
A Copa do Mundo de 2026, que terminou neste domingo (19) com 304 gols em 104 partidas e 48 seleções distribuídas por três países-sede, já deixou saudades. Mas a edição de 2030 promete superar qualquer expectativa de diversidade geográfica: o torneio será disputado em seis países diferentes, espalhados por três continentes. Espanha, Portugal e Marrocos serão as sedes principais, enquanto Uruguai, Argentina e Paraguai receberão partidas especiais em homenagem ao centenário da primeira Copa, realizada em 1930 no Uruguai. A competição está prevista para ocorrer entre 8 de junho e 21 de julho de 2030.
A candidatura única de Espanha, Portugal e Marrocos foi a vitoriosa para sediar o torneio. No entanto, como 2030 marca os 100 anos da primeira Copa do Mundo, a Fifa decidiu incluir os três países sul-americanos como anfitriões de jogos específicos. O Uruguai, que foi o primeiro campeão mundial, receberá a cerimônia de abertura e a partida inaugural. A Argentina, vice-campeã em 1930, terá o privilégio de sediar a primeira partida de sua seleção na competição. Já o Paraguai, mesmo sem grande destaque na primeira edição, foi escolhido por abrigar a sede da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), a única confederação existente na época.
Segundo a Fifa, a decisão de incluir a Argentina se deve ao “reconhecimento ao papel da Argentina como finalista e vice-campeã da edição de 1930”. Já o Paraguai receberá um jogo “em reconhecimento ao papel do Paraguai como sede da Conmebol, a primeira e única confederação existente na época da edição de 1930”, justificou a entidade. Dessa forma, os seis países anfitriões já têm vaga garantida no torneio: Argentina, Uruguai e Paraguai entram automaticamente pela cota sul-americana; Espanha e Portugal, pela cota europeia; e Marrocos, pela cota africana.
Apesar da inclusão de três países sul-americanos como anfitriões, a Fifa garante que os demais países da América do Sul não perderão vagas nas eliminatórias. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, estuda ampliar o número de seleções participantes de 48 para 64. Em entrevista concedida ainda no gramado após a final que consagrou a Espanha campeã, Infantino classificou a Copa com 48 seleções como “um sucesso”. Caso a expansão se confirme, a fase de 16-avos de final seria consolidada, abrindo espaço para países menores e sem tradição no futebol.
A edição de 2026 já mostrou que times menos expressivos podem surpreender, como foi o caso de Cabo Verde. Por outro lado, seleções como Curaçao, Iraque e Uzbequistão não conquistaram nenhuma vitória, evidenciando o desafio de competitividade. A possível ampliação para 64 seleções, ainda em estudo, poderia aumentar ainda mais a diversidade de participantes e o número de jogos.
A Copa do Mundo de 2030 será, portanto, um marco histórico não apenas pelo centenário, mas também pela logística inédita de seis países-sede em três continentes. A expectativa é que a competição mantenha o formato de 48 seleções, a menos que a Fifa decida pela expansão. Enquanto isso, os fãs de futebol já podem começar a planejar viagens para acompanhar jogos na Europa, África e América do Sul.
A definição das cidades-sede e dos estádios que receberão as partidas ainda não foi divulgada pela Fifa. O sorteio dos grupos e o calendário detalhado devem ser anunciados nos próximos anos. O que já está certo é que a edição de 2030 será uma celebração global do futebol, unindo continentes e homenageando as raízes do torneio mais importante do mundo.
Fonte: Agência Brasil.
