
Latest & Breaking News on Fox News.
A comoção em torno do depoimento do Dr. Anthony Fauci no Senado dos Estados Unidos, na última semana, reacendeu um debate que vai além das disputas políticas: a necessidade de preservar a memória dos lockdowns impostos durante a pandemia de covid-19. Em artigo publicado recentemente, o colunista David Marcus propõe a criação de um museu dedicado ao período, preferencialmente em Washington, D.C., para que as futuras gerações possam compreender o que aconteceu e evitar que erros semelhantes se repitam.
Marcus, que também é autor do livro “Charity Case”, relembra uma experiência pessoal após os ataques de 11 de setembro de 2001, quando visitou um memorial improvisado em St. Mark’s Place, no Lower Manhattan. Em uma escola abandonada, iluminada por velas, ele e sua esposa encontraram pinturas, esculturas e até destroços, em uma exposição que descreveu como “estonteantemente bela e profundamente humana”. Essa memória, segundo ele, o levou a pensar que os lockdowns de 2020 também merecem um espaço físico de reflexão.
O colunista argumenta que, apesar da pressão de alguns políticos republicanos, é improvável que haja uma responsabilização legal pelas narrativas sobre a origem do vírus, a eficácia do uso de máscaras, o distanciamento social e as mudanças constantes nas orientações sobre as vacinas. No entanto, ele defende que uma “prestação de contas física” é possível, e um museu seria o local ideal para isso.
Em sua visão, o “Museu dos Lockdowns da Covid” teria uma entrada simbólica: os visitantes receberiam duas máscaras de segurança e câmeras monitorariam se eles tocariam o próprio rosto, com sirenes altas anunciando qualquer violação. A proposta, que mistura ironia e crítica, busca reproduzir a experiência de vigilância e restrição vivida durante a pandemia.
Marcus também realizou uma espécie de consulta pública nas redes sociais, pedindo sugestões de exposições. As respostas variaram de hilárias a trágicas. Entre as sugestões mais leves, estavam vídeos de dança interpretativa de professores e enfermeiros no TikTok, e fotos de shows com plateias socialmente distantes, sentadas em círculos isolados. Uma das favoritas do colunista veio de um destilador de Nova York, que sugeriu exibir uma garrafa de álcool em gel produzida por sua empresa, acompanhada da notícia sobre a tentativa da FDA (agência reguladora dos EUA) de multar destiladores por fabricarem o produto.
No lado mais sombrio, as sugestões incluíam imagens de avós morrendo sozinhos em lares de idosos, gráficos mostrando a queda no número de exames de câncer realizados e a frustração de estudantes presos em um aprendizado remoto que muitos consideraram inútil. O museu também abrigaria histórias de resistência, como a de fiéis que desafiaram as leis para frequentar cultos religiosos, bares clandestinos em Nova York que funcionaram durante o lockdown e o protesto de caminhoneiros canadenses contra a obrigatoriedade de vacinação, realizado em meio a um frio congelante.
O autor recorre à filosofia para justificar a necessidade de um memorial: o filósofo Giambattista Vico, do século XVIII, argumentava que o termo “humano” deriva da raiz “humando”, que significa “enterrar”. Para Vico, os humanos são os animais que enterram seus mortos, mas também são os que os lembram. Marcus cita as pirâmides como exemplo de monumentos erguidos para que os mortos não fossem esquecidos.
O museu, segundo o colunista, não serviria apenas como memorial para aqueles que morreram em decorrência do vírus, mas também para os que pereceram por causa dos fechamentos considerados excessivos. Ele cita a ex-integrante da Força-Tarefa da Casa Branca para a covid, Dra. Deborah Birx, que afirmou que algumas medidas foram “abertamente motivadas por razões políticas” em estados governados por democratas.
Marcus reconhece que muitos, ao verem Fauci “se contorcer” no banco das testemunhas ou ao lerem as mentiras que ele teria registrado em seu diário, desejam vê-lo preso. No entanto, ele argumenta que a punição legal seria efêmera, enquanto a permanência de um museu seria duradoura. “Uma vantagem que um museu tem sobre a retribuição é a permanência”, escreve.
O colunista conclui que o museu serviria como um alerta, uma garantia de que a sociedade nunca mais aceite ser convocada a denunciar vizinhos que cortam cabelo em quintais ou a passar semanas sem contato físico com outro ser humano. “O que lembramos estará sempre no passado, mas o ato de lembrar estará sempre no presente”, afirma, defendendo que as futuras gerações precisam saber o que foi permitido para que isso nunca mais aconteça.
Marcus, que procurou em vão por evidências do museu improvisado do East Village após o 11 de setembro, espera que, daqui a cem anos, no National Mall de Washington, os bisnetos dos americanos tenham um lugar para “ver e entender nossa loucura”, aprendendo o que acontece quando uma sociedade troca a liberdade pela ilusão de segurança perfeita. Para ele, os lockdowns de 2020 foram “os eventos mais insanos, equivocados e inexplicáveis de nossas vidas”, e a história precisa ser contada “em tijolo e argamassa” para que os descendentes não repitam os mesmos erros trágicos.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/opinion/david-marcus-america-needs-museum-covid-madness.
Fonte: Fox News.
Latest & Breaking News on Fox News.
2026-07-31 12:25:00
