
World Soccer Talk.
Carlo Ancelotti é o técnico de seleção mais bem remunerado do futebol internacional, segundo levantamento do Transfermarkt. O treinador da seleção brasileira recebe 10 milhões de euros (cerca de 11,7 milhões de dólares) por ano, com contrato até 2030. A informação é do portal especializado em valores de mercado.
Atrás dele, Jürgen Klopp, da Alemanha, ocupa a segunda posição, com 7 milhões de euros (8,2 milhões de dólares) anuais — 3 milhões de euros a menos que Ancelotti. Mauricio Pochettino, dos Estados Unidos, é o terceiro, com 6,8 milhões de euros (8 milhões de dólares), seguido por Thomas Tuchel, da Inglaterra, com 6 milhões de euros (7 milhões de dólares).
A lista dos dez mais bem pagos revela uma diferença financeira acentuada entre os treinadores. Luis de la Fuente, da Espanha, aparece em quinto lugar, com 5 milhões de euros (5,9 milhões de dólares) por ano e contrato até 2032. Na sequência vêm Jorge Jesus, de Portugal, e Roberto Mancini, da Itália, ambos com 4 milhões de euros (4,7 milhões de dólares) cada.
Zinedine Zidane, da França, é o oitavo colocado, com 3,6 milhões de euros (4,2 milhões de dólares), seguido por Xavi, da Holanda, com 3 milhões de euros (3,5 milhões de dólares).
Lionel Scaloni, da Argentina, fecha a lista em décimo lugar, com 2,3 milhões de euros (2,7 milhões de dólares) por ano, de acordo com os números do Transfermarkt. O valor representa menos de um quarto do salário de Ancelotti e fica abaixo do que recebem vários treinadores cujas seleções conquistaram menos nos últimos torneios internacionais.
O contraste chama atenção pelo histórico recente de Scaloni à frente da Argentina. Sob seu comando, a seleção conquistou a Copa América de 2021, a Finalíssima de 2022, a Copa do Mundo de 2022 e a Copa América de 2024, além de ter chegado à final da Copa do Mundo de 2026.
Scaloni assumiu o cargo em 2018, com pouca experiência como treinador principal, e seu contrato original refletia essa condição na época. O sucesso posterior mudou sua reputação, mas o salário reportado aparentemente não acompanhou essa transformação.
O contrato de Scaloni tem previsão de término no fim de 2026, o que torna sua renovação um tema relevante para a AFA. Caso o vínculo seja estendido, o histórico de conquistas pode justificar um aumento significativo.
Análise WeekNews: A diferença entre o salário de Scaloni e o de treinadores com resultados menos expressivos nas seleções sugere que seu contrato atual não reflete o peso de suas conquistas no cenário internacional. O levantamento do Transfermarkt evidencia que as federações têm se disposto a pagar valores próximos aos de grandes clubes por treinadores renomados, mas o caso argentino mostra que nem sempre o desempenho recente se traduz imediatamente em valorização financeira. A proximidade do fim do vínculo, em 2026, coloca a AFA diante de uma decisão que pode ajustar essa defasagem.
Leia mais aqui em inglês: https://worldsoccertalk.com/news/carlo-ancelotti-leads-luis-de-la-fuente-and-zinedine-zidane-among-highest-paid-national-team-coaches-as-lionel-scalonis-place-raises-eyebrows/.
Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-10-07 20:27:00



