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A investigação sobre os restos mortais que poderiam pertencer ao lendário mosqueteiro francês Charles de Batz de Castelmore d’Artagnan sofreu um novo e significativo revés, anunciou o município de Maastricht, nos Países Baixos, em 2 de julho. O problema, segundo as autoridades locais, está relacionado a falhas no trabalho arqueológico realizado antes da escavação oficial, iniciada em 13 de março.
Os ossos foram encontrados em fevereiro próximo ao altar da Igreja de São Pedro e São Paulo, em Maastricht. D’Artagnan, o quarto mosqueteiro imortalizado por Alexandre Dumas em “Os Três Mosqueteiros”, morreu durante um cerco perto da cidade em 25 de junho de 1673. Documentos da época indicam que ele foi enterrado em solo consagrado nas proximidades, o que tornava a descoberta no altar especialmente promissora.
No entanto, o município de Maastricht informou que “o trabalho de escavação realizado antes de 13 de março não foi documentado de acordo com os procedimentos arqueológicos padrão”. Como consequência, “uma quantidade significativa de informações arqueológicas foi irreversivelmente perdida”.
Quando os arqueólogos iniciaram a escavação oficial, apenas cerca de 50% do esqueleto permanecia em sua posição original, e aproximadamente um terço do crânio estava faltando. A situação é descrita como “altamente complexa” porque, durante o trabalho inicial, vários ossos foram coletados sem qualquer documentação.
O arqueólogo aposentado que liderou a escavação inicial antes de 13 de março, Wim Dijkman, foi preso em maio após se recusar a entregar os ossos às autoridades, segundo o NL Times. Em março, Dijkman havia dito à Reuters que o trabalho arqueológico se tornara “uma investigação de alto nível” e que queriam “ter absoluta certeza — ou o máximo de certeza possível — se é o famoso mosqueteiro que foi morto aqui perto de Maastricht”.
Neste estágio, as autoridades afirmam que não está claro se o esqueleto pertence ou não a d’Artagnan. Uma análise de isótopos revelou que de 27% a 30% da dieta do homem consistia em peixe, um achado que os pesquisadores consideram inconsistente com o que se sabe sobre o estilo de vida e a provável alimentação de d’Artagnan.
“Embora o peixe marinho fosse vendido nos mercados de Paris e Lille no século 17, e o peixe salgado também fosse consumido no interior, ainda não está claro se os mosqueteiros teriam recebido esse tipo de alimento com frequência”, diz o comunicado do município. “Isso levanta a questão se tal dieta era comum entre os mosqueteiros católicos da França no século 17.”
Os responsáveis pela pesquisa ressaltam, no entanto, que o estudo não descarta a possibilidade de o esqueleto pertencer a d’Artagnan. “Com base nos dados atuais, isso torna a identificação como d’Artagnan menos provável, embora não possa ser descartada”, acrescenta a nota.
A Fox News Digital entrou em contato com Dijkman para comentar o assunto, mas não houve resposta até o momento.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/travel/real-life-three-musketeers-mystery-deepens-after-excavation-blunder-destroys-key-evidence.
Fonte: Fox News.
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2026-07-09 09:00:00
