
World Soccer Talk.
O técnico Carlo Ancelotti, da seleção brasileira, comentou pela primeira vez a aposentadoria de Neymar da equipe nacional e defendeu a decisão de convocá-lo para a Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. Em entrevista ao ESPN, concedida na quarta-feira ao repórter Pedro Ivo Almeida, o italiano afirmou que a inclusão do atacante na lista de 26 jogadores foi acertada, apesar das críticas sobre seu condicionamento físico.
Neymar anunciou oficialmente o fim de sua trajetória com a camisa da seleção brasileira após 16 anos desde a estreia no time principal, em 2010. O Mundial de 2026 era visto como seu último grande objetivo internacional, motivo pelo qual ele retornou ao Santos para fugir dos holofotes europeus e recuperar a forma. Contudo, a eliminação precoce nas oitavas de final encerrou de forma abrupta sua passagem pela Seleção, abrindo caminho para uma renovação planejada por Ancelotti visando a Copa de 2030.
“Acho que jogadores como Neymar, que já se manifestou ontem, e com todo respeito à sua decisão. Acredito que, na história, uma geração termina e outra tem que vir, e tem que ser melhor que a anterior”, disse o treinador, sinalizando que um novo ciclo se inicia para o pentacampeão mundial.
Ancelotti também fez uma análise franca sobre a condição física de Neymar antes do torneio, especialmente as lesões que o afastaram da fase de grupos. O atacante chegou à concentração com desconforto muscular e, após uma ressonância magnética, foi diagnosticado com uma lesão grau 2 na panturrilha, o que o tirou das duas primeiras partidas contra Marrocos e Haiti. “A única coisa que me incomodou é que Neymar poderia ter se preparado melhor durante aquele período de preparação. Ele poderia estar pronto para o primeiro jogo, e não para o quarto. Essa foi a única parte decepcionante”, afirmou.
Apesar da frustração, o comandante elogiou a postura profissional do jogador. “A atitude dele foi perfeita”, destacou, mencionando sua dedicação à reabilitação, apoio aos companheiros mais jovens e empenho nos treinos. “Acho que ele não contribuiu no nível técnico que se esperava, porque não pôde. Mas, em termos de atitude, foi muito positiva. Tenho muito carinho por ele, agradeci por sua atitude, por seu comportamento, e acho que foi a decisão certa incluí-lo na lista de 26”, concluiu Ancelotti, reafirmando que levar o veterano para a América do Norte não foi um erro.
O técnico também indicou que outras mudanças estão por vir no elenco. Desde que assumiu o comando, em maio de 2025, ele tem trabalhado para mesclar jovens talentos do futebol nacional com atletas experientes. Com a saída de Neymar, outros pilares de longa data se aproximam do fim de seus ciclos internacionais, enquanto alguns serão mantidos para oferecer liderança. “Alguns deles estarão lá, obviamente. Marquinhos, por exemplo. Alisson, vamos ver. Obviamente, temos que olhar para os jovens goleiros, porque há goleiros jovens que já jogam no Campeonato Brasileiro, e outros muito jovens que estão jogando e podem estar lá”, afirmou.
Sobre jogadores como Casemiro, Danilo e Alex Sandro, cujas carreiras na Seleção podem ter chegado ao fim na Copa de 2026, Ancelotti foi direto: “Acho que sim. É um período que está chegando ao fim. Obviamente, temos que agradecer a todos eles, e tenho muito carinho por todos. Mas acho que a ideia de que um jogador acima de 30 anos está acabado significa que temos que pensar no futuro”, declarou o italiano.
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Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-07-29 19:01:00

