
O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil cresceu ao longo de setembro e outubro, incluindo os quadros graves de infecção por covid-19. O dado é do último Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado neste sábado (7).
Segundo o levantamento, há sinais de aumento de casos graves de covid-19 em pelo menos cinco unidades da Federação: Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. O documento ressalva, porém, que nas quatro últimas dessas unidades a incidência de SRAG por covid-19 permanece em níveis muito baixos.
O boletim também identifica três estados com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Roraima, Sergipe e Santa Catarina. Entre as capitais, duas registram atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco com crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju e João Pessoa.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, entre os casos positivos de SRAG, a proporção de resultados positivos foi de 4,2% para influenza A, 4,7% para influenza B, 10,1% para vírus sincicial respiratório, 50,1% para rinovírus e 8,5% para covid-19. Considerando os óbitos entre os casos positivos no mesmo período, os percentuais foram de 1,3% para influenza A, 12,7% para influenza B, 3,8% para vírus sincicial respiratório, 43% para rinovírus e 24,1% para covid-19.
Ao longo de 2026, foram notificados 171.369 casos de SRAG. Desse total, 91.420 (53,3%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 62.823 (36,7%) deram negativo e ao menos 7.457 (4,4%) aguardavam resultado laboratorial.
O InfoGripe aponta que a incidência e a mortalidade semanais médias das últimas oito semanas epidemiológicas mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A incidência de SRAG é mais elevada em crianças de até 2 anos, enquanto a mortalidade afeta proporcionalmente mais a população com 65 anos ou mais.
Fonte: Agência Brasil.
