
NME.
Macklemore realizou na noite de segunda-feira (26) o primeiro de três shows gratuitos em apoio à causa palestina, na 3Arena, em Dublin, na Irlanda. A apresentação teve participações de Hozier, Kneecap, Beoga, DJ Habibeats, M1, do Dead Prez, e Lina Makoul. As três datas estão esgotadas e o público é incentivado a doar para organizações humanitárias que atuam com assistência médica, educação e defesa dos direitos dos palestinos, entre elas Medical Aid for Palestinians, Palestine Children’s Relief Fund, UNRWA USA, Anera e Jewish Voice for Peace.
Os shows foram anunciados após Macklemore ser retirado da “Loop Tour”, de Ed Sheeran, no mês passado, depois de declarar “Free Palestine” no palco. O rapper afirmou que a saída ocorreu cerca de seis semanas antes da apresentação em Dublin. Beoga, que também integrava a turnê de Sheeran, deixou o projeto em apoio ao rapper.
Antes de cantar, já vestindo a camisa do Kneecap, Macklemore disse que bastaram “duas palavras” para provocar a reação. Segundo ele, trata-se de um chamado “enraizado no amor e na libertação”, que não é dirigido contra ninguém nem é uma convocação ao ódio, mas ao reconhecimento da humanidade compartilhada. O rapper também mencionou imagens de pais retirando crianças dos escombros e de famílias destruídas, e afirmou que as palavras se tornaram mais controversas do que o sofrimento que as tornou necessárias.
A participação de Hozier foi precedida por uma fala sobre a escolha da Irlanda para abrir a série. O músico disse que o país tem “uma história maravilhosa de solidariedade global” em questões de emancipação e justiça, além de um histórico antirracista. Ele apresentou sucessos como “Take Me To Church” e “Too Sweet”.
O Kneecap subiu ao palco após a exibição de um vídeo que reunia registros de diferentes momentos históricos de mobilização contra injustiças, incluindo imagens de Martin Luther King Jr. e do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, além de cenas gravadas na Irlanda.
O evento também teve discursos da ativista Nadia Greenspan, do artista Samir Eskanda e do ator Liam Cunningham, de “Game of Thrones”. Julian Casablancas, do The Strokes, Mark Ruffalo, Natasha Rothwell e Cynthia Nixon participaram remotamente em apoio ao show. No set principal, Macklemore apresentou dez músicas, entre elas os hits “Thrift Shop” e “Can’t Hold Us”.
A série de apresentações começou após a passagem do rapper pelo Red Rocks Amphitheatre, no Colorado, em 22 de outubro, quando fez seu primeiro show desde a saída da turnê de Sheeran. Na ocasião, defendeu que ter empatia diante do sofrimento alheio “não é político” e citou também Sudão, Congo, Líbano, Haiti e pessoas afetadas pelo ICE nos Estados Unidos. Após deixar a “Loop Tour”, Macklemore prometeu doar integralmente o US$ 1 milhão que receberia pela turnê a seis organizações de apoio aos palestinos.
As próximas datas dos shows pró-Palestina estão marcadas para quinta-feira (29), na Accor Arena, em Paris, e sexta-feira (30), na OVO Arena Wembley, em Londres.
Análise WeekNews: A série de três shows gratuitos e esgotados, com doações direcionadas a entidades humanitárias, transforma em estrutura própria a declaração que custou a Macklemore o posto na turnê de Ed Sheeran. A adesão de nomes como Hozier e Kneecap, além da saída de Beoga em solidariedade, indica que o episódio ampliou a reverberação pública do tema entre artistas, sem que o material permita afirmar qualquer articulação coletiva mais ampla.
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Fonte: NME.
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2026-10-27 07:22:00
