
World Soccer Talk.
Espanha e Argentina decidem quem será campeão da Copa do Mundo de 2026 em uma partida que coloca frente a frente dois sistemas táticos semelhantes. O New York New Jersey Stadium se prepara para sediar a final no dia 19 de julho, onde a Argentina tentará defender o título e conquistar a quarta estrela, enquanto a Espanha busca o segundo título de sua história em solo norte-americano.
O confronto promete ser atraente entre duas das melhores seleções do torneio, ambas construídas em torno de uma estratégia similar: assumir o controle da bola para dominar a posse, embora cada uma chegue ao mesmo resultado de maneira diferente.
Luis de la Fuente conta com Rodri comandando o meio-campo espanhol ao lado de Fabian Ruiz, enquanto mais à frente, Dani Olmo, Alex Baena e Lamine Yamal ajudam tanto na construção do ataque quanto no trabalho defensivo. Essa abordagem tem servido bem à Espanha até agora, gerando controle total das partidas. Com uma média de 58% de posse de bola (segundo dados oficiais da Fifa), a seleção espanhola lidera o ranking de posse do torneio, empatada com a Turquia.
A configuração tática também funciona como uma muralha defensiva e, combinada com uma linha de defesa sólida, ajudou a Espanha a sofrer apenas um gol em todo o torneio, na vitória por 2 a 1 sobre a Bélgica nas quartas de final. Essa estatística dá à Espanha a chance de fazer história: se levantar o título e manter o zero no placar contra a Argentina, se tornaria a primeira equipe na história das Copas a vencer o torneio tendo sofrido apenas um gol em toda a competição.
Do outro lado, a Argentina enfrenta uma seleção construída sobre a mesma ideia: controlar a bola e dominar o jogo através do meio-campo, algo que mostraram ao longo do torneio com uma média de 55% de posse, ocupando a sexta posição no ranking de posse. Em sua formação, Lionel Scaloni escala Leandro Paredes como volante central, cercado por Alexis Mac Allister, Enzo Fernandez e Rodrigo De Paul, que se conectam pelo meio mas também podem abrir pelas pontas, dando à Argentina outra opção para manter a posse nos flancos.
Essa identidade tática os levou até a partida mais importante do torneio, mas com uma grande diferença em relação à Espanha. Enquanto compensou no ataque — a Argentina marcou mais gols do que qualquer outra equipe no torneio (19) —, defensivamente a história foi diferente, com sete gols sofridos, ocupando a 17ª posição em gols sofridos. Mesmo assim, os argentinos compensaram essas deficiências defensivas através do ataque, embora não tenha sido fácil — tiveram que suar para conquistar as vitórias que os levaram ao estádio para a final de domingo. Precisaram de duas prorrogações — na vitória por 3 a 2 sobre Cabo Verde nas oitavas de final e no triunfo por 3 a 1 sobre a Suíça nas quartas — para avançar, enquanto na vitória por 3 a 2 sobre o Egito nas oitavas e no triunfo por 2 a 1 sobre a Inglaterra na semifinal, tiveram que produzir viradas agonizantes no fim para garantir o resultado.
Sem dúvida, será uma das partidas mais aguardadas do torneio. Além de marcar o primeiro encontro entre Lionel Messi e Lamine Yamal, verá duas equipes construídas sobre a mesma filosofia de futebol perseguindo o título mais importante do esporte.
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Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-07-17 13:10:00

