
World Soccer Talk.
O presidente de La Liga, Javier Tebas, voltou a disparar críticas contra Gianni Infantino, presidente da FIFA, e pediu sua saída do cargo. Em entrevista ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport, Tebas afirmou que Infantino deveria deixar o comando da entidade, mas reconheceu que ele conta com o apoio do sistema e das federações. “Infantino deveria sair. Seu tempo acabou. Mas ele tem o apoio do sistema e das federações. Não há candidato de oposição; ninguém quer concorrer apenas para perder”, declarou Tebas.
O dirigente espanhol também criticou a falta de ação de quem se opõe a Infantino nos Estados Unidos. “Nos Estados Unidos, ouvi muitas pessoas falarem contra Infantino e dizerem que discordam do que ele está fazendo. Eles dizem, mas não fazem nada. Não sei o que é pior, o silêncio ou a cumplicidade, porque aqueles que se calam estão perfeitamente cientes do dano que o futebol está sofrendo”, completou.
Tebas também atacou as principais entidades do futebol mundial, afirmando que a decisão sobre a Superliga Europeia deu à FIFA e à UEFA um poder imenso, confirmando seu monopólio. A declaração não surpreendeu, já que o presidente de La Liga é um crítico frequente das entidades que governam o esporte.
Um dos pontos centrais da crítica de Tebas foram as pausas para hidratação, introduzidas durante a Copa do Mundo de Clubes do ano passado. Inicialmente vistas como um teste, as pausas, rebatizadas como “hydration breaks”, revelaram-se uma forma de exibir mais comerciais, segundo Tebas. “A FIFA organiza as coisas como bem entende, para seus próprios interesses, não para o futebol. Então, se eles precisam de uma pausa de 27 minutos, eles a fazem. As pausas para hidratação são uma farsa. Nós as temos em La Liga, mas apenas quando está muito quente”, afirmou.
O dirigente descreveu sua experiência nos estádios da Copa do Mundo de Clubes nos Estados Unidos. “Aqui, os estádios em Dallas, Los Angeles e Atlanta tinham ar-condicionado. Tive que vestir um suéter nas arquibancadas. Foi uma farsa, um intervalo para publicidade”, disse Tebas.
Outra polêmica abordada por Tebas foi o caso do atacante Folarin Balogun, da seleção dos Estados Unidos. Durante a partida contra a Bósnia e Herzegovina, Balogun recebeu um cartão vermelho após revisão do VAR. A FIFA, de forma inédita, anulou a suspensão e permitiu que ele jogasse contra a Bélgica. Tebas classificou o episódio como “extremamente grave” e afirmou que a FIFA teve sorte de a Bélgica ter eliminado os Estados Unidos. “Eles tiveram sorte de a Bélgica eliminar os Estados Unidos, porque, caso contrário, poderiam ter criado um escândalo que teria custado o emprego de Infantino. Como a Bélgica venceu, conseguiram enterrar a questão. Mas isso é apenas a ponta do iceberg”, declarou Tebas.
As críticas de Tebas ocorrem em meio a um momento de crescente insatisfação com a gestão de Infantino, especialmente em relação às decisões comerciais e à expansão do calendário de competições. Apesar do sucesso comercial da Copa do Mundo de 2022, a introdução de pausas publicitárias e a interferência em decisões disciplinares têm gerado controvérsia.
Tebas, que há anos trava uma batalha contra a Superliga Europeia e contra o que chama de “monopólio” das entidades, voltou a alertar para os riscos que o futebol corre. “Não sei o que é pior, o silêncio ou a cumplicidade”, reiterou, referindo-se àqueles que, mesmo discordando, não tomam atitudes contra Infantino.
Até o momento, a FIFA não se manifestou oficialmente sobre as declarações de Tebas. Infantino, que busca a reeleição, conta com amplo apoio das federações nacionais, o que torna improvável uma mudança na presidência no curto prazo.
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Fonte: World Soccer Talk.
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2026-07-21 20:59:00

