros por segundo, o maior volume registrado no ano até então.
Por segurança, a passarela que leva os visitantes para perto das quedas está fechada desde o domingo (11). As grades da estrutura foram retiradas para que a água passe livremente. Trilhas sujeitas a alagamento nas margens dos rios Iguaçu e São João também foram interditadas.
O Parque Nacional do Iguaçu, no entanto, segue aberto. A Trilha das Cataratas, principal percurso da unidade, e os mirantes continuam permitindo que os visitantes vejam de perto a força das quedas. Os serviços de recepção e alimentação funcionam normalmente.
A concessionária Urbia+Cataratas monitora o nível do rio a cada hora. O protocolo de segurança determina o fechamento da passarela quando o volume ultrapassa 8,5 milhões de litros por segundo e continua em alta. Entre 9 e 12 milhões de litros por segundo, também em elevação, as grades são retiradas. A reabertura depende da queda da vazão, de avaliação técnica e da autorização de um engenheiro especializado.
Apesar da cheia, o fluxo atual está distante do recorde histórico de mais de 47 milhões de litros por segundo, registrado em 2014. O parque é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e é reconhecido como Patrimônio Mundial Natural pela Unesco.
Análise WeekNews: A vazão atual, embora muito acima da média, está concentrada em um período de chuvas intensas e já apresenta recuo em relação ao pico da quarta-feira. O fechamento da passarela e a retirada das grades seguem um protocolo técnico definido pela concessionária, o que indica que a operação do parque prioriza a segurança dos visitantes sem interromper totalmente a visitação. O recorde de 2014, mais de três vezes superior ao volume desta quinta, mostra que o sistema já enfrentou condições mais extremas e que os procedimentos adotados agora fazem parte de uma rotina de monitoramento estabelecida.
Fonte: Agência Brasil.
