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A escritora, atriz, cineasta e musicista Adele Bertei criticou publicamente o produtor David Holmes por uma publicação que ele fez sobre o último álbum de Sinéad O’Connor, acusando-o de “explorar” a memória da falecida cantora. Em uma postagem no Instagram, Bertei afirmou que O’Connor teria “dispensado” Holmes da produção do disco, após não ter ficado satisfeita com o trabalho dele.
A polêmica começou quando Holmes, que trabalhou com a cantora nos últimos anos de sua carreira, usou as redes sociais no último fim de semana para marcar o terceiro aniversário da morte de O’Connor. Na publicação, ele revelou que os dois estavam trabalhando juntos em um álbum intitulado ‘No Veteran Dies Alone’ e compartilhou fotos de “alguns textos” que recebeu dela “enquanto produzia o que seria seu álbum final”.
Nas mensagens divulgadas por Holmes, O’Connor dizia que o disco estava “muito bom” e que queria “fazer discos juntos até um de nós morrer”. Na legenda, o produtor afirmou que não sabia se o álbum “um dia veria a luz do dia”, mas o considerava “um clássico absoluto” e “uma carta de amor para seus filhos e para o mundo”.
Agora, Adele Bertei, autora do livro ‘Sinéad O’Connor’s Universal Mother’, usou o Instagram para contestar a versão de Holmes. “SINÉAD ESTÁ FURIOSA. Eu me comunico com ela através do véu”, escreveu. “Podem me chamar de louca, mas posso dizer uma coisa: o ‘produtor’ sem dignidade David Holmes está explorando a memória dela agora nas redes sociais, e ela quer que vocês saibam o que está acontecendo.”
Bertei reconheceu que é “verdade que Holmes gravou as primeiras faixas do último LP” de O’Connor, mas afirmou que ele não mencionou que a cantora supostamente o “dispensou porque não gostou da produção dele”. “Ela ficou inicialmente inspirada trabalhando com ele? Provavelmente. Ela era impulsiva, como todos sabemos, e adorava estar no estúdio, e eles escreveram juntos. Mas esses textos que ele está postando nas redes sociais? Vergonha para ele. Ele está explorando ela”, continuou.
A escritora também alertou os fãs: “Não se deixem enganar, nem pensem por um minuto que Holmes é o responsável por esse LP secreto que ele apresenta como se estivesse sendo injustamente retido do público”. Bertei disse que, embora o álbum seja “além de magnífico”, ela tem problemas com “David Holmes levando todo o crédito”.
A publicação de Bertei foi compartilhada pelo perfil Sinéad O’Connor Archive no X (antigo Twitter), que classificou a declaração como “notícia de última hora”. O perfil escreveu: “A autora Adele Bertei afirma, em seu IG, que David Holmes, o suposto produtor do último álbum de Sinéad, está agindo de má-fé publicamente. Ela diz que ele não é o responsável pelo projeto – Sinéad começou a produção com Holmes, mas acabou o dispensando”.
Sobre a possibilidade de lançamento oficial do álbum, Bertei disse que ele poderia ser divulgado pelo “mais ungido de todos os pastores” de O’Connor, mas apenas “quando o momento for certo”. A publicação não informou quem seria essa pessoa. A reportagem entrou em contato com um representante de Holmes para comentar o assunto, mas não obteve resposta até o momento.
Sinéad O’Connor morreu em julho de 2023, aos 56 anos. A causa da morte foi revelada como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Ela foi sepultada em uma cerimônia na cidade irlandesa de Bray, com a presença de Bob Geldof e Bono, entre outros. Desde então, a cantora tem sido celebrada como uma das artistas mais influentes da Irlanda, tanto pela voz quanto pela coragem de se posicionar sobre questões políticas, religiosas e sociais.
O último álbum de estúdio de O’Connor foi ‘I’m Not Bossy, I’m the Boss’, de 2014, e seu último single foi ‘The Skye Boat Song’, de 2023, gravado para a série de TV Outlander. Após sua morte, vários artistas prestaram homenagens, como Garbage, Billy Corgan, Michael Stipe, Fall Out Boy, Ice-T e Tori Amos. Os streams de sua música aumentaram em 7,9 milhões nos EUA na semana seguinte à sua morte. Nos anos desde seu falecimento, houve uma produção teatral baseada em sua vida e música em Manchester, além de rumores contínuos sobre um cinebiografia, que remontam a 2023.
Fonte: NME.
NME.
2026-07-31 12:30:00
