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Andrew Mountbatten-Windsor, ex-príncipe Andrew, apresentou uma contestação judicial contra as buscas realizadas pela polícia britânica em suas residências após sua prisão em fevereiro. Segundo o The Daily Telegraph, ele pediu que a corte decida se a Thames Valley Police agiu legalmente ao revistar imóveis próximos ao Castelo de Windsor e na propriedade de Sandringham, do rei Charles III. Uma audiência sobre o caso está marcada para quinta-feira.
A Thames Valley Police confirmou que a investigação sobre conduta indevida no exercício de função pública continua e que há um processo judicial em andamento relacionado a mandados obtidos anteriormente na Central Criminal Court. Em nota, um porta-voz da corporação afirmou que, como os procedimentos legais estão em curso, não seria apropriado comentar o caso. A reportagem procurou o advogado de Andrew para comentar, mas não obteve resposta até a publicação.
A contestação pode ter consequências relevantes para a investigação, especialmente se a Justiça identificar irregularidades na forma como a polícia obteve as evidências. Para o comentarista real Richard Fitzwilliams, Andrew está questionando o processo policial em vez de aguardar o fim das apurações. Ele observa que, caso vença, a decisão pode afetar as provas obtidas nas buscas que ele alega não terem sido conduzidas legalmente.
Fitzwilliams também lembra que, segundo relatos, a polícia não teria obtido acesso aos arquivos não editados de Epstein, o que teria prejudicado a capacidade de investigar as ligações entre Andrew e o financista. A apuração, que começou como investigação de conduta indevida no exercício de função pública, foi ampliada para incluir possível má conduta sexual. Segundo o comentarista, é a primeira vez que um membro da família real contesta um processo legal desde Charles I, em 1649.
A forma como as buscas foram conduzidas também gerou questionamentos entre observadores da realeza. O radialista Ian Pelham Turner afirmou que Andrew se sentiu claramente incomodado com a entrada da polícia em sua casa às oito da manhã e com o fato de a imprensa mundial saber da operação às 8h05. Ele levanta dúvidas sobre se o irmão, o rei Charles III, tinha conhecimento prévio da ação e se a polícia teria agido para humilhá-lo deliberadamente, lembrando que Andrew já foi acusado de tratar as autoridades com desprezo. “Só o tempo dirá”, concluiu.
Andrew foi preso em fevereiro sob suspeita de conduta indevida no exercício de função pública. Ele é acusado de compartilhar informações comerciais confidenciais com Jeffrey Epstein. E-mails divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em janeiro, como parte dos arquivos de Epstein, pareciam mostrar o ex-príncipe repassando relatórios de visitas oficiais de comércio ao financista. Na época, ele atuava como enviado especial britânico para o comércio internacional.
Entre os documentos divulgados, um e-mail datado de novembro de 2010 parece ter sido encaminhado por Andrew cinco minutos após ele tê-lo recebido. Em outro, na véspera de Natal de 2010, ele teria enviado a Epstein um informe confidencial sobre oportunidades de investimento na reconstrução da província de Helmand, no Afeganistão.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/entertainment/former-prince-andrew-historic-police-showdown-could-put-seized-evidence-jeopardy-expert.
Fonte: Fox News.
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2026-10-05 15:52:00
