
O governo federal ampliou as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais no Amazonas diante do avanço das queimadas no estado. Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), 229 incêndios já foram extintos desde o início do atual período crítico, enquanto equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) seguem atuando em outros 20 focos ativos, além de ações de prevenção e monitoramento.
Para reforçar as operações, o ministério mobilizou 290 brigadistas especializados e anunciou o envio de mais seis aeronaves. O reforço inclui quatro aviões Air Tractor, utilizados no lançamento de água sobre as áreas atingidas pelo fogo, e dois helicópteros destinados ao apoio logístico e ao transporte de equipes em regiões de difícil acesso.
As ações são coordenadas pelo Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman Federal), responsável por articular a atuação de órgãos federais e estaduais no monitoramento e no combate aos incêndios.
Em setembro, após solicitação do governo do Amazonas, o Ciman Federal acionou combatentes do Projeto de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad) e uma aeronave do Projeto de Gerenciamento de Aeronaves para Situações de Urgência e Socorro (Pegasus). A mobilização foi revista dias depois, quando as chuvas contribuíram para reduzir os focos de incêndio e o governo estadual informou que não seria necessário o deslocamento da equipe do Respad.
O MMA informou ainda ter orientado o governo amazonense sobre os procedimentos para solicitação de recursos por meio do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sinpdec), mecanismo utilizado para ampliar a capacidade de resposta em situações de emergência. Entre os principais projetos voltados a ações de prevenção e combate a incêndios florestais está o ProAmazon, financiado pelo Fundo Amazônia com R$ 45 milhões.
Análise WeekNews: O balanço de 229 incêndios extintos, combinado à manutenção de 20 focos ativos e ao envio de brigadistas e aeronaves, indica que a operação no Amazonas segue em fase de resposta intensiva, e não apenas de monitoramento. A revisão da mobilização do Respad após as chuvas sugere que a demanda por reforço federal acompanha a variação das condições climáticas no estado, enquanto a orientação sobre o Sinpdec e o financiamento do ProAmazon apontam para uma articulação entre ações emergenciais e estruturas de prevenção de médio prazo.
Fonte: Agência Brasil.
