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O analista Troy Aikman afirmou que a ESPN não iniciou conversas para renovar seu contrato e sugeriu que deixar a emissora parece ser o caminho mais provável. Em entrevista à rádio KTCK The Ticket, de Dallas, ele disse que a situação “parece ser para onde eles estão indo”. O vínculo atual do analista vai até maio de 2027, depois do Super Bowl de fevereiro, que ele vai narrar.
A declaração vem na esteira da extensão de US$ 100 milhões assinada por Joe Buck, parceiro de Aikman há 25 anos — primeiro na Fox e, desde 2022, na ESPN. A dupla é frequentemente apontada como a melhor cabine de transmissão do esporte. Nas horas seguintes ao acordo de Buck, comentários do setor indicavam que a ESPN e Aikman estavam longe de um entendimento.
Aikman também abordou um suposto confronto entre ele e Buck durante o Monday Night Football. Segundo o relato, seu contrato atual lhe rende cerca de US$ 18 milhões por ano. A ESPN paga valores maiores a outros profissionais, incluindo o próprio Buck, Stephen A. Smith e Pat McAfee.
O mistério em torno da decisão da emissora alimenta teorias no setor. Uma delas é que Buck deseja um novo parceiro — o que, no mínimo, a assinatura da extensão antes de Aikman comprovaria. Pessoas próximas a Buck negaram essa versão. Outra hipótese é que a ESPN queira Peyton e Eli Manning na cabine. Não há, porém, indicação de que os irmãos tenham acertado esse movimento.
Os irmãos Kelce também aparecem como alternativa. Jason Kelce foi deslocado para a função de analista de cores ao lado de Dave Pasch e Kurt Warner nos jogos internacionais da NFL Network nesta temporada. Ele tem sido polarizador, mas impressionante no papel. A ESPN poderia imaginar uma dupla com Travis Kelce, que deve se aposentar da NFL após esta temporada, ao lado de Buck. Não há, contudo, sinal de que Travis queira ser analista de jogos em tempo integral.
Greg Olsen é outro nome citado. Ele está prestes a entrar no mercado de mídia e é visto como potencial analista número 1, função que ocupou na Fox antes da chegada de Tom Brady. Olsen é bom, mas é difícil entender por que a ESPN o preferiria a Aikman, que traz mais peso, popularidade e 25 anos de química com Buck. Olsen é 18 anos mais jovem e custaria menos, mas renovar Buck — apenas dois anos mais novo que Aikman — por nove dígitos não se encaixa numa filosofia de rejuvenescimento e economia.
A ESPN levou cinco anos para encontrar uma cabine adequada para o Monday Night Football. Depois da saída de Mike Tirico em 2016 e do retorno de Jon Gruden ao comando técnico após a temporada de 2017, a emissora testou combinações com Steve Levy, Sean McDonough, Joe Tessitore, Booger McFarland, Brian Griese e Louis Riddick. Nenhuma funcionou. Havia até comentários no setor de que a instabilidade das transmissões afetava a qualidade dos jogos que a NFL agendava para as noites de segunda. Desde a chegada de Buck e Aikman, em 2022, a grade de jogos ficou visivelmente mais forte, embora outros fatores, como a melhora da relação da ESPN com a NFL, também tenham pesado.
Céticos classificam o episódio como tática de negociação da ESPN. A versão não parece se sustentar: táticas do tipo costumam começar com negociações reais e, segundo Aikman, não houve nenhuma. O fato de a emissora ter garantido o parceiro antes de conversar a fundo com o analista sugere duas possibilidades: a empresa decidiu que não quer mantê-lo ou ainda não decidiu que quer.
Análise WeekNews: A ESPN construiu com Buck e Aikman a cabine que perseguiu por cinco anos, e a assinatura da extensão de Buck sem conversa com o parceiro coloca essa dupla em risco. As alternativas citadas — Manning, Kelce e Olsen — dependem de fatores não confirmados, o que torna a ruptura uma aposta de resultado incerto.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/espn-allowing-troy-aikman-walk-away-joe-buck-booth-would-make-no-sense-bobby-burack.
Fonte: Fox News.
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2026-10-16 19:00:00

