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A Bienal Internacional de Curitiba retomou o formato presencial após um hiato desde 2019, quando passou a ser realizada de forma virtual. Em cartaz desde 14 de junho, a mostra reúne mais de 300 artistas de 38 países e ocupa o Museu Oscar Niemeyer e outros espaços culturais da capital paranaense, como o Museu da Fotografia e o Museu Paranaense. A visitação segue até 15 de novembro, com ingressos a partir de R$ 18.
Considerado um dos principais eventos de arte contemporânea da América Latina, o encontro também circula por mais de 30 cidades do Paraná, ampliando o alcance das obras para além da capital. A programação inclui pinturas, instalações, performances, videoarte, fotografia, arte sonora, experiências em realidade aumentada e trabalhos com inteligência artificial.
A curadora Tereza de Arruda afirma que a retomada presencial atende a uma demanda do público. “Havia um hiato desde 2019 de uma bienal presencial. E neste meio tempo muitas coisas evoluíram, se transformaram, mas há ainda uma sede muito grande também de uma vivência in loco física das exposições”, disse. Segundo ela, há dias em que a bienal recebe 4.000 visitantes.
O tema desta edição é “Limiares”, que propõe reflexões sobre as transformações do mundo contemporâneo e os limites cada vez mais fluidos entre o humano e o tecnológico. “‘Limiares’ em si refere-se a um território de passagem, a incertezas e possibilidades onde a arte pode atuar como uma mediadora entre saberes, linguagens e temporalidades”, explicou a curadora. De acordo com ela, as obras exploram relações entre arte, ciência, tecnologia e ecologia.
O principal núcleo da mostra é o Museu Oscar Niemeyer, que abriga as salas expositivas e também estruturas externas, como “O Olho”, apoiado em torres e conectado ao prédio. Para esse espaço, foi convidada a artista Chiharu Shiota. A participação dela incluiu uma colaboração construída por chamado público, na qual pessoas puderam enviar cartas descrevendo a si mesmas. Segundo Tereza de Arruda, a artista entende que essas conexões abstratas têm a representatividade de uma rede.
Além dos espaços culturais, a bienal leva videoarte a TVs do sistema integrado de transporte da capital e promove ações em realidade aumentada em terminais e estações.
Análise WeekNews: A volta ao formato presencial depois de um período de edições virtuais, somada à circulação por mais de 30 cidades paranaenses e à presença de obras em terminais de transporte, amplia o alcance da mostra para além do público que frequenta museus. O tema “Limiares” e a inclusão de trabalhos com inteligência artificial e realidade aumentada indicam uma edição alinhada às discussões sobre a relação entre arte e tecnologia, sem que isso represente, por si só, uma mudança no perfil histórico do evento.
Fonte: Agência Brasil.
