Justiça do Rio nega recurso e mantém condenação de dois homens por latrocínio do músico Sérgio Stamile, o Pirata do Arpoador

Justiça do Rio nega recurso e mantém condenação de dois homens por latrocínio do músico Sérgio Stamile, o Pirata do Arpoador
Fonte da imagem: Agência Brasil


A Justiça do Rio de Janeiro manteve a condenação de Flávio Lima de Mello e Pablo Francisco da Silva pelo latrocínio do publicitário, empresário e músico Sérgio José Coutinho Stamile, conhecido como ‘Pirata do Arpoador’. O crime ocorreu em agosto de 2021, no Parque Garota de Ipanema, no Arpoador, zona sul da capital fluminense. A decisão foi proferida pela desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), que negou seguimento ao recurso especial apresentado por Flávio ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Flávio Lima de Mello permanece condenado a 23 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado. Já Pablo Francisco da Silva teve o recurso parcialmente provido, com redução da pena de 27 anos, 2 meses e 20 dias para 26 anos e 3 meses de reclusão, também em regime fechado. Somadas, as penas dos dois condenados chegam a quase 50 anos de prisão.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os dois homens imobilizaram e asfixiaram o músico durante uma luta corporal e, em seguida, fugiram levando os pertences da vítima. Sérgio Stamile, que era conhecido como ‘Pirata do Arpoador’, costumava frequentar o local sozinho para meditar. Na noite do crime, ele foi ao Parque Garota de Ipanema para meditar, e o parque estava praticamente deserto.

O caso teve grande repercussão na época, tanto pela violência do crime quanto pela figura do músico, que era uma presença conhecida na região. Sérgio Stamile era publicitário e empresário, além de músico, e tinha o hábito de meditar no parque, que fica em um dos pontos turísticos mais famosos do Rio de Janeiro.

A decisão da desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes, publicada em 21 de julho de 2026, põe fim a uma longa batalha judicial. Flávio Lima de Mello havia recorrido ao STJ na tentativa de reverter a condenação, mas o recurso não foi admitido pelo TJRJ. Já Pablo Francisco da Silva conseguiu uma redução parcial da pena, mas ainda cumprirá mais de 26 anos de reclusão.

O latrocínio, que é o roubo seguido de morte, foi a qualificação jurídica dada ao crime. A denúncia aponta que os dois agiram em conjunto para imobilizar e asfixiar a vítima, que não resistiu aos ferimentos. Após a morte, eles subtraíram os pertences de Sérgio Stamile e fugiram do local.

O caso também gerou comoção entre frequentadores do Arpoador e moradores da região, que lembravam o músico como uma figura pacífica e conhecida. A sentença foi recebida como um desfecho para a família da vítima, que aguardava a confirmação das penas.

Até o momento, não há informações sobre novos recursos. A defesa de Flávio Lima de Mello ainda pode tentar outras instâncias, mas a decisão da desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes representa um passo importante para o encerramento do processo. Já a pena de Pablo Francisco da Silva foi ajustada, mas ele continua preso em regime fechado.

O crime ocorreu em um momento em que o parque estava vazio, o que facilitou a ação dos criminosos. A polícia investigou o caso e conseguiu identificar e prender os dois homens, que foram levados a julgamento e condenados. A Justiça do Rio, ao manter as condenações, reforçou a gravidade do latrocínio e a necessidade de punição exemplar para crimes violentos na cidade.

Fonte: Agência Brasil.

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