A parceria entre Yayoi Kusama e Louis Vuitton: uma história de pontos e arte

A parceria entre Yayoi Kusama e Louis Vuitton: uma história de pontos e arte
Crédito da imagem: PagesixThe Japanese artist, who died Aug
Fonte da imagem: Pagesix

Page Six.

A artista japonesa Yayoi Kusama, que morreu em 14 de agosto aos 97 anos, deixou um legado que transcende as galerias de arte. Para o mundo da moda, ela ficará marcada pela colaboração com a Louis Vuitton, que transformou a monograma da maison em uma tela para seus famosos pontos.

A parceria teve início em 2012, quando o então diretor criativo Marc Jacobs visitou Kusama em Tóquio e recebeu dela uma bolsa Ellipse pintada com pontos. A primeira coleção, batizada de Dots Infinity, foi lançada em conjunto com a retrospectiva da artista no Museu Whitney, em Nova York, e estampou óculos, casacos, sapatos e bolsas da marca.

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Em 2023, a Louis Vuitton, agora sob a direção artística de Nicolas Ghesquière e com Delphine Arnault como vice-presidente executiva, trouxe uma segunda colaboração ainda mais ambiciosa. A coleção de 450 peças introduziu uma técnica que reproduzia a textura das pinceladas de Kusama no couro, além de incluir itens com meias esferas de metal, em referência à obra “Narcissus Garden”, de 1966.

Modelos clássicos como Speedy, Alma, Keepall e Neverfull ganharam versões com os pontos característicos da artista. Uma bolsa amarela em formato de abóbora, considerada uma das peças mais desejadas, foi leiloada na Christie’s de Nova York em 2024 por US$ 151.200.

As vitrines da Louis Vuitton se tornaram atrações globais. Uma escultura gigante de Kusama foi instalada na loja da Champs Élysées, em Paris, enquanto uma versão robótica da artista pintava pontos na vitrine de uma boutique em Manhattan. A campanha “Creating Infinity”, fotografada por Steven Meisel, contou com Bella Hadid, Gisele Bündchen e Justin Timberlake.

Hadid, que participou da campanha pela primeira vez para a maison, disse em 2023 que se conectava profundamente com Kusama, especialmente por sua luta contra problemas de saúde mental. A artista, que viveu voluntariamente em um hospital psiquiátrico em Tóquio desde 1977, via a moda como uma extensão de sua arte. “Seja uma escultura ou uma roupa, para mim é a mesma coisa. É a minha criação”, afirmou em 2012.

Após a morte da artista, o presidente e CEO da Louis Vuitton, Pietro Beccari, prestou homenagem, chamando-a de “uma das maiores artistas da arte contemporânea” e destacando sua influência “imensurável” na arte e na cultura.

Análise WeekNews: A segunda colaboração, maior e mais tecnológica, sugere que a Louis Vuitton encontrou na obra de Kusama um valor duradouro, capaz de unir arte, moda e cultura pop. O sucesso comercial, evidenciado pelo leilão da bolsa abóbora, indica que a parceria transcendeu o nicho artístico e se consolidou como um fenômeno de mercado, reforçando a estratégia da maison de associar sua imagem a artistas de grande apelo.

Leia mais aqui em inglês: https://pagesix.com/2026/08/27/style/remembering-the-late-yayoi-kusamas-louis-vuitton-collaborations/.

Fonte: pagesix.com.

Page Six.

2026-08-27 17:18:00

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