Kelsey Grammer critica Hollywood por distorcer história para agradar público moderno: É exaustivo

Kelsey Grammer critica Hollywood por distorcer história para agradar público moderno: É exaustivo
Crédito da imagem: Pagesix’Frasier’ star weighed in on recent films where creators try to put modern politics into classic stories
Fonte da imagem: Pagesix

Page Six.

O ator Kelsey Grammer, conhecido por interpretar o psiquiatra Frasier Crane na série “Frasier”, criticou a tendência de Hollywood de alterar obras clássicas e eventos históricos para se adequar a visões contemporâneas. Em entrevista ao podcast “The Katie Miller Podcast”, Grammer afirmou que essa prática se tornou “um pouco exaustiva”.

A apresentadora Katie Miller, esposa de Stephen Miller, subchefe de gabinete de política da Casa Branca, comentou que “Hollywood parece determinada a reinventar quase todos os clássicos, como ‘A Odisseia’, e distorcê-los um pouco para se adequar às suas visões”. Grammer admitiu não ter assistido à nova adaptação de “A Odisseia”, dirigida por Christopher Nolan, mas disse que, em algumas produções, sente que “a mensagem é martelada na cabeça” do espectador.

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O ator defendeu que o passado era menos multicultural do que Hollywood gosta de retratar. “Acho que a Inglaterra antiga provavelmente estava cheia de pessoas brancas”, afirmou, acrescentando que “o significado histórico deveria ser um pouco respeitado, culturalmente”.

Quando questionado se Hollywood conseguirá se recuperar dessa abordagem, Grammer respondeu que sim, pois “Hollywood não é muito boa em dizer às pessoas o que elas têm que ver, porque aí os filmes fracassam”. Miller concordou, lembrando que o estúdio teve “anos sucessivos de fracassos”.

Um exemplo recente de fracasso citado foi a adaptação de “Branca de Neve” da Disney, que teria gerado um prejuízo de aproximadamente US$ 170 milhões. A Pixar, também da Disney, tem tentado se afastar de uma série de fracassos cortando temas LGBTQ e evitando filmes inspirados em histórias pessoais de seus criadores. O diretor criativo da Pixar, Pete Docter, disse ao The Wall Street Journal que a mudança ocorre porque “estamos fazendo um filme, não centenas de milhões de dólares em terapia”.

Grammer ponderou que os estúdios estão “provavelmente descobrindo” o caminho certo, pois “eventualmente, fracassar não funciona tão bem”. Ele disse estar feliz que “A Odisseia” foi feita, mas questionou se a adaptação “se afastou demais da nossa cultura particular, a ponto de divorciar o público da ideia do que realmente aconteceu”.

Nos últimos anos, diversas produções estiveram no centro de debates culturais, desde refilmagens como “A Pequena Sereia” e “Branca de Neve” até adaptações históricas como “Cleópatra” e “A Odisseia”. A nova versão de “A Odisseia”, dirigida por Christopher Nolan, foi criticada pela tradutora Emily Wilson, que escreveu uma tradução feminista do poema épico e afirmou que o filme perdeu o espírito heróico original. A produção também foi alvo de críticas por usar diálogos americanizados modernos, retratar Odisseu como uma figura mais traumatizada do que heroica e remover muitos aspectos mitológicos.

Apesar das controvérsias, “A Odisseia” de Nolan tornou-se um sucesso de bilheteria, embora público e crítica permaneçam divididos sobre se as escolhas criativas ousadas melhoraram a história ou erraram o alvo.

A entrevista completa de Grammer com Miller será publicada na terça-feira à noite no canal do YouTube do programa.

Leia mais aqui em inglês: https://pagesix.com/2026/07/27/entertainment/kelsey-grammer-admits-its-exhausting-when-movies-try-to-alter-history-to-fit-modern-tastes/.

Fonte: pagesix.com.

Page Six.

2026-07-28 00:55:00

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