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A cantora Katy Perry manifestou indignação após a Casa Branca utilizar sua música ‘Firework’ como trilha sonora de um vídeo que mostra operações militares dos Estados Unidos contra o Irã. A publicação foi feita pela administração Trump no perfil oficial da Casa Branca no TikTok, acompanhada da legenda “Iran has been warned” (Irã foi avisado).
Em uma declaração publicada no X nesta sexta-feira (25), Perry afirmou que não foi consultada nem autorizou o uso da canção. “Estou profundamente chocada e irritada ao ver ‘Firework’ usada no TikTok da Casa Branca como trilha de fundo para imagens de ataques militares”, escreveu. “Não aprovei isso, não fui consultada e absolutamente não endosso.”
A cantora explicou que a música, lançada em 2010, foi composta para ser um hino de esperança, cura e força interior para pessoas que enfrentam momentos difíceis. “Ver uma mensagem de autoestima e elevação sendo usada como arma para acompanhar destruição e violência é uma violação completa de tudo o que minha música representa”, acrescentou.
Perry concluiu sua manifestação afirmando que sua música existe para unir as pessoas, não para celebrar guerras. A declaração foi publicada após o vídeo circular nas redes sociais, gerando reações de artistas e do público.
‘Firework’ faz parte do terceiro álbum de estúdio de Perry, ‘Teenage Dream’, e se tornou um dos maiores sucessos da carreira da cantora, alcançando o topo da parada Billboard Hot 100 nos Estados Unidos.
A música já esteve associada a um contexto político diferente: em janeiro de 2021, Perry a apresentou ao vivo em frente ao Lincoln Memorial, durante a celebração televisionada da posse do então presidente Joe Biden, com um grande show de fogos de artifício sobre Washington D.C.
Perry é a mais recente artista a criticar o uso de suas canções em publicações oficiais do governo Trump. No mês passado, Ariana Grande criticou a Casa Branca após a música ‘Bye’ ser usada em um vídeo que mostrava agentes do ICE detendo pessoas, pedindo que sua música não fosse associada a imagens “bárbaras e desumanas”.
Outros artistas também se manifestaram contra usos semelhantes. Kesha reclamou do uso de ‘Blow’ em um vídeo militar, enquanto Boards of Canada e a gravadora Warp Records condenaram o uso não autorizado de ‘Deep Time’ em uma publicação que mostrava barcos de patrulha de fronteira e centros de detenção. Sabrina Carpenter classificou um vídeo do ICE com a música ‘Juno’ como “malvado e nojento”, e Olivia Rodrigo acusou a administração de usar sua música para promover “propaganda racista e de ódio”.
Além deles, artistas e espólios como The Rolling Stones, Adele, Neil Young, Jack White, ABBA, Céline Dion, Foo Fighters, o espólio de Isaac Hayes e Eddie Grant também já se opuseram ao uso de suas obras pelo governo Trump.
Paralelamente, Perry anunciou recentemente que seu filme-concerto ‘Lifetimes’ será exibido em mais de 150 cinemas no Reino Unido. A produção ‘Katy Perry: The Lifetimes Tour – Live From Paris’ estreia em cinemas e telas IMAX de 70 países em 2 de setembro, com ingressos para as sessões britânicas à venda a partir de 30 de julho. A turnê ‘Lifetimes’ também arrecadou mais de 80 mil libras para o Music Venue Trust, entidade de apoio a locais de música ao vivo.
Fonte: NME.
NME.
2026-07-25 14:39:00
