
NME.
O Madison Square Garden (MSG) entrou com uma ação judicial contra a revista WIRED, acusando a publicação de difamação por uma reportagem que afirmava que a arena mantinha um banco de dados interno de celebridades e VIPs com informações sobre orientação sexual, identidade racial e níveis de “risco”. A matéria, publicada no início de julho de 2026 com o título “Madison Square Garden Kept a List of Gay Celebrities”, gerou forte reação da administração do MSG, que negou veementemente as alegações e anunciou que buscaria reparação na Justiça.
A ação foi protocolada na quinta-feira, 16 de julho, em um tribunal de primeira instância de Nova York, e tem como alvo a WIRED, sua controladora, os jornalistas Noah Shachtman e Maddy Varner, e a editora Katie Drummond. No documento, o MSG alega que a reportagem é difamatória e que interferiu em contratos e obrigações da empresa. A arena afirma que a WIRED publicou a matéria “com conhecimento de sua falsidade ou com desprezo imprudente pela verdade”.
De acordo com a queixa, a WIRED teria mentido ao fazer os leitores acreditarem que o MSG monitorava celebridades gays com o objetivo de excluí-las de eventos. O MSG classifica essa conclusão como uma “falsa implicação” e afirma que é o oposto da verdade. A empresa reconhece que mantém informações sobre a orientação sexual de algumas celebridades, mas sustenta que isso é feito exclusivamente para “promover a inclusão” e convidar membros da comunidade LGBTQIA para eventos, oportunidades de patrocínio e ações de engajamento comunitário.
Em sua defesa, o MSG compara esses dados a informações como datas de aniversário e times esportivos favoritos, e garante que nunca foram usados para discriminar. A ação descreve a reportagem como “conduta eticamente chocante” e afirma que a “implicação de que o MSG mantém um banco de dados com campo de orientação sexual para fins excludentes, discriminatórios, de segurança ou de risco é uma mentira”. O documento acrescenta que “os réus sabiam que não havia uma ‘lista’ nefasta de celebridades gays”.
O MSG também destaca seu histórico de apoio a causas e organizações LGBTQIA, e pede um julgamento com júri, além de indenização por danos. A arena alega que a WIRED já havia publicado anteriormente matérias sensacionalistas em detrimento dos fatos, e que esta deveria ser a última vez que isso ocorre.
A WIRED, por sua vez, reagiu imediatamente à ação. Em uma declaração publicada no X (antigo Twitter), a revista afirmou: “Apoiamos esta reportagem e planejamos defendê-la vigorosamente contra este processo infundado e ridículo”. A publicação ainda disse que continuará cobrindo o MSG e o uso de tecnologia pelo bilionário James Dolan em seu império de entretenimento, classificando essa cobertura como parte de sua missão de “responsabilizar o poder”.
O caso reacende o debate sobre os limites da reportagem investigativa e a responsabilidade de veículos de imprensa ao tratar de informações sensíveis. Enquanto a WIRED defende a veracidade de sua apuração, o MSG insiste que a matéria causou danos à sua reputação e que a publicação agiu com má-fé. A Justiça de Nova York deverá agora analisar as alegações de ambas as partes, em um processo que promete atrair atenção da mídia e do público.
Fonte: NME.
NME.
2026-07-17 05:39:00
