Setor de serviços recua 0,4% em maio pressionado por queda nos transportes




Setor de serviços recua 0,4% em maio pressionado por queda nos transportes
Fonte da imagem: Agência Brasil


O setor de serviços, que engloba atividades como turismo, restaurantes, salões de beleza, internet e tecnologia da informação, registrou uma retração de 0,4% em maio na comparação com abril, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços divulgada nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetava variação entre -0,3% e 0,6%, com mediana de 0,0%, conforme a Secretaria da Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.

A queda foi puxada principalmente pelo desempenho negativo do setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que recuou 1% no período. Esse segmento tem peso significativo na pesquisa, correspondendo a 33,67% do total, o que explica sua influência no resultado geral. Dentro do grupo, o volume de transporte de passageiros caiu 1,3% em maio ante abril, enquanto o transporte de cargas teve variação negativa de 0,2%.

O analista da pesquisa, Rodrigo Lobo, atribuiu a retração à “menor receita das empresas de transporte aéreo de passageiros, transporte rodoviário de carga e de logística”. Apesar do recuo mensal, na comparação com maio de 2025, o setor de serviços como um todo cresceu 0,4%. No acumulado de janeiro a maio, o avanço foi de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No acumulado dos últimos 12 meses, a alta é de 2,6%, o que representa uma desaceleração em relação ao ritmo de 2,9% registrado em abril. Com os resultados de maio, o setor de serviços encontra-se 19,6% acima do nível pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 0,5% abaixo do maior nível histórico, alcançado em outubro de 2025. A série histórica da pesquisa tem início em janeiro de 2011.

Dos cinco grupos de atividades pesquisados, dois apresentaram queda na passagem de abril para maio. Além dos transportes, o grupo de outros serviços recuou 1,9%. Por outro lado, os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 2%; os serviços prestados às famílias avançaram 0,2%; e os serviços de informação e comunicação ficaram estáveis (0%).

Rodrigo Lobo destacou que os serviços prestados às famílias alcançaram o maior patamar desde dezembro de 2014, impulsionados por variáveis econômicas favoráveis, “como desemprego baixo, massa de rendimentos elevada e nível de preços controlado”.

A Pesquisa Mensal de Serviços também traz o Índice de Atividades Turísticas (Iatur), que recuou 0,4% em maio na comparação com abril. No acumulado de 12 meses, no entanto, o indicador mostra expansão de 1,7%. As atividades turísticas estão 10,8% acima do nível pré-pandemia, mas 2,5% abaixo do pico histórico registrado em dezembro de 2024. O Iatur reúne 22 das 166 atividades investigadas na pesquisa, incluindo hotéis, agências de viagens, bufê e transporte aéreo de passageiros.

O levantamento do IBGE divulga informações de 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.

Fonte: Agência Brasil.

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