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James Braid encerrou nesta terça-feira sua passagem como diretor do Escritório de Assuntos Legislativos da Casa Branca, após dois anos à frente da articulação da agenda do presidente Donald Trump no Congresso. A saída ocorre depois de uma série de vitórias legislativas republicanas, entre elas a aprovação do pacote de impostos e políticas que ficou conhecido como a lei “Grande e Bela”.
Com 1,98 metro de altura, Braid é descrito como uma figura pouco conhecida do público em geral, mas difícil de passar despercebida em Washington. Nos bastidores, atuou diretamente na condução de pautas prioritárias do governo, da reversão de políticas herdadas da gestão de Joe Biden à aprovação do principal projeto tributário de Trump.
Em entrevista, Braid resumiu o ofício de articulador legislativo como um exercício de “otimismo cauteloso diante de todas as adversidades”. Ele reconheceu que o trabalho de intermediar a relação entre Trump e o Congresso não é simples, especialmente quando o presidente costuma cobrar publicamente parlamentares que se opõem à sua agenda. Como exemplo, citou o episódio em que Trump divulgou o número de telefone pessoal do senador Tom Cotton, do Arkansas, por causa da resistência do republicano a um projeto sobre o horário de verão.
Ainda assim, Braid afirmou que a habilidade de Trump com as pessoas faz com que esses atritos sejam superados, elogiando a capacidade do presidente de “ter uma conversa difícil um dia e jogar uma rodada de golfe no dia seguinte”. Segundo ele, um único post crítico na rede social Truth não define uma relação política.
O articulador também comentou que algumas relações com o presidente nunca pareceram se recuperar, como no caso do senador Mitch McConnell, do Kentucky, que mantém afastamento de Trump. Braid disse que a chave para trabalhar com os parlamentares era ser sempre direto sobre o que a Casa Branca queria, o que, segundo ele, permitiu ao governo atuar como “intermediário honesto” e entregar resultados a diferentes membros do Congresso.
Um alto funcionário do governo familiarizado com o trabalho de Braid afirmou que “ninguém fala pelo presidente Trump, exceto o próprio presidente Trump”, e que o mandatário costuma acompanhar de perto cada momento decisivo da tramitação de suas pautas. Braid confirmou que Trump quer saber como os parlamentares votam após cada votação importante e tem consciência de que os republicanos no Congresso votam majoritariamente com ele.
O diretor admitiu que enfrentou cenários difíceis nos últimos dois anos, sobretudo na negociação do pacote tributário e de políticas apelidado de “Grande e Bela”. Ele lembrou de um dia em que, ao olhar para a televisão, todas as manchetes diziam algo como “megaprojeto republicano em apuros”. Em outro episódio, relatou uma reunião no Sterling Golf Club, na Virgínia, com Trump, o diretor do Escritório de Gestão e Orçamento, Russell Vought, e o então vice-chefe de gabinete James Blair, além dos senadores Rand Paul (Kentucky), Ron Johnson (Wisconsin) e Rick Scott (Flórida), todos resistentes ao texto. Segundo Braid, o grupo passou cerca de duas horas discutindo a estratégia geral de financiamento do governo, enquanto montanhas de comida permaneciam intocadas na mesa.
O projeto acabou aprovado na Câmara e no Senado. Braid creditou o resultado ao comprometimento de autoridades do governo e das lideranças do Congresso, dizendo que o esforço conjunto “basicamente fez a lei existir”. Ao mencionar seu melhor dia no cargo, citou 4 de julho na Casa Branca, ao lado do filho e do presidente da Câmara, quando viu Trump sancionar “a peça mais significativa de legislação doméstica republicana”.
Líderes do Congresso elogiaram o trabalho de Braid. O líder da maioria na Câmara, Tom Emmer, disse que ele é “um profissional completo e um dos maiores aliados dos republicanos da Câmara”, destacando que ele se dedicou a conhecer os membros e a dominar a dinâmica da bancada. O líder da maioria no Senado, John Thune, chamou Braid de “parceiro extraordinário” e agradeceu por seu serviço ao país. Vought o descreveu como “um leão do presidente na entrega de sua agenda no Capitólio”.
O vice-presidente JD Vance, que contratou Braid como diretor legislativo antes de ambos chegarem à Casa Branca, afirmou que ele é “incrivelmente brilhante, eficaz e um trabalhador sem comparação”. Segundo Vance, Braid esteve ao seu lado desde o início de seu mandato no Senado e levou seu talento ao segundo mandato presidencial, participando de todos os esforços de política pública desde então.
Com a saída, a expectativa de um alto funcionário do governo é que Braid busque trabalho fora do governo após anos de atuação intensa no Capitólio e na Casa Branca. Ele disse que ainda é difícil pensar em deixar o cargo, mas que pretende tirar um tempo para definir os próximos passos. Katie Bailey, sua ex-vice-diretora no Escritório de Assuntos Legislativos, assume a função.
Braid resumiu seu conselho à sucessora em dois pontos: ser implacável no foco e ignorar distrações para levar o assunto do dia até a mesa do presidente; e lembrar que, por mais grave que a situação pareça, geralmente é possível superar os obstáculos e manter o otimismo.
Análise WeekNews: A saída de Braid encerra um ciclo de dois anos marcado por vitórias legislativas relevantes para o governo Trump, incluindo a aprovação do pacote tributário e de políticas conhecido como “Grande e Bela”. A substituição por sua vice, Katie Bailey, indica continuidade na estrutura do Escritório de Assuntos Legislativos, mas ocorre em um momento em que a relação entre a Casa Branca e o Congresso segue sendo um fator central para a agenda presidencial.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/politics/trumps-capitol-hill-whisperer-reveals-secrets-presidents-deal-making-he-heads-exit.
Fonte: Fox News.
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2026-10-16 09:02:00
