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O senador republicano Lindsey Graham, da Carolina do Sul, faleceu aos 71 anos, deixando um legado marcado pela dedicação ao serviço público, pela fé e pelo sacrifício pessoal. A notícia foi confirmada por colegas e aliados, que destacaram sua trajetória desde origens humildes até se tornar uma figura influente no Partido Republicano.
Em uma homenagem publicada neste domingo, o senador Tim Scott, também da Carolina do Sul, descreveu Graham como um verdadeiro estadista e um amigo pessoal. Scott ressaltou que a vida de Graham foi definida pelo serviço militar, pelo trabalho no Senado e por sua conduta pessoal exemplar, sempre colocando a fé, a família e o estado em primeiro lugar.
Graham nasceu em uma família de classe trabalhadora e enfrentou tragédias ainda jovem. Aos 20 e poucos anos, perdeu a mãe para o câncer e, apenas 15 meses depois, o pai morreu vítima de um ataque cardíaco. Diante das adversidades, ele assumiu a responsabilidade de criar a irmã de 13 anos e, posteriormente, a adotou para que ela pudesse receber seus benefícios médicos.
Foi esse senso de dever e sacrifício que o levou à vida pública. Segundo Scott, Graham queria ajudar as pessoas e garantir que ninguém se sentisse invisível. Tanto no trabalho de atendimento a casos individuais quanto nos debates no plenário do Senado, ele lutava por aqueles que não conseguiam se defender sozinhos. “Não importava onde estivesse, Lindsey sempre procurava pessoas que se sentiam ignoradas. Essa é a marca de um verdadeiro estadista”, escreveu Scott.
O compromisso de Graham com os cidadãos da Carolina do Sul era uma característica central de sua atuação. Scott lembrou que Graham repetia que eles trabalhavam para os eleitores, e não o contrário. Essa postura combativa consolidou sua reputação como defensor da segurança nacional. “Ele queria que todos os americanos estivessem seguros em qualquer lugar do mundo e se apoiava em suas convicções porque sabia que tinha uma responsabilidade e uma oportunidade dadas por Deus para fazer a diferença”, afirmou.
A carreira militar de Graham também foi destacada como prova de seu patriotismo. Ele serviu na Força Aérea, na Guarda Aérea Nacional da Carolina do Sul e na Reserva da Força Aérea, demonstrando amor pelo país. Scott observou que Graham dedicou sua vida ao serviço público porque amava os Estados Unidos e acreditava que sua história só era possível naquele país.
A amizade entre os dois senadores começou quando Scott ingressou no Senado estadual da Carolina do Sul. Graham foi um dos primeiros a recebê-lo de braços abertos, mesmo reconhecendo que o caminho de Scott era diferente. “A partir daquele momento, soube que não tinha apenas um colega em quem confiar, mas também um amigo para a vida toda”, recordou Scott.
Scott também mencionou o bom humor e a inteligência de Graham. Um dos momentos marcantes da amizade foi quando Scott organizou o café da manhã anual de oração da Carolina do Sul, que começava às 8h30. Ao convidar Graham, ouviu como resposta: “Não vou, nem que Jesus volte antes das 10h”. No entanto, no dia do evento, às 8h31, a porta se abriu e lá estava Graham. “Por meio de seu serviço público e de sua vida pessoal, Lindsey sempre colocava os outros em primeiro lugar”, concluiu Scott.
A morte de Graham deixa um vazio no coração da Carolina do Sul, mas Scott afirmou que o legado do amigo e seu compromisso em proteger todos os americanos serão levados adiante. “A América nunca esquecerá seu serviço, seu sacrifício e seu amor por nosso país. Sentirei muita falta do meu amigo, mas sei que ele consolidou seu lugar na história americana”, finalizou.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/opinion/sen-tim-scott-lindsey-graham-patriot-statesman-dear-friend.
Fonte: Fox News.
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2026-07-28 06:00:00

