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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira que solicitará à Suprema Corte do país que reconsidere a decisão que manteve a cidadania por nascimento para filhos de imigrantes ilegais e de estrangeiros em situação temporária no território americano. Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump classificou a decisão como “absolutamente insana” e afirmou que já observa exemplos de exploração do entendimento judicial.
Segundo Trump, cartazes e outdoors estão sendo espalhados por toda a fronteira sul dos EUA e no México, anunciando a obtenção de cidadania por nascimento com “partos a partir de 4 mil dólares”. O presidente disse que placas semelhantes também estão surgindo em diversas regiões do país. “Bilhões de dólares serão ganhos ilegalmente com esse golpe, com a cidadania indo para qualquer um disposto a pagar”, escreveu.
O chefe do Executivo americano prometeu pedir uma nova audiência imediatamente, argumentando que a decisão representa uma “injustiça” que destruirá os Estados Unidos se não for alterada. A corte permite que a parte perdedora apresente uma petição de reexame em até 25 dias após a publicação do julgamento, mas a maioria dos ministros precisaria concordar com a reapreciação.
A decisão, tomada por 6 votos a 3 no último dia de sessão da Suprema Corte, foi redigida pelo presidente do tribunal, John Roberts. Ele afirmou que todas as crianças nascidas em solo americano, mesmo de pais que estejam no país ilegalmente ou temporariamente, são cidadãs desde o nascimento, com base na 14ª Emenda da Constituição.
O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, também criticou duramente o entendimento da corte. Mullin afirmou que a decisão, à qual Trump se opõe, está “totalmente errada” e destacou os riscos à segurança nacional representados pelo chamado “turismo de parto”, principalmente vindo da China. Ele explicou que estrangeiros exploram o sistema para obter cidadania, comprometendo a segurança dos EUA.
Desde o anúncio do julgamento, conservadores buscam maneiras de reverter a cidadania por nascimento. Alguns defendem que uma emenda constitucional pode ser necessária. Outros apontam para argumentos de ministros como Bret Kavanaugh, que votou com a maioria, mas não afirmou categoricamente que a Constituição consagra o direito. Em sua opinião concordante, Kavanaugh sustentou que o erro de Trump foi impor limites por meio de ordem executiva, mas que essas restrições poderiam ser impostas por uma lei do Congresso.
O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, afirmou que os republicanos estão estudando uma iniciativa legislativa nesse sentido, mas não houve avanços públicos desde a decisão. Enquanto isso, o governador do Texas, Greg Abbott, determinou a abertura de uma investigação após um hospital do estado anunciar “pacotes de parto” no México, com a mensagem de que “a cidadania não está à venda”.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/politics/trump-ask-supreme-court-rehear-birthright-citizenship-case-insane-decision.
Fonte: Fox News.
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2026-07-09 08:50:00

