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Um homem de 40 anos admitiu em tribunal ter matado o próprio pai quando tinha 17, encerrando um caso que permaneceu sem solução por mais de duas décadas em New Hampshire, nos Estados Unidos. Douglas Herlihy se declarou culpado e pode cumprir até 24 anos de prisão, segundo o Departamento de Justiça do estado.
Paul Herlihy, de 50 anos, foi encontrado morto em 27 de agosto de 2003, dentro da casa da família em Milford, durante uma verificação de bem-estar solicitada por um parente. Os policiais entraram no imóvel por uma janela e encontraram o corpo na cozinha, envolto em carpete e coberto por uma lona azul. Registros judiciais citam a presença de “centenas de moscas e um forte odor de decomposição” no local.
Havia respingos de sangue em armários, na geladeira, nas paredes e no teto. O laudo da autópsia apontou homicídio por trauma contundente, ocorrido nos quatro dias anteriores, com fraturas no crânio, lesões no nariz e na mandíbula e danos à laringe. Os investigadores concluíram que o autor golpeou repetidamente a cabeça da vítima.
No quintal, logo abaixo da janela do quarto de Douglas, a polícia localizou carpete e forro de carpete com manchas de sangue. A conclusão foi de que o material havia sido empurrado para fora do quarto, cuja janela estava aberta quando os agentes chegaram. Exames de DNA indicaram que o sangue poderia pertencer a Paul Herlihy.
Dentro do quarto do filho, os investigadores retiraram uma toalha que cobria a porta de um armário e encontraram, segundo o depoimento que embasou o mandado de prisão, uma frase escrita em letras grandes: “I WILL SEE YOU IN HELL” (“Eu vou te ver no inferno”, em tradução livre).
Nos anos seguintes à morte do pai, Douglas acumulou passagens pela polícia, incluindo ocorrências por drogas e por veículo roubado. Em 2020, após uma prisão, ele afirmou a um policial que sabia que a Justiça “jogaria fora as acusações”. “É o que eu faço. Eu venço casos. Eu venci meu primeiro corpo quando tinha 17 anos!”, teria dito, conforme o documento. O agente relatou ter entendido que ele sugeria ter matado pessoas no passado.
Apesar da declaração, registros judiciais mostram que Douglas negava envolvimento na morte do pai quando questionado pela família. Procurado em 2010 durante a investigação, ele encaminhou os investigadores ao próprio advogado.
Com base nas apurações, um mandado de prisão foi expedido em junho de 2025. Douglas foi detido rapidamente em Saugus, no estado de Massachusetts, e posteriormente extraditado para New Hampshire. Ele respondia por duas acusações de homicídio em segundo grau e por falsificação de evidências físicas.
O acordo de confissão prevê pena de 12 a 24 anos na Penitenciária Estadual de New Hampshire por homicídio culposo. O texto também suspende por 20 anos uma pena potencial de três anos e meio a sete anos por tentativa de falsificação de evidências. A audiência de sentença será marcada para uma data no início de 2027.
O procurador-geral de New Hampshire, John M. Formella, afirmou que o caso demonstra que a busca por Justiça não termina com o passar do tempo. “A Unidade de Casos Arquivados de New Hampshire e nossos parceiros na aplicação da lei seguem comprometidos em buscar respostas e responsabilização, mesmo décadas após um crime”, declarou. Segundo ele, esse trabalho exige persistência, paciência e determinação para seguir as evidências onde quer que elas levem.
A família Herlihy informou, por meio da Unidade de Casos Arquivados do Departamento de Justiça, que deseja manter a privacidade e não quer falar com a imprensa. O advogado de Douglas não foi localizado de imediato para comentar.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/us/man-admits-beating-dad-death-picturesque-town-decades-ago-bragging-cops-first-body.
Fonte: Fox News.
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2026-10-25 07:00:00




