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O Recife dá início, nesta sexta-feira (31), à 23ª edição do Festival Recifense de Literatura A Letra e a Voz, que até o próximo dia 8 de agosto reúne música, teatro, literatura, batalhas de slams e outras expressões culturais em diversos espaços da capital pernambucana. Com o tema “Narrativas para habitar o mundo: vozes que se encontram”, o evento celebra a cultura falada e escrita e conta com uma programação intensa que envolve artistas, escritores, pesquisadores e grupos de teatro.
A cerimônia de abertura está marcada para as 19h, no Teatro Santa Isabel, na Praça da República, e terá uma homenagem aos destaques desta edição: o poeta e artista visual Thiago West e o escritor e jornalista Raimundo Carrero, ambos in memoriam, além da Frente Nacional das Mulheres do Hip Hop de Pernambuco. Na sequência, o público poderá conferir o show “Chama Elas”, com as artistas da frente, que abre a noite de celebração.
Encerrando o primeiro dia, o autor e ator Gregório Duvivier estreia seu novo espetáculo, “Ao Pé da Letra”, um desdobramento da peça “O Céu da Língua”, que percorreu o Brasil e chegou a palcos de outros países. A montagem promete ser um dos momentos mais aguardados da programação, que segue até o próximo domingo no Santa Isabel com outras atrações.
No sábado e no domingo, o Teatro Santa Isabel recebe o bate-papo “Narrativas para habitar o mundo”, conduzido pela escritora paulista Aline Bei e pela autora pernambucana Clarice Freire. Outro destaque é o show “Até Cansar o Cansaço”, da potiguar Juliane Linhares, que apresenta canções de seu segundo álbum solo, inspirado na obra do neurocientista e escritor Sidarta Ribeiro, referência internacional em pesquisas sobre sono, sonhos e memória.
A histórica Sala de Armas do Recife também integra a programação do fim de semana, com mesas de debates, espetáculos infantis, visitas guiadas para crianças, encontros com autores e a Feira da Maré. A partir da próxima terça-feira (4), o festival será descentralizado e ocupará outros locais da cidade, como o Compaz Ariano Suassuna, a Academia Pernambucana de Letras e o Paço do Frevo.
Para participar das atividades, o público deve levar 1 kg de alimento não perecível, que será destinado ao Banco de Alimentos do Recife. Os detalhes completos da programação estão disponíveis no perfil da Secretaria Municipal de Cultura do Recife no Instagram.
A realização do festival reforça o papel do Recife como polo de difusão cultural, ao mesmo tempo em que presta tributo a nomes importantes da literatura e das artes pernambucanas. A homenagem a Thiago West e Raimundo Carrero, ambos falecidos, e o reconhecimento à Frente Nacional das Mulheres do Hip Hop de Pernambuco evidenciam a diversidade de vozes que o evento busca amplificar.
Com nove dias de atividades, a 23ª edição do A Letra e a Voz se consolida como um espaço de encontro entre diferentes linguagens artísticas e de reflexão sobre as narrativas que habitam o mundo contemporâneo. A expectativa é que o festival atraia um público variado, interessado em debater e celebrar as múltiplas formas de expressão da palavra, seja na oralidade dos slams, na força do teatro ou na sensibilidade da música.
A programação descentralizada, que começa na terça-feira, busca aproximar o evento de diferentes comunidades e públicos, levando a cultura a espaços como o Compaz Ariano Suassuna, a Academia Pernambucana de Letras e o Paço do Frevo. Essa estratégia amplia o alcance do festival e reforça seu caráter democrático e inclusivo.
O festival, que já é uma tradição no calendário cultural do Recife, promete movimentar a cena artística local e nacional, com a participação de artistas de diferentes estados, como a paulista Aline Bei e a potiguar Juliane Linhares. A troca de experiências e a celebração da palavra, em suas mais variadas formas, são o coração do evento, que segue até o próximo domingo, dia 8, com uma programação que une arte, reflexão e homenagem.
Fonte: Agência Brasil.
