
O dólar encerrou esta quinta-feira (15) cotado a R$ 5,087, alta de 1,15%, no maior valor de fechamento desde 2 de outubro, quando havia terminado em R$ 5,216. A moeda americana ganhou força ao longo do pregão e renovou máximas na reta final, chegando a R$ 5,098. Apesar das três altas consecutivas, o dólar ainda acumula queda de 1,70% em outubro e de 7,33% no ano.
O movimento no Brasil contrariou o comportamento da moeda no exterior. Por volta das 17h, o índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis divisas fortes, recuava 0,53%, aos 102,015 pontos.
Segundo a Agência Brasil, a cautela dos investidores estava ligada ao cenário eleitoral, à divulgação de uma nova pesquisa e ao noticiário sobre possíveis medidas econômicas do governo. Entre elas, a notícia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia anunciar tarifa zero no transporte público aos fins de semana e feriados.
A Bolsa brasileira seguiu direção oposta. O Ibovespa passou boa parte da tarde na faixa dos 205 mil pontos, mas intensificou as perdas na última hora de negociação e chegou a se aproximar da mínima do dia, de 203.110,43 pontos. Encerrou em queda de 1,06%, aos 204.324,26 pontos.
No acumulado, o índice recua 2,27% na semana, mas mantém alta de 9,65% no mês. O desempenho desta quinta foi marcado, conforme a Agência Brasil, pela cautela diante do cenário eleitoral e de notícias sobre medidas econômicas com impacto fiscal nos próximos anos.
No mercado internacional do petróleo, os resultados foram distintos: o Brent caiu 0,13%, a US$ 105,92 por barril, enquanto o WTI avançou 3,03%, a US$ 97,97 por barril.
Análise WeekNews: o dia combinou dois movimentos que costumam caminhar juntos em períodos de incerteza: alta do dólar e queda da Bolsa. O fato de o dólar ter subido no Brasil enquanto recuava ante outras moedas fortes sugere que o fator local — o noticiário eleitoral e as discussões sobre medidas com efeito fiscal — teve peso maior do que o cenário externo na formação da cotação. A queda semanal do Ibovespa, mesmo com o índice ainda em alta no mês, indica que parte do otimismo acumulado em outubro foi revertida nos últimos dias, sem apagar o ganho do período.
Fonte: Agência Brasil.
