
A Refinaria Duque de Caxias (Reduc) obteve, na primeira quinzena de outubro, a recertificação internacional do combustível sustentável de aviação (SAF) que produz, com avanços que reduziram de forma significativa a intensidade de carbono do produto. A auditoria de aviação que confirmou a evolução reconheceu melhorias na gestão das fontes de hidrogênio usadas na produção, tornando a operação da refinaria mais alinhada à metodologia internacional de certificação.
Segundo a Petrobras, a intensidade de carbono do hidrogênio empregado na produção caiu 29%. O ganho se refletiu diretamente no desempenho ambiental do SAF produzido a partir do óleo de milho, que apresentou redução de 23,8% na intensidade de carbono. De acordo com a estatal, o resultado posiciona o combustível da Reduc entre os SAF com menor intensidade de carbono disponíveis no mercado.
Para o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França, a conquista mostra que a redução das emissões associadas ao SAF não depende apenas do uso de matérias-primas certificadas. “A conquista da Reduc demonstra que a redução das emissões associadas ao SAF não depende apenas do uso de matérias-primas certificadas, mas também da busca contínua por soluções de processo capazes de diminuir a pegada de carbono dos insumos utilizados na produção”, afirma.
O diretor acrescenta que, ao aprimorar processos e fortalecer a governança em sustentabilidade, a companhia avança na construção de alternativas para atender a futuras exigências regulatórias e ampliar sua participação nos mercados de combustíveis renováveis e de baixo carbono. A recertificação também reforça, conforme a Petrobras, os padrões globais de sustentabilidade, rastreabilidade e governança do produto.
Análise WeekNews: a redução de 23,8% na intensidade de carbono do SAF obtida pela Reduc foi medida a partir de mudanças no processo produtivo, e não apenas da matéria-prima. O movimento indica que ganhos ambientais em combustíveis renováveis podem vir também do controle sobre insumos intermediários, como o hidrogênio, cuja intensidade de carbono caiu 29% na operação certificada.
Fonte: Agência Brasil.
